A Umbra Rasa (Penumbra)

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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Qui Dez 28, 2017 8:25 pm

Forma atual: Crinos

O coração do garou pulsava fortemente em seu peito diante da tempestade que rugia acima de sua cabeça. Entoava os cânticos sagrados na esperança de trazer ninguém menos do que o próprio Uktena, totem de sua tribo, um Incarna em todo o seu esplendor diante daquele Caern que passava por uma hora de sangue e mentiras. 

O Garou então percebe de repente, diante dele, o senhor de sua tribo. Ele havia conseguido atrair a atenção do Incarna e ele havia vindo ao seu chamado. Agora era a hora de seguir a risca o protocolo que lhe foi ensinado. 

O jovem Uktena jamais teve sequer a ousadia de sonhar com aquele momento, mas seu Caern precisa dele antes que mais dos seus irmãos e irmãs morressem. 

O Theurge faz a mais respeitosa de suas reverências e sem ousar olhar nos olhos do Uktena, que diziam ter o poder de matar, ele lhe fala em súplica: 


"- Meu Senhor, eu lhe ofereço parte do meu espírito, faz de mim instrumento de tua vontade! O Boitatá e este falso Caern estão em perigo, algo o controla nas sombras e o Avô Trovão está tentando livrá-lo mas ainda não consegue, eu lhe rogo que salve o totem e a seita para que possamos então achar o verdadeiro Caern e salvar a impura perfeita que aqui existe em ventre Fianna das Garras da Wyrm! O Apocalipse se aproxima e precisamos da tua Sabedoria e do teu poder!"

Conforme fora ensinado o Uktena gostava de presentes em gnose, mas desse vez o Garou daria uma parte do seu espírito, algo que ele esperava que fosse digno de um Incarna e só então depois realizava o seu pedido em prol do totem de sua ninhada. 

*Por favor atenda ao meu pedido e acabe de vez com a loucura que reside nessa seita!*

OFF GAME: Dou 1 ponto permanente de Gnose em chiminage ao Uktena.
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Sangue-dos-Quatro-Ventos (crinos) - Sussuros Solitários, Grande Uktena, Umbra

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Qui Dez 28, 2017 10:36 pm

Quando o Lupino vai começar um ritual, Degan sente que algo poderoso aguardava os dois Garou na Umbra... O Theurge parece escolher bem as palavras, e seu sentimento era sincero. Enquanto ele rogai por auxílio, Sangue-dos-Quatro-Ventos trata de acomodar os feridos, se colocando à frente deles, sem descuidar de seu machado. 

Eu lhe desejo boa sorte, Irmão Mais Velho...

É então que um enorme espírito se fazia surgir no coração da tormenta, ninguém menos que o grande espírito da água, o Uktena. A visão daquele totem é tão magnífica que deixa o Wendigo sem palavras por um breve momento. Degan se curva também em respeito ao totem dos Puros e se afasta, permitindo maior interação entre a Serpente Emplumada e Sussurros Solitários.

Essa será uma noite para se recordar...

Intencional ou não, a chegada do Uktena parece, de alguma forma, clarear a mente de Degan. Ele observa a movimentação dos espíritos do Trovão e do Boitatá: os relâmpagos e ataques não feriam o totem. Havia algo a mais.

As palavras de Sussurros finalmente fazem sentido para Degan quando, em um clarão, ele vislumbra uma criatura humanoide, muitas vezes maior do que ele e seu irmão, com dedos feitos tentáculos, manipulando e enredando o Boitatá, que se debatia para se livrar de seu controle...

Aquela visão abre o horizonte do Wendigo e lhe dá uma sensação de breve mal-estar, por ter acreditado em um golpe de Estado dos Senhores das Sombras. Mesmo assim, ainda ressentia um pouco pelos relâmpagos sofridos pelos seus irmãos.

Eu me precipitei. Minha visão turvou neste breve momento... Tsc... Mesmo assim, as coisas não parecem estar perto de terminar... 

Degan assiste àquilo tudo em silêncio solene, próximo dos companheiros caídos. Quando seu irmão oferece a Gnose, o Wendigo, sem olhar nos olhos do totem, faz uma mesura, e brada:


" - Grande Uktena, eu sou filho do Wendigo e em nome da aliança dos Puros, que sempre correram juntos, também sacrifico parte de meu espírito em tua honra! Que sejamos fortes na Mãe uma vez mais para superarmos o Apocalipse!"

Off: Também ajudo com 1 ponto de Gnose permanente.
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Uktena - Sussurros-Solitários | Sangue-dos-Quatro-Ventos

Mensagem por NarraDiva em Sex Dez 29, 2017 7:01 pm

'- Ser sábio me chamar. Uktena fazer o que for possível... Boitatá ser filho nervoso, ritual errado de seita vai deixar ele nervoso, prisão o deixar nervoso, mesmo solto continuará nervoso... precisar se dedicar à Boitatá acalmar quando tudo acabar. Dever dos Puros, que unidos dever caminhar.' - diz o Totem olhando na direção mas comentando em seguida: Antes de seguir, no entanto, o Totem olha para os dois e com a Gnose recebida por eles concentra duas esferas de energia e toca a testa dos dois que sentem sua Gnose ser recuperada. Apesar de doada de forma permanente, a ação de Uktena garantia que a Gnose temporária dos dois Garous fosse completamente restabelecida.

'- Magia muito forte. Poder do Caern de verdade sendo usado.'

São as últimas frases do totem antes de partir junto com os avatares de Avô Trovão. Tal qual eles, Uktena fazia surgir lanças de enrgia espiritual em sua mão e arremessava enquanto tentava se aproximar do Boitatá, mas todos os espíritos pareciam incapazes de ultrapassar um certo ponto. O Boitatá se debatia cada vez mais nervoso.
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Deganawida (crinos) - Sussurros Solitários, Grande Uktena

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Sex Dez 29, 2017 8:25 pm

Deganawida escuta todas as palavras de Grande Uktena e quase entra em estado de graça quando o totem toca a testa de ambos restaurando sua gnose temporária.

Morte-no-fim, Mãe, Pai, Tio, eu gostaria que pudessem me ver agora... Recebi a maior honra como Garou... Obrigado, Irmão Mais Velho.

" - Grande Uktena... Muito nos honra... Assim agirão os Puros. Como sempre foi, e como sempre deve ser..."

Sangue-dos-Quatro-Ventos não tem muito o que dizer em seguida, e assiste quando a Serpente Emplumada alça vôo e leva consigo os espíritos do Avô Trovão, arremessando várias lanças de energia, tentando soltar o Boitatá, mas não conseguindo passar além de um ponto.

Seria uma barreira? Tsc, não consigo ver nada... 

" - Irmão... A grande missão dos Puros começa esta noite... É uma honra poder correr nesta noite com o Irmão Mais Velho."

Comenta ele, dividindo aquele instante tão único em sua existência como Garou.
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Narração - Sussurros-Solitários | Sangue-dos-Quatro-Ventos

Mensagem por NarraDiva em Sex Dez 29, 2017 8:31 pm

Quando Degan termina sua frase, a dupla de Garous das tribos puras podem ver inúmeros pequenos, bem pequenos, quase minúsculos, avatares da Tartaruga, caminhando até onde os espíritos não passavam. As tartarugas, uma a uma, vão dando o passo à frente. Sua essência é dissolvida e os outros espíritos começam a avançar um pouco mais. A cada sacrifício de uma linha de tartarugas, um pouco avançavam aqueles que atacavam a criatura atrás do Boitatá.


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Sangue-dos-Quatro-Ventos - Sussurros Solitários, Tartarugas

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Sex Dez 29, 2017 11:47 pm

Ainda emocionado, Degan observa os limites onde os espíritos estavam.

O Wendigo não podia acreditar em seus olhos: pequenas Tartarugas avançavam e se sacrificavam... A cada sacrifício os espíritos do Uktena e Avô Trovão podiam avançar.

Aquela visão causa uma emoção de imensa tristeza em Deganawida... Ele finalmente vira algo pelo qual todos os Puros dariam a vida para ver e entender: o Avatar da Grande Tartaruga, o espírito do Irmão do Meio, não estava perdido: ele apenas se fazia aparecer diante da hora derradeira... Mas para, mais uma vez, sacrificar sua essência pela Nação Garou.

Sangue-dos-Quatro-Ventos derrama lágrimas. Em sua história como Garou, ele fora ensinado da enorme importância do Irmão do Meio para Gaia e para todos os Puros... Mais ainda: como Meia Lua, ele foi instruído a seguir o ideal dos Puros, e especialmente dos lendários Irmãos do Meio, cujo papel como mediadores tanto aproximou os Garou de seu destino como protetores de Gaia. Emocionado, ele tece palavras para seu Irmão Mais Velho e para Gaia...

"- Veja Irmão! Croatan! Os Irmãos do Meio vieram em nosso auxílio! Gaia generosa, jamais se esqueceu dos Puros... Eu... Deganawida Oneida, o Sangue-dos-Quatro-Ventos, juro neste dia que preservarei vossa memória para sempre! Que o segundo sacrifício da Tartaruga em nome da Mãe em sua hora mais escura seja a inspiração para unir as tribos uma vez mais e que os Irmãos do Meio vivam sempre nos Irmãos Wendigo e Uktena!"

Deganawida enxuga os olhos com as costas da mão.

Essas são minhas palavras como Philodox, Guardião das Tradições... Gaia marque minha alma!
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Sab Dez 30, 2017 12:49 am

Forma atual: Crinos.

O Lupino jamais sequer sonhara com aquele momento. Ver em sua frente o próprio totem da tribo, conjurado por ele era algo surreal. Além de tudo o ouvir do grande Uktena que ele havia feito o correto e agora ele ajudaria o Boitatá, que depois ainda precisaria de muito cuidado para que sua fúria fosse aplacada era palavras fortes e tudo que o lupino conseguia fazer era assentir. Aquela era a verdadeira prova de sua fé, o totem ouvira a sua prece e havia atendido o seu pedido de socorro. 

Para o irmão mais novo ele apenas assentia e falava: 

"- Precisamos nos unir irmão! Apenas os puros conseguirão salvar esta seita! Descobri muito e precisamos conversar melhor amanhã." fala o lobo emocionado para o Wendigo. 

O Grande Uktena então parte mas não sem antes lhe infundir de energia espiritual. Parte para ajudar o Boitatá e por mais que ele quisesse se envolver diretamente, o lupino sabe que já havia feito tudo ao seu alcance. 

O Uktena se juntava ao coro de espíritos mas nada parecia funcionar contra o inimigo oculto. É então que os garous conseguem ver pequenos espíritos de tartarugas se sacrificando para anular a barreira mística que protegia o inimigo e só então o esforço dos espíritos gaianos era eficaz.

"- Obrigado irmãos do meio! Mais uma vez o seu sacrifício vem em defesa de gaia! O mais honrados entre nós vem mais uma vez fazer aquilo que não conseguimos e defendem esta seita! Seu sacrifício jamais será esquecido." fala o lupino em meio as lágrima que nunca soubera que era capaz de produzir... Lágrimas de emoção frente ao sacrifício altruísta de uma tribo, até então, extinta...
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 30, 2017 1:42 am

Cento e Vinte anos, pelo menos. Havia quem dizia que eram mais. Velho Eusébio era visto como um fardo para os Crias de Fenris, mas insistia que não partiria até cumprir uma última missão. Dizia que a Coruja havia lhe dito um destino que ele tinha a cumprir e que esse seria seu último ato em vida. Até a hora que esse dever o chamasse, iria compartilhar sua sabedoria. E assim o fez. 

Os puros presenciavam uma cena que, muito provavelmente, era a cena mais bela e triste da sua vida. O sacrifício das tartarugas continuava a acontecer e vinham acompanhados do avançar lento de Uktena e dos Avatares de Avô Trovão e seus servos. As lágrimas dos puros tocavam os chãos da penumbra quando a figura de Velho Eusébio, na forma hominídea surge perto dos dois. Ele olha para a dupla com um olhar cúmplice e diz:

'- A pureza está na luz e nas sombras, irmã da honra, segue um caminho de prata que vai do reino de Hélios ao mais escuro confim do Abismo. Um caminho que une dois jovens irmãos a quem eu confio o legado da esperança.'

O velho segura as grandes patas em Crinos de Degan. Já idoso tinha dificuldade em enxergar e Degan podia notar isso. Ele beijas as patas em Crinos do Wendigo que recupera toda sua vontade e diz:

'- Filho de Hélios, eu confio em ti para defender o legado da honra, da sabedoria e da esperança.'

Dá alguns passos e repete o gesto com o Lupino, que também recupera toda sua vontade, e diz:

'- Filho da Escuridão, eu confio em ti para defender o legado da honra, da sabedoria e da esperança.'

Olha para os dois e diz:

'- Foco sempre no verdadeiro inimigo, ele não está nesse Caern. Avô Trovão, com a sua própria razão, reclama esse Caern. Uktena reclamará a manutenção do Boitatá. E vocês, como guardiões do legado da esperança, devem garantir que o novo futuro que começa depois das revelações seja melhor que o passado recente.'

Velho Eusébio começa a caminhar e promulgar um cântico em árabe os espíritos antigos do Egito. Ao passos que anda, o corpo do Garou se expande, tornando-se um gigante semelhante as representações dos faraós em mastabas e sarcófagos. Logo em seguida, essa forma fica totalmente dourada como se fosse coberta por ouro refletindo o brilho do sol sendo assim uma verdadeira uma visão divina. Com esse corpo, Velho Eusébio consegue ultrapassar a barreira que os espíritos não passam e, passando pelo Boitatá, começa uma grande batalha para a criatura de corpo sombrio que mantinha firmes seus tentáculos em cima do totem da Seita.

Todos os espíritos da região, nesse momento, se viram na direção da batalha de Justiça-de-Hélios. Todos atacavam à distância. Velho Eusébio, que já havia ativado a Invocação do Faraó e a Pele de Rá, chamava todos ao dever. Cada vez mais os avatares se aproximavam mais de Boitatá. Cada vez mais os tentáculos iam se enfraquecendo. Cada vez mais, também, era possível ali, na umbra, sentir a energia vital e a essência de Velho Eusébio indo embora.
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Lista de Feridos


Uktenas


Invocador-do-Abismo (Theurge)


Wendigos


Tempestade-Glacial (Theurge)
Herança-Ancestral (Philodox)
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Sangue-dos-Quatro-Ventos (crinos) - Sussurros Solitários, Velho Eusébio

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Sab Dez 30, 2017 9:17 am

A cena que se apresentava diante de Degan era de uma grandeza ímpar. Ele observa tudo aquilo e meditava em silêncio, pedindo forças para o Uirapuru e o Wendigo, agradecendo ao Uktena por estar ali.

É então que ele percebe que alguém adentrara a Umbra, bem onde a dupla de Garou estava.

Ninguém menos que Velho Eusébio. 

Surpreso, o Wendigo arregala os olhos e ouve as palavras do Grande Ancião dos Peregrinos, a quem tanto devia.

" - E-eu... Sim, Grande Ancião... Que este legado seja guia e razão de meu viver..."

Degan está triste, mas aquele momento era importante demais para perder para lágrimas, e faz este juramento guardando a postura novamente. Aquele era o mais velho Philodox da Nação, e suas palavras e sabedoria significavam o mundo para todo Meia Lua... De súbito, Degan sente sua fé e determinação serem totalmente restauradas. Ele agora era o Filho de Hélios, e junto com seu irmão, cumpririam o destino de salvar o Boitatá e unirem novamente a Nação diante de Gaia, mostrando-lhes o verdadeiro inimigo...

Após o Lendário Peregrino se despedir dos Puros, ele caminha em meio aos espíritos do Avô Trovão, do Uktena e das últimas forças da Tartaruga. O Chamado do Dever é ativado pela Lenda, e o Peregrino assume o aspecto de um Farão Ancestral, coberto de luz, que caminha entre os avatares, permitindo a eles que enfrentem a Corruptora, cujas forças e tentáculos enfraqueciam... 

Ambos sentem o Peregrino se esvair nesse derradeiro esforço. Degan derrama as últimas lágrimas:

" - Adeus, Velho Eusébio..."

O trabalho dos Puros começava ali.
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Sab Dez 30, 2017 11:39 am

Forma atual: Crinos

Um turbilhão de sentimentos passava pelo coração do jovem Uktena. Como havia nascido lobo não estava acostumado com aquilo, por mais que não gostasse de lembrar, os garous também são parte humanos. Parte lobo, parte humano e parte espírito. O toque do Abismo começava as poucos a destruir seus sentimentos e sua capacidade de sentir. Talvez ali também estivesse morrendo um pedaço do seu coração, em meio a todas aquelas lágrimas.

Ainda perplexo com a cena a sua frente o lobo percebe a presença da Lenda Philodox dos Peregrinos Silenciosos, Justiça-de-Hélios vindo em sua direção. Com um gesto delicado ele confia aos dois puros um destino e uma missão renovando dentro deles o seu espírito de luta e a vontade para vencer as difíceis missões que terão pela frente. 


*Lua crescente e meia lua, ambos puros, luz e escuridão com o dever sagrado de proteger esta seita do inimigo oculto.*


"- Defenderei esse legado com a minha vida Justiça-de-Hélios." Jura solenemente enquanto olha nos olhos do mais antigo garou vivo em toda a nação. 

A lenda viva então parte com seus mais poderosos dons e consegue em sua forma resplandecente ultrapassar a barreira mística e combater o inimigo nas sombras, chamando ao dever todos os espíritos gaianos dali para livrar o totem da seita de sua prisão. Era uma visão única que jamais seria esquecida. 

*Adeus velho sábio... Seu esforço não será em vão, juro pelo Uktena e pela Corujar honrar a sua sabedoria e confiança.*
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Narração - Sangue-dos-Quatro-Ventos | Sussurros-Solitários

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 30, 2017 7:58 pm

Enquanto Justiça-de-Hélios seguia duelando com a grande criatura de escuridão, os totens cada vez mais se aproximavam. Os tentáculos, um a um iam sendo rompidos pelos raios dos servos de Avô Trovão. Uktena envolve o Boitatá, como uma mãe ao filho, e o protegia enquanto os tentáculos eram rompidos. O processo parecia envolver muita dor, mas o irritado totem estava livre.

Uktena solta o Boitatá e avança também conta a criatura. Avô Trovão e sua ninhada também, assim como todos os espíritos gaianos na região. A criatura não aguentava os ataques mas era preciso algo mais para o golpe final. O algo mais que vem de Velho Eusébio que num brilho de luz avança contra a criatura e junto a ela explode.

Um clarão cega os puros e pequenos fachos de luz começam a cair do céu. Livre, o Boitatá manifestava sua fúria berrando. Uktena com ele parecia conversar. Os demais espíritos começam a voltar às suas atividades normais. As Tartarugas somem. Em meio a chuva de luz, os puros viam a Umbra estável como nunca antes nessa cidade e, em suas mentes, as últimas palavras de despedida do Velho Eusébio:

'- Em um mundo de trevas, o maior dos feitiços é a esperança!'
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Deganawida (crinos) - Sussurros Solitários, Herança Ancestral, Tempestade Glacial, espíritos

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Sab Dez 30, 2017 10:10 pm

Degan assiste aos momentos finais da Lenda da Nação e finalmente testemunha o sucessos dos espíritos em sua tentativa desesperada para libertar o Boitatá...

Grande Uktena o envolve gentilmente, removendo-o de sua dor, enquanto os espíritos da tempestade e do Avô Trovão cuidam de espantar a influência maléfica da Wyrm daquele lugar. 

Velho Eusébio, agora, um ser iluminado lidera o ataque derradeiro, junto com o Uktena e todos os outros ali. Finalmente a Corruptora havia sido expulsa. Boitatá ruge extasiado e Grande Uktena lhe responde. As Tartarugas se foram, e a Umbra daquele lugar finalmente se parece mais com a Umbra das terras puras onde Degan crescera.

Ouvindo a voz de Justiça-de-Helios, Degan só pode guardar suas palavras, sua alma é inteiramente gratidão. 

Obrigado, Grande Lenda... Que nós sejamos as duas asas que cumprirão o legado prometido... Pelo Uktena! Pelo Grande Wendigo! Pela Tartaruga! Por Gaia!

Respirando fundo e aproveitando um pouco a paz do momento, ele se vira para Sussurros Solitários. Seu tom é tranquilo com a calmaria:

" - Irmão, precisamos cumprir com os dizeres de Grande Uktena e Velho Eusébio... Você, pode curar nossos irmãos caídos? Precisaremos transmitir a mensagem para eles e terminar essa caçada injusta, pelo bem do Boitatá."

Ele então finaliza a frase:

" - Vamos conversar depois que pusermos um fim nessa insanidade. Tenho muito o que aprender com você."

Irmão Mais Velhos é sábio e curioso, ele com certeza já sabe mais sobre este inimigo terrível que se abateu sobre o Caern...
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Dom Dez 31, 2017 12:04 am

Forma atual: Crinos 

O lobo consegue ver quando com um último esforço de JustIça-de-Hélios e a base espiritual aliada o Boitatá é liberto e libera a sua fúria, sendo contido pelo Uktena. Era uma cena e tanto que havia passado ali. 

“- Adeus Lenda da nação! Seremos sempre gratos e você honra a história desse Caern. Vamos aprender juntos Sangue-dos-quatro-ventos! Agora vamos voltar a clareira e encontrar alguém que possa curar nossos irmãos, eu não fui abençoado com esse dom ainda.”

Tendi dito isto toca em Degan e nos irmão caídos votando a Clareira Central. 

OFF GAME: Toco nos irmãos caídos e em Degan, levando todos ao mIndo físico. Continua na Clareira central.
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FIM DA 2ª NOITE

Mensagem por NarraDiva em Seg Jan 01, 2018 10:10 pm

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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Sex Mar 09, 2018 4:20 pm

Forma atual: Lupino

O Garou aparece na Umbra da Clareira Central  e não consegue deixar de ter alguns flahsbacks de quando esteve lá na noite passada. A figura do Boitatá permanece no meio da Clareira Central aonde é possível ver claramente a sua fúria. O Garou então se foca na sua tarefa e vai até o Rio do Caern. Em sua versão umbral é possível ver os vários espíritos que lá habitam, pelo caminho garou coleta alguma ervas necessárias para amuleto que pretende criar. Localizando um espírito sapo o garou se dirige ao mesmo na língua dos espíritos: 


"- Sábio sapo, eu sou Sussurros-Solitários, Lobo nascido sob a lua crescente, Cliath dos Uktena. Os Uktena honram tua sabedoria por incontáveis gerações e em nome deste antigo pacto venho te pedir ajuda para criar a pintura de guerra Uktena que auxiliará a mim e a minha matilha na luta contra um poderoso espírito corrompido. Em honra de tua ajuda cumprirei com o chiminage que me pedir."

O Lupino aguarda a resposta do espírito e o pedido do Chiminage para então realizar o ritual do compromisso com lama usando a lama do rio do Caern e as ervas que já havia colhido.
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Espírito Sapo - Sussurros-Solitários

Mensagem por NarraDiva em Sex Mar 09, 2018 5:38 pm

O Sapo olha para o Uktena e diz para ele:

'- Sapo gostar de Uktenas mas Lobo ser estranho e Sapo não saber porque... sapos gostar de mosquitos... mosquitos gostar de água limpa que não se mexe... Lobo Uktena prometer manter, por um ciclo lunar completo, em território de matilha de Lobo Uktena, 10 reservas espalhadas de água limpa que não se mexe?'
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Sex Mar 09, 2018 6:27 pm

Forma atual: Crinos

O Lobo escuta as palavras do espírito, era ruim escutar que ele era estranho, mas aquele fora o preço que tivera que pagar no Abismo e não havia caminho de retorno. A demanda do espírito parecia extremamente razoável e o lobo prontamente responde:

"- Aceito. Prometo que honrarei nosso acordo nobre Sapo e com tempo espero conquistar o seu respeito e amizade."

O lobo então muda sua forma para crinos e junta todos os ingredientes entoando os cânticos necessário para fazer a pintura de guerra Uktena. Aquilo seria de grande valia para a matilha. Enquanto executa o ritual o lobo pensa:

*Com o número de malditos que essa cidade tem e com o meu dever tribal com certeza precisarei fazer muito mais dessa tinta mística. Dessa forma acredito que melhor forma para fazer isso seja fazer ainda mais criadouros de mosquitos e ir mantendo-os. Até por que fazendo mais de 10 eu tenho certeza de pagar o chiminage mesmo que um ou outro seja esvaziado.*

OFF Game: Realizo o Ritual do Compromisso para crias pinturas tribais Uktena. (Amuleto)
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Narração - Sussurros-Solitários

Mensagem por NarraDiva em Sab Mar 10, 2018 10:42 am

O Ritual é bem sucedido e com aquele espírito sapo, o Uktena consegue criar 3 amuletos da Pintura Tribal (Camuflagem Elemental).
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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por Sussurros Solitários em Sab Mar 10, 2018 11:12 am

Forma atual: Lupino.

Voltando a sua forma racial o lobo agradece mentalmente o espírito agora nos amuletos. Satisfeito consigo mesmo o lobo volta ao mundo físico e volta a Clareira Central. 

OFF Game: Continua em Clareira Central
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Narração - Nova Matilha

Mensagem por NarraDiva em Dom Mar 18, 2018 8:36 pm

Logo após tocarem na Pedra de Fogo a mando do Uirapuru, os Garous sentem um enorme calor que queima sua pele e, em seguida, a maior manifestação de Gaia das suas vidas. Os membros do grupo são imediatamente transportados para um local que parecia bastante com o Caern, mas com a mata muito mais viva e a energia da Wyld muito mais forte. Estavam em uma clareira onde homens e mulheres negros e negras, trajando roupas simples, batucavam em instrumentos rudimentares em volta de uma fogueira. 

Um grupo de homens e mulheres, com roupas mais ornamentadas, dançavam em volta da fogueira enquanto todos cantavam a plenos pulmões.

'QUEM MANDA NA MATA É OXÓSSI! OXÓSSI É CAÇADOR! OXÓSSI É CAÇADOR! O SACI RODOPIOU, VENTANIA NA PALHOÇA! SINHAZIA BAMBEOU, DEU MIRONGA LÁ NA ROÇA!'

A cantoria seguia e as pessoas dançavam e aquele fogo se tornava cada vez mais vivo. E, com isso, a energia da Wyld cada vez mais forte e a cantoria seguia cada vez mais alta. Alguns trechos podiam fazer sentido para os Garous, outros não, o fato é que eles eram notados pelo grupo e podiam ver o Uirapuru em cima de uma árvore.

'CABOCLO SABE AS LENDAS DA MATA! CABOCLO TRAZ A BALA DE PRATA! PRO UIVAR DA MEIA NOITE! LUA CHEIA, MADRUGADA! DE FEITIÇO E PAJELANÇA, FAZ-SE A LENDA ENCANTADA'

Uma das mulheres negras que dançava sai da roda e vem dançando até o grupo. Puxa primeiro Degan, levando ele até o meio da roda. Em seguida, outra mulher se aproxima e levam pela mão, Olhos-de-Gaia até perto da fogueira, fazendo com que ele entrasse na dança. Luke é o terceiro a ser buscado por uma terceira mulher e, um homem, também negro é quem busca Grace. Nenhum deles sabia dançar aquele ritmo, mas ali eles sabiam e sentiam. E sentiam seus níveis de Gnose e de Força de Vontade serem preenchidos. 

A dança dura alguns minutos até que um homem Preto, bem velho, andando com dificuldade se aproxima e chama os quatro para perto de si, falando com uma voz extremamente calma:

'- Há muito tempo, escravos e escravas encontravam no culto à espíritos hoje esquecidos a força para enfrentar os estrangeiros da Wyrm e da Weaver... com o tempo, o culto se enfraqueceu, e muitos espíritos foram se perdendo e se enfraquecendo ao longo da história, assim como o Uirapuru, cultuado pelos povos indígenas nativos desta terra... as matas eram protegidas por Oxóssi... esse Caern em que vivem era protegidos por Oxóssi, espírito que veio conosco, da Mãe África para essa terra onde nos escravizaram... vocês devem se dividir, buscar Oxóssi e dele receber a bênção para liderar essa nova matilha... mas cuidado, outros espíritos, tanto do povo negro, quanto do povo Índio, estão espalhados, eles podem lhes atrapalhar, não os conhecem mais e podem até ser hostis... o primeiro que conseguir encontra Oxóssi e levar a ele uma caça, receberá a bênção para liderar essa matilha.'

O Preto Velho aponta com a Bengala para a mata:

'- A mata de vocês... boa sorte...'

O Preto Velho parecia ser uma criatura com uma energia Gaiana maior que as outras que dançavam por ali. Tudo tinha uma aura de magia e encanto que impressionava o grupo.




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Re: A Umbra Rasa (Penumbra)

Mensagem por olhosdegaia em Dom Mar 18, 2018 9:04 pm

Forma - Lupina

Olhos de Gaia chega ali deslumbrado com a força da Wyld daquele lugar, estavam no Caern, porém ele era muito mais forte, no passado, imaginava, aquele Caern devia ser a pura energia Gaiana, ele se regojiza com aquele sentimento, respira fundo se sentindo em casa, e então escuta a dança e a música que parecia lhes chamar, olha para os lados e vê aqueles homens e mulheres dançando e cantando em volta de uma fogueira, seus olhos totalmente atentos, absorvendo a melodia e o ritmo.

Ele olha para o lado, e vê Degan ser levado por uma moça e o leva para a roda dançar, logo depois uma mulher se aproxima, e o lobo a segue, entrando naquele transe daquela dança, sem realmente a conhecer, apenas sentindo dentro de si o movimento, como se tivesse nascido com aquilo dentro de si.

"Obrigado Mãe por me deixar presenciar esse momento"

E como se fosse novo e tivesse acabado de despertar cheio de energia, ele escuta a chegada do Preto Velho, e faz uma profunda reverência para o espírito, ele era antigo, era poderoso, e o Theurge o escutava. Então eles deviam caçar e serem abençoados pelo espírito de Oxóssi, o Lupino da um olhar de relance para cada um da matilha, Degan, Grace e então Luke, e fala sinceramente.

"- Boa sorte."

Então, se aproxima do Preto Velho, faz uma reverência profunda, e imediatamente, não se aguentando em sua curiosidade, parte para a mata, entrando exatamente onde o Preto Velho apontara.
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Sangue-dos-Quatro-Ventos (hominídeo - Lupino) - Bonde do Uirapuru, Todos

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Dom Mar 18, 2018 10:33 pm

O Wendigo havia tocado a Coroa de Gaia, ao comando do Uirapuru e fechado brevemente os olhos. 

Quando ele os abre, ele olha à sua volta e percebe que tanto sua realidade havia mudado, como sua percepção dela...

Gaia... Este era seu berço há séculos atrás?


Deganawida aprecia aquele momento de música e dança, e se permite lembrar dos Powows de seu povo no norte. Ele escuta os cantos e seu coração se enche de alegria, até que ele permite que ela transborde por seu sisudo semblante e começa a apreciar o momento, e sentir a Wyld preencher seu espírito e sua vitalidade. 

Uma das mulheres chama Degan para dançar, se unindo aos demais. 

" - Mas eu não sei..."

A verdade era que o momento era fluido demais para qualquer tipo de convenção daquele tipo. Cheio de energia, Degan começa a executar os passos junto dos outros na roda, mesmo sem fazer ideia de como o fazia, tudo o que o Wendigo fazia era sentir a vida daquele momento. 

Gostaria de dançar com Iowa... Espero que eu me lembre de como fiz isso nessa roda depois!

Ele vê quando Olhos-de-Gaia, Grace e Luke entram na roda, todos com os movimentos como os dele, todos apreciando a Wyld de maneira pura...

Até que a dança cessa, e um homem de ar austero e sábio, que andava com dificuldade os chama para conversar. O Wendigo escuta atentamente àquelas palavras, se sentindo mal com aquela história... Ele tinha a mesma dor daquele povo em seu coração. Eis então que lhes é revelado o desafio do Uirapuru: Uma caça em honra à Oxóssi, passando pela mata, e o que lhes reservaria, tanto do povo negro, quanto do povo índio. 

Deganawida faz uma reverência para o Preto Velho:

" - Eu... Gostaria de lhe agradecer... A dor de vocês também é minha dor em meu tempo... Mas hoje, pude compartilhar de sua alegria... Obrigado, honrarei Oxóssi e suas terras e carregarei para sempre esse momento em meu coração. Pela Mãe e pelo Uirapuru, partirei agora!"

O Wendigo fala e assume a forma lupina aos poucos, como grande lobo cinzento da tundra canadense. 

" - Eu reforço o desejo de Olhos-de-Gaia. Boa sorte a todos vocês, meus irmãos..."

O Meia Lua então adentra a mata, se perguntando que tipo de desafios encontraria...


Última edição por Deganawida "Degan" Oneida em Seg Mar 19, 2018 2:01 am, editado 1 vez(es)
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Grace(Hominídea - Hispo) - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Seg Mar 19, 2018 1:57 am

Por um instante, o calor é tão forte que Grace sente que será derretida viva, mas no instante seguinte ela percebe que está em um outro plano. Algo que parecia ter saído das próprias histórias da Criação, tamanha a energia gaiana que a rodeava. Situando-se aos poucos, com os olhos percorrendo a paisagem, ela percebe que está em outra história antiga, que ela tinha noção, mas não conhecia muito bem. Uma história essencialmente brasileira. 

Escuta a música com enorme atenção, os olhos arregalados de quem não quer perder nenhum detalhe. Não entendia todas as palavras, mas guardava bem o seu ritmo. Vê o Uirapuru em cima da árvore e sorri.
“Uirapuru, você testemunhou isso. Está se lembrando disso. E agora, está deixando a gente testemunhar também...

Inicialmente, observa apenas como uma espectadora interessada, contudo, ao ser puxada para dançar ela se entrega completamente à oportunidade, e até dá um sorriso charmoso ao homem que viera até ela, antes de fazer os movimentos da dança que, mesmo sem entender o motivo, ela sabia dançar. A plenos pulmões, ela vai tentando acompanhar o grupo na canção, e decorá-la.

- O SACI RODOPIOU, VENTANIA NA PALHOÇA! SINHAZIA BAMBEOU, DEU MIRONGA LÁ NA ROÇA! O SACI RODOPIOU, VENTANIA NA PALHOÇA! SINHAZIA BAMBEOU, DEU MIRONGA LÁ NA ROÇA!

Dançando e cantando com êxtase, ela vai se sentindo energizada a cada passo e cada verso. Como se a música e a dança recuperassem suas forças de maneira quase ritualística. Satisfeita, ela vai parando ao ver que o grupo terminava.

Aproxima-se do Ancião que os chama, e que parecia ser alguém especial, ainda mais especial do que todos que estavam ali. Reflete sobre a história que ele conta, que é uma história triste, apesar deles terem testemunhado um momento de alegria. Mal podia imaginar a dor daquele povo, tirado de seu lar, escravizado em uma terra estrangeira, vítimas da ganância dos corruptos pela Wyrm e pela Weaver. 
Havia, porém, sempre alguma forma de resistência, e a Wyld resistira com a força, a energia, e a união deles.

O Preto lhes pede para buscar Oxóssi, o protetor de mata, e o pensamento que vêm à mente de Grace é recorrer à Pedra Caçadora. Porém, sentia que aquela busca era muito mais profunda e espiritual do que aquilo. O caminho não seria fácil, como o Ancião alertara, mas Cordas Trêmulas estava determinada.  

Curva-se respeitosamente para o Preto Velho. 
- Obrigada por compartilhar conosco sua sabedoria, sua dança e sua música. Cuidarei para que não sejam mais esquecidos. Gaia, Oxóssi e Uirapuru estejam com todos nós, e se fortaleçam nessa jornada. 

Reforça os votos, virando-se para seus irmãos. 
- Boa sorte, irmãos. A Mãe esteja conosco.   

A Fianna, por sua vez, assume a forma Hispo, e avança, nas quatro patas, na direção que lhe havia sido apontada.
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Legado do Trovão (Lupino)

Mensagem por Luke Constantine em Seg Mar 19, 2018 3:30 pm

 * Ao tocar o altar da Coroa de Fogo o Senhor das Sombras sente sua pele queimando intensamente e tamanho era o ímpeto daquela energia que chega imaginar estar diante de seu fim. No entanto, ao invés de ser extirpado pelo calor, sente em seguida uma grande força Gaiana preenchendo todo o seu ser e entende que estava vivenciando algo único em sua vida. Seus olhos captam um ambiente que parecia com o próprio Caern em que antes estavam, mas era muito mais vivo com a presença da Wyld. Mulheres e homens negros, trajados modestamente, estavam ali executando algum tipo de rito que envolvia cantigos e batuques em volta de uma fogueira. Havia dançarinos, estes mais ornamentados, se movendo ao som da música que era tocada e Luke aprecia a cena em silencio. Não conhecia aquela canção e nunca antes havia estado presente em evento semelhante, mas notava que começam a chamar atenção e que o Uirapuru os observava de cima de um galho de arvore. O som retumbava em sua mente: *
 
“'QUEM MANDA NA MATA É OXÓSSI! OXÓSSI É CAÇADOR!”
 
* A melodia invadia seus sentidos e o fogo se tornava mais intenso conforme o som dos cânticos ia ganhando mais e mais potência. Uma mulher negra busca Degan para se juntar ao rito, outra puxa o lupino pelas mãos, e ambos começam a dançar como se soubessem o que estavam fazendo. Uma terceira mulher se aproxima e também o leva para a roda, o que o Lua Cheia aceita sem protestar. Instintivamente, e ao contrário de tudo o que esperava, sente aquele ritmo preenchendo-o e se deixa levar. Dançava ao som daqueles tambores como se soubesse o que estava fazendo embora não fizesse a menor ideia e sente seu espirito sendo restaurado aos poucos conforme ia se entregando à melodia. E o tempo todo as palavras entravam em sua mente: *
 
“'CABOCLO SABE AS LENDAS DA MATA! CABOCLO TRAZ A BALA DE PRATA!”
 
*A dança e a música perduram por um tempo que não sabia definir e apenas a deixa quando é convocado por um velho homem negro que se aproxima com passos frágeis. Sua presença era impressionante a ponto de não poder ser desconsiderada sem o emprego de grande força, e Luke nem sequer cogita resistir ao seu chamado. Vai até o preto velho e ouve sua voz calma e repleta de sabedoria, a energia Gaiana que ele emanava era superior as outras. Breves são as palavras que ele profere mas elas vinham imbuídas de um peso repleto de significado. O ahroun as absorve e por fim é revelado o desafio. Uma caça para Oxóssi, desafios de espíritos antigos e agora esquecidos, conhecimento que de outra maneira estaria inalcançável para aqueles que vinham de outro tempo. Legado-do-Trovão replica ao preto velho em agradecimento: *
 
- Sou grato por poder presenciar algo tão único. Manterei essas memórias até o dia de minha morte, obrigado.
 
* Mantinha um tom respeitoso e, por fim, responde aos votos de seus irmãos em tom dotado de uma etiqueta treinada: *
 
- Faço votos de boa sorte a todos vocês, novos irmãos.
 
* E sem mais, deixa seu corpo se transformar até assumir a forma de um grande lobo de pelos negros e desaparece na mata seguindo o caminho que lhe fora indicado. *

OFF: Legado-do-Trovão assumiu a forma lupina.
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Narração - Cordas-Trêmulas

Mensagem por NarraDiva em Seg Mar 19, 2018 4:07 pm

A Fianna caminha por uma das trilhas. Grace sentia, conforme de afastando que a Energia Gaiana dela se afastava, mas podia ver, pelo brilho de prata nos céus, que ela parecia guiar até algum lugar mais dentro da floresta. O Coração de Grace dizia para que ela seguisse e, ela assim o fazia. A caminhada era por uma mata fechada, plana, com muitos espinhos que feriam o couro da Galliard.


A Fianna caminha por algum tempo até notar que o chão ficava mais úmido. Em sua frente, um grande pórtico com o Glifo da Honra talhado em seu centro. No horizonte, no meio da mata, uma figura feminina, indígena, parecia aguardar pela Lua Gibosa...


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