As Ruas da Zona Norte

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Grace(Crinos) - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Seg Ago 06, 2018 9:24 pm

Grace perde o equilíbrio com o impacto de Calmaria de Gaia sendo arremessado na direção deles, e quando consegue se levantar de novo, vê Sombra da Coruja se lançando contra o irmão tribal, e sendo dilacerado pelo Ahroun em Frenesi. 

Não havia muito o que fazer. Na falta de um Ahroun, o Galliard era o melhor Augúrio combatente, e ela tinha uma maneira de, pelo menos evitar que o Peregrino em Frenesi tivesse mais chances de ferir mais alguém.

- Espírito Tranquilo, cure Sombra da Coruja! Os demais, ataquem Calmaria. Usem golpes contusivos! 

A Fianna instantaneamente transmuta-se na Forma Crinos e do fundo de seus pulmões mais largos faz soar um alto uivo. Um uivo que reverbera a energia vital da Wyld e entra em conflito com as forças da Wyrm, atrapalhando suas ações. Embora suas cordas vocais fizesem o som poderoso se estender pelo local, isso acaba atraindo a atenção do Garou corrompido pelo Frenesi para si, e tomado pela Fúria, ele avança para atacá-la.

Instintivamente, Grace se retesa, esperando pelo golpe. Sabia que seu uivo havia conseguido perturbá-lo o bastante e percebe que há pouca precisão em seu ataque, contudo, há muita força. Uma força tremenda nas garras do Ahroun que a rasga de cima pra baixo fazendo o sangue dela jorrar em profusão de uma ferida aberta do seu umbigo a seu queixo.   

Grace cai no chão, o ferimento ainda aberto em seu corpo inconsciente, mas a Fúria dela ainda se agita, tal como um desesperado tentando fazê-la acordar aos sacolejos. Seu corpo se debate, naquela luta furiosa pela sua sobrevivência, que ela vence, e o ferimento dela aos pouco se fecha, mas ainda deixando uma marca profunda do momento em que Cordas Trêmulas e sua futura filha quase haviam encontrado a morte.

Sua Fúria não era a única força se manifestando. Assim que Grace retorna à consciência toda a dor que se calara na perda dos sentidos parece explodir de uma vez só no grito estridente que sai de sua garganta. Uma dor que não era só dela, mas uma dor do fundo do ser que ela gestava. Uma agitação que também vinha das forças mais profundas da Wyld dentro dela que haviam sido violentamente perturbadas. 

Seu grito é uma lufada de ar tão poderosa que quebra vidros em estilhaços e faz as luzes explodeirem em faíscas, bem como joga Calmaria de Gaia para longe da Matilha, fazendo-o retornar à forma humana.

Conforme a voz de Cordas Trêmulas irrompia pelo local, a Wyld também demonstrava sua força, implodindo por todos os lados. Galhos verdes e grossos brotavam pelo chão abaixo dos prédios, distorcendo sua estrutura, amarrando o concreto como cipós, e perfurando o aço como lanças. Grama, folhas e flores espalham-se pelo chão e pelas paredes retorcidas como um tapete verde, que não encontra obstáculos em sua passagem. O que antes era um cenário urbano, com a Weaver sobrepondo-se a Wyld, agora se tornara o contrário, como se a Wyld, em sua vingança, tomasse o cenário de volta e submetesse a Weaver à sua vontade.   

Grace, com dificuldade de perceber o poder que emeanava dela, apenas chora, dizendo coisas ininteligíveis, com a mão seu ventre atacado pela dor excruciante e sangue escorrendo por suas pernas em Crinos. Assim que a Garou finalmente consegue abrir os olhos, suas pupilas estão vermelhas.


OFF:
- Grace teve 5 sucessos em Chamado da Wyld. Calmaria de Gaia ficou com +2 Dificuldade
- Todos os personagens na cena devem escolher uma Perturbação para adicionar ao personagem. O defeito é permanente. Devem-se usar como base as de Presas de Prata e as de Malkavianos. 
- Calmaria de Gaia deve escolher um defeito físico permanente 
- Grace tem uma Cicatriz Profunda e olhos permanentemente vermelhos
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Grace Tavares Conney

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Narração - Cordas-Trêmulas | Filho-da-Alvorada | Espírito-Tranquilo | Toque-de-Beladona | Calmaria-de-Gaia

Mensagem por NarraDiva em Ter Ago 07, 2018 6:35 am

A Segunda Estrela Rubra brilha nos céus. À exceção de Grace, todos sentem uma dor indescritível. Um misto de dor de morte com a agonia do desespero de não ter o que fazer. Gritos de desespero vinham de todas as casas na região. O renascer da Wyld além de uma violenta dilaceração do véu, era também fatal para muitos humanos.

Like a Star @ heaven Todos, menos Cordas-Trêmulas, ganham +1 de Fúria Permanente
Like a Star @ heaven Antes de postar, todos devem procurar a Narração para descobrir os defeitos (2) que seu personagem ganhou com o nascimento da segunda estrela rubra. A Perturbação de cada um também será determinada pela Narração e devem procurar a Narração para saber qual foi a perturbação conquistada. Cordas-Trêmulas está livre da perturbação.
Like a Star @ heaven Todos precisam fazer um teste de Força de Vontade com dificuldade 9 para não desmaiar. Quem desmaiar já está com a noite encerrada e só poderá acordar após a hora virar.
Like a Star @ heaven Além dos efeitos acima, Calmaria-de-Gaia também deve buscar com a Narração o defeito físico que ganhou pelo contra-ataque de Cordas-Trêmulas.
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Ter Ago 07, 2018 12:52 pm

Forma Atual - Crinos

O Peregrino jazia inerte no chão e seu mundo, por breves segundos, era apenas dor, porém, ao perceber o Ahuroun passar por cima de sí, o desespero vem a acompanhar.

*CORRA!*

Grace se levanta, assume sua forma de batalha e, contra tudo que era lógico, uiva, chamando atenção daquela marionete da Wyrm para sí.

*NÃO, NÃO!!!!*

O Peregrino havia testemunhado e demonstrado em primeira mão o poder daquele Ahroum frenético, mas a Fianna decidira agir com um misto de estupidez e egoísmo afim de provar para seu próprio orgulho que não precisava de proteção.

Esta opta evidentemente por desprezar o tempo que ele ganhara à ela, àquela que ela carregava no ventre, o sacrifício de todos, incluindo o seu próprio, para garantir que toda a nação e Gaia tivessem mais chances de enfrentar o apocalipse.

Seus pensamentos continuam em descrença enquanto vê a ferida sendo aberta, um misto de raiva, de tristeza, de desespero e medo tomam conta da mente do Ragabash e ele não consegue mais sequer produzir pensamentos racionais.

Neste momento, percebe o Ferimento se fechando, o urro antinatural que emana de Cordas-Trêmulas, o mundo pisca, porém, algo não se apaga.

Ao abrir os olhos, o Peregrino vê uma segunda estrela rubra nos céus e presencia, com assombro, o lamento e vingança da Wyld... A visão era linda... os galhos e folhas cinzas rompiam o concreto cinza, flores cinzas brotavam de seus falhos e o cenário ia ficando mais....

*NÃO!!!*


O Peregrino temia ter sido enviado ao local que acabara de sair, tudo era cinza, até mesmo as cores haviam abandonado aquele local de terror.

Voltando sua atenção novamente para Grace, ele imediatamente começa a, em desespero, tentar se afastar dela, arrastando-se pelo chão, olhando fixamente para o rastro de sangue que escorria de suas pernas.

O Peregrino vê uma amalgama brilhosa que possuía todas as cores em constante mutação, às únicas cores que ele enxergava em todo o ambiente afora Anthelios, levantar-se daquele sangue, começar a tomar forma, e, em seu surgimento, a lamúria de centenas de vozes gritavam e choravam.

Quando sua forma se definiu, era uma pequena garota ruiva, com os olhos de cores fluidas, variado entre o roxo, verde e vinho, ela apontava diretamente para o Peregrino em evidente acusação, sua forma ainda não era firme, quando levantava o braço, um rastro de sangue coagulado parecia uni-lo ao tórax, cada movimento parecia causa-lhe dor, quando abriu a boca para falar, um grito saíra como se gritado para dentro de uma caverna profunda, a própria menina parecia confusa com tudo aquilo, mas, lentamente, deixando pegadas de sangue no chão, ora vermelhas, ora negras, caminhava em direção ao Peregrino.

"-Desculpe criança, me desculpe.."
- Falava o incrédulo peregrino ao nada, enquanto lágrimas escorriam por seus olhos, perdendo-se entre a pelagem de seu crinos - "-Eu sei que fui fraco, eu sei que deveria ter lhe protegido, você não teve culpa de nada..."



O Crinos continuava a se arrastar inconscientemente para trás enquanto se lamentava para o vento.

OFF: 03 Sucessos no teste de FDV para permanecer consciente.
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ESPÍRITO TRANQUILO (Crinos) - GUARDIÕES DA CANÇÃO ANCESTRAL | SOMBRA-DA-CORUJA | NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Ter Ago 07, 2018 7:47 pm

O albino estava mais distante do grupo que recebia a investida de Calmaria, enquanto ele ali observava o vampiro fugir para um prédio, quase tomando a atitude de o seguir, não podia o deixar fugir. Mas, logo ouve Cordas-Trêmulas, que estava no comando, o pedir para curar o peregrino ferido, Sombra-da-Coruja, afinal ele era ali o único curandeiro. 
 Não teve tempo de reagir àquele pedido e a Fianna já tomara a forma de combate e logo chamara a atenção para si, pronta para a batalha contra Calmaria.
 
 *Não*

 Instintivamente, levou as mãos a cabeça e deu os primeiros passos na direção da Fianna, sem ser capaz de fazer nada, além de a ver cair completamente ferida por Calmaria, no chão, com tórax e abdômen perfurados. 


 *Não! Eu falhei...*

 A Fianna cai em solo, perplexo o Filho de Gaia observa, tomado por pânico. Os seus ferimentos de Grace começam a se fechar, e ela gritar Um grito poderoso e fora de qualquer padrão dede coi que tivesse ouvido antes, a onda gerada pelo grito joga Calmaria longe, vidros e lâmpadas se estilhaçam, e o albino sente a fúria o tomar, e sem que pudesse controlar tomava sua forma racial, o Crinos de pelagem branca e opaca. 
 A dor do grito toma tudo, mais gritos vindos de quem  ativese a volta, somam com o dela. Allen sente no corpo a dor também, se juntando ao coro de dor. Emitindo um misto de grito e uivo,  com algumas palavras na língua garou.


 "- Gaia! Mãe! Faz parar!"

 Em sua mente algumas imagens se mesclavam, o que viu do ataque a fazenda onde vivia quando criança, a imagem que tinha imaginado que poderia ser de sua mãe, se misturando a imagem de Cordas-Trêmulas ali sangrando, todo o sangue e massacre que viu no aeroporto, animais feridos no centro de reabilitação onde foi treinado. Todas a cenas de dor e sanguinolencia vinha a sua mente entre seus gritos e dor.
 Junto a dor, galhos verdejantes rompiam o concreto e tomavam a área ao entorno da Fianna. Tudo mudava e em dor, no céu brilhava a segunda estrela rubra.
 Devagar, foi levantando conforme podia se recuperar da dor. A volta era o caos, uma destruição verdejante. Sem nenhum controle emocional, observa a volta, vê Calmaria caido, Grace caida, Sombra-da-Coruja que ainda ferido tentava se arrastar, tudo cheio de dor e sangue, que faz com que Allen volte a se sentir mal, um misto de enjoo, com tristeza e sentimento de culpa. Lágrimas escorrem dos olhos se mesclando e umidecendo os pelos sem cor. 
 Entre lágrimas e alguns soluços, chorando sem controle, se sentido perdido, um tanto quanto trêmulo, como uma assombração na noite, segue até o peregrino que rastejava e balbuciava um pedido pedido de desculpas.
 Ele coloca a mão sobre o peregrino, sem o encarar diretamente, sem parar de chorar, e deixa sua gnose fluir para curar o irmão garpu, num rosnado baixo fala.


 "- Eu o curo em nome do Unicórnio, chega de sangue garou derramado... Chega... Eu não aguento mais..."

 Todo o ferimento do garou é recuperado. Espírito-Tranquilo, havia feito o que Grace o pedira. Havia cumprido a ordem dela, feito aquilo quase como uma homenagem ao que era ela, ao que ela carregava, a vida que se formava, e ao que eram todos. Ele cai de joelhos chorando, perdido, sem saber o que fazer, se sentia confuso e abandonado.

--------------
OFF: gasto 1 de gnose para toque de mãe, Sombra-da-Coruja tem todo o dano curado, tá Full Life!
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Narração - Sombra-da-Coruja | Cordas-Trêmulas | Filho-da-Alvorada | Espírito-Tranquilo | Toque-de-Beladona | Calmaria-de-Gaia

Mensagem por NarraDiva em Qua Ago 08, 2018 7:04 am

A cura de Espírtio-Tranquilo afasta temporariamente as visões que atormentavam o Peregrino. Apenas temporariamente. Em seu íntimo, Sombra-da-Coruja sabia que estava diferente. O que ele não podia imaginar era como sua sanidade havia sido afetada por todos aqueles eventos.

O alívio não dura muito e em poucos segundos após o alívio, o Ragabash se sentia vigiado por aquela entidade que sua mente lhe dizia que existia para lhe perseguir de agora em diante. Royce sentia em seu âmago que jamais teria paz novamente.
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Qua Ago 08, 2018 10:56 am

Forma Atual – Crinos -> Glabro

Atormentado pela visão da garotinha que caminhava em sua direção, anabolizando, a cada passo, o sentimento de culpa e fracasso sentido pelo Peregrino, Hadrian falha em perceber a aproximação do albino, que, com seu toque, faz a dor e a visão desparecerem, porém Royce sabia que ambas voltariam em breve.

*Você não teve culpa garota, não teve nenhuma culpa...* - O Peregrino não se furtava a pensar com ternura naquele pobre ser.

A fúria porém, não o deixara e o Ragabash apenas via ao seu entorno rostos os quais não confiava, ele havia sido martelado por toda sua matilha, mas, eles o haviam ensinado uma lição.

*Não confie em ninguém...*

Onde ele estava? Precisava voltar à sua matilha, ele conhecia aquele território, mas não este de desconhecidos, e, em especial àquela que podia muito bem ser uma agente da Wyrm.

*Será que a Wyrm corrompera Cordas-Trêmulas? Será que a força que controlou Estrela-da-Manhã também atingiu esta outra Fianna?*

Royce se convencia a cada segundo de que os espíritos eram muito mais confiáveis do que qualquer outro ser que vivia, eles pelo menos obedeciam à sua própria natureza, diferente do que testemunhara por toda a vida com relação aos homens e garous.

A cabeça do Ragabash trabalhava com velocidade e rancor agora que livre da dor e do terror que os últimos minutos trouxeram.

Levanta-se, retornando à sua forma Glabro, uma forma que não aparentava muitos traços garou, pelo contrário, apenas pareciam uma forma mais “saudável” do franzino Peregrino.

*Escolherei o albino*

-Obrigado – Diz dirigindo-se diretamente ao albino – Quem é o Alfa aqui? Algum de vocês sabe onde fica o Cemitério de Campo grande?”

O Peregrino ativamente não encara diretamente à Fianna.
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ESPÍRITO TRANQUILO (Crinos) - GUARDIÕES DA CANÇÃO ANCESTRAL | SOMBRA-DA-CORUJA | NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Qua Ago 08, 2018 6:18 pm

  *Por que tanto sangue? Por que tanta gente sofrendo? Gaia, Mãe! Por quê?*

 O albino chorava ali senti do dor e desespero pelo sangue derramado alheio a sua volta, sem dar importância ao Peregrino recuperado ali, que se levantava ali e trocava de forma. Só conseguindo se controlar um pouco ao ter a palavra dirigida a si, num agradecimento e questionamento sobre o local.
 Gasta ali um momento passando as patas na cara, como se tentasse assim limpar as as lagrimas e olha o glabro.

 "- D-de nada..." - a voz falha mais que o normal ali - "Legado-do-Trovão... A-a gente tava indo no cemitério, ajudar outros garous, mandamos unicórnio antes... E aí... O-o ca-carro... Mudou... E-e o vampiro... CCcalmaria... C-Cordas-Trêmulas... Nós... E..."

 Falha em tentar se explicar e dar informações ao garou, e volta a chorar ali, como um filhote, sem se importar de estar na frente do outro e na forma Crinos. Tentar falar sobre tudo só o fazia se lembrar dos fatos, da dor e do sangue, e de como falhara em cuidar e proteger todos.
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Qua Ago 08, 2018 7:17 pm

Forma atual - Glabro 

A fala do filho de gaia preenche algumas lacunas na situação que ocorrerá junto ao cemitério, porém, o mesmo chorava desconsoladamente e a compaixão do peregrino era restrita ao espírito da criança que agora  sabia estar intimamente ligado à ele. 

*Lagrimas ou estupidez não vão lutar contra o apocalipse!*

Com um movimento rápido e firme Hadrian desfere uma sonora bofetada no albino, não retirava prazer nenhum do ato, mas, estava ainda mais consciente que não havia mais tempo para delicadezas.

“-Recomponha-se!!! VOCÊ é um GUARDIÃO de GAIA, A Wyrm esta ganhando e o apocalipse cavalga em direção a nossa extinção sendo chicoteado pela estupidez e condescendência, é hora para LUTAR - Faz uma pausa para que o Filho de Gaia se recomponha - Quem é que os lidera na ausência de Legado-Do-Trovao?”

O Rancor era evidente no semblante do Peregrino.

*Luke, porque sempre que penso em você, penso em uma matilha abandonada?*
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Igor Petrunov em Qui Ago 09, 2018 1:50 am

Sob o controle de Arak, cada músculo do corpo de Igor se retesou como o de um predador prestes a dar o bote em sua presa. O Rei Presas mantinha os olhos de águia fixos nos espíritos que destruíram os merlins. No entanto, antes que pudesse fazer qualquer coisa, o lua crescente foi surpreendido pelo toque de Beladona, que o arrancou do mundo espiritual e o levou de volta para o mundo físico.

Sem entender muito bem o que acontecia ali, o ancestral observou a criatura que ergueu Calmaria arremessá-lo contra seu grupo, jogando todos no chão. O Peregrino estava visivelmente tomado pela influência da Wyrm e isso fez com que o focinho do Presas se retraísse numa reação involuntária de desprezo.

Sombra-da-Coruja tentou conter, em vão, o surto frenético de Calmaria-de-Gaia e fora trespassado ferozmente pelas garras do lua cheia. Vendo que a situação estava totalmente fora de controle, Cordas-Trêmulas chamou a atenção do ahroun para si, uivando em ressonância com a energia da Wyld.

A besta implacável atacou a Fianna de forma impiedosa, rasgando-lhe do ventre e o peito e levando-a ao chão. E então, pelas mãos de Calmaria-de-Gaia, mais um passo rumo ao Apocalipse fora dado.

Igor esticou as mãos, numa tentativa inútil de impedir que a mãe da Impura Perfeita fosse atacada, mas o pior já havia acontecido.


- CORDAS-TRÊMULAS!!!  - o Presas deixou escapar por entre os dentes, num grito engasgado, enquanto Grace tinha seu tronco dilacerado pelo ataque de Calmaria e encontrava, inerte, o chão das ruas da Zona Norte.

"Grace... a Impura Perfeita... o Fim..." - pensou, bastante apreensivo a respeito da Fianna ter, de fato, encontrado seu fim pelas mãos de um irmão de matilha.

Mas não tardou até que a Fúria fizesse o corpo da lua minguante estremecer e retorcer-se, fazendo-a despertar do limiar da morte. Então, um grito ensurdecedor, que parecia ter saído das entranhas da própria Wyld, rasgou seu caminho pela garganta da filha do Cervo, quebrando vidros e atirando Calmaria para longe e, além disso, rompendo a ligação do theurge com seu ancestral, devolvendo-o à sua forma hominídea. A manifestação da energia caótica liberada pelo grito fez com que as forças da Wyld sobrepujassem o êstase da Weaver em plena cidade, fazendo com que galhos, árvores e grama crescessem inexplicadamente naquele local, destruindo tudo que estivesse em seu caminho. Igor jamais vira uma manifestação da Tríade daquela proporção e tudo que pôde fazer foi assistir de joelhos, incrédulo, enquanto a natureza engolia o concreto e o metal sem resistência.

O Presas voltou novamente o olhar para Grace e a viu de pé, com as mãos sobre o ventre, numa espécie de transe. Das suas pernas escorria sangue em abundância e a primeira coisa que Igor pôde pensar foi que a filha da galliard não sobrevivera ao ataque.

Diante de tal conclusão, um enorme sentimento de pavor tocou a alma de Filho-da-Alvorada. Com a possível morte da Impura Perfeita, estavam um passo mais próximo do Apocalipse. O theurge apoiou as duas mãos no chão, como que para garantir que estava sobre terra firme e olhou para o céu. A visão de Luna, que já estava prestes a dar lugar para que Hélios começasse seu turno, fez com que o Presas levasse imediatamente a mão às têmporas por conta da dor lancinante que o atingira. Igor caiu no chão, aos gritos, quase em convulsões, enquanto sentia o toque da Lua Traída revirando as profundezas de sua alma.

A dor, que não durou mais que alguns segundos, parecia um tormento eterno ao lua crescente. Mas, assim como veio, ela se foi sem deixar vestígios. Então, os músculos retraídos pelos espasmos de dor relaxaram, e Filho-da-Alvorada abriu novamente os olhos. De costas para o chão, de braços abertos, ele observou novamente o céu enquanto a segunda estrela rubra despontava com seu nefando brilho vermelho.


- O fim chegou. Preciso impedir. O fim chegou. Preciso cumprir a profecia. O fim chegou. É o meu dever liderar a Nação antes do fim das coisas... - balbuciava o Presas, à beira do choque. Um riso de desespero estava estampado em seu rosto e de seus olhos vertiam grossas lágrimas.

- Chegou! - ele deu uma gargalhada sinistra - É o fim de todas as coisas!
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ESPÍRITO TRANQUILO (Crinos) - GUARDIÕES DA CANÇÃO ANCESTRAL | SOMBRA-DA-CORUJA | NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Qui Ago 09, 2018 10:24 am

Um leve ardor na face junto ao som de estalado leva o albino a encara o glabro peregrino. O tapa junto as palavras, serviram para tirar o Filho de Gaia de seu estado mental.


"- D-desculpe..."

 Esfregou as patas sem cor na cara, limpando as lagrimas  e se controlando, afinal aquele garou tinha razão, ele precisava se controlar, precisava fazer as coisas certas, precisava se esforçar.
 
 *Temos que ser melhores...  Seremos! Não permitiremos mais mortes em vão e dor... Não podemos deixar chegar a extinção... Temos que salvar as tribos e nos unir... O Peregrino está certo... Não podemos mais ser vergonha, temos que acertar...*

 Se levanta, mais recomposto, dando uma impressão mais firme, porém, um pouco envergonhada em si ainda pela cena que passou ali.
 E logo veio a pergunta sobre quem liderava ali na ausência do alfa. E o albino pareceu mais envergonhado ainda naquele instante...


 "- D-desculpe... Era... C-Cor-Cordas-Trêmulas..." - faz uma pausa ali, arregalando os olhos, como se tomasse mais consciência das coisas, saindo daquele transe de dor e tristeza - " Cordas-Trêmulas. P-precisamos checar como estão os outros, r-reagrupar, sair daqui, encontrar os outros, ou ir pro Caern... E... E... C-cheque os outros eu vou ver Cordas-Trêmulas!"
 
 *Temos que acordar, curar feridos, ninguém e para estar ferido, precisamos purificar o Miguel... Temos que fazer...*

 Ao fundo ouvia a gargalhada do Presa de Prata, sabendo com isso que ao menos ele estava vivo. O Crinos sem cor sai correndo em direção da Fianna, deixando o Peregrino para trás.

 "- Cordas-Trêmulas fala comigo. Como está se sentindo? Podemos fazer algo por você?"
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Grace - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Qui Ago 09, 2018 11:38 am

- Tres, três, três… - balbucia Grace entorpecida. Seus próprios olhos vermelhos tentavam olha em três direções ao mesmo tempo.

Três eram as forças da criação: Wyld, Weaver e Wyrm
Três eram as fases da vida da mulher: Donzela, Mãe e Anciã
Três eram os funções sociais: bardo, druida e guerreiro

Sentia três forças atravessando-a. Como três pirâmides perfurando seu corpo ao mesmo tempo. As Tríades que regiam o universo, a vida, o tempo.  

Contudo, apesar da força equivalente dos três lados das Tríades, uma de cada se sobressaía dentro da essência da Garou. A Wyld, força da criação que estava dentro dela e ela reverenciava. A Mãe, apesar de dilacerada, que ela havia sido. A barda, com as histórias e canções que guardava, tal como um dia guardara sua filha. 

Sua filha. Coloca a mão no ventre e não mais a sente. Sente o mundo em suas costas, mas não sente mais a criança em seu ventre.
-Emily… Emily! EMILY! - Grace toca em vão sua barriga tentando sentí-la, mas tudo o que sente é o vazio. Em seu corpo, em sua alma. Lágrimas molham em profusão o seu rosto e deixam seus olhos ainda mais vermelhos. Nem mesmo a mais cruel das punições parecia ser capaz de ser mais dolorosa do que a dor que sentia por ter perdido sua filha. 
- Meu amor… minha filhinha… minha querida... eu queria ter sido uma mãe melhor pra você... 

Havia tentando proteger a todos, mas não conseguira proteger quem ela mais amava. 
Queria pedir perdão, mas não sentia-se digna de ser perdoada. Queria poder ter morrido antes que algum mal viesse à sua criança. O único erro do golpe que havia levado sua filha era não tê-la levada junto…

A Galliard em transe a nada se atentava até que Espírito Tranquilo vêm até ela. O theurge pode ainda sentir a Wyld emanando dela. Olha para ele, com seu semblante de puro sofrimento, dizendo.
- Eu deveria estar morta… 

Contudo, pega sua lança no chão e se levanta. Por um instante fixa os olhos na lâmina, como se resistindo à tentação de cravá-la em seu próprio coração, mas apenas vai dizendo. 
- Um vampiro… estávamos atrás de um vampiro...
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Qui Ago 09, 2018 12:10 pm

Forma Atual - Glabro

O Peregrino assiste com compreensão, porém com desgosto, o Rompante do Presa de Prata.

*Todos loucos, mas, este também pode estar trabalhando para Wyrm junto com Cordas-Trêmulas*


Já o Filho de Gaia, demonstrando a caracteristíca preocupação, consegue se conter, na medida do possível, e responde algumas perguntas antes de correr em direção à traidora de Gaia.

*Meu deus, ela era a LÍDER DISSO?*

Cheio de rancor ele fala em direção à Grace, enquanto se afasta em direção à calçada.

"-Você, Líder Lua Gibosa, não tente enfeitar ou diminuir o que fez aqui hoje, farei questão de contar à seita e a todos que quiserem saber, a verdade de como a segunda anthelios nasceu no céu..”


Sem esperar qualquer resposta, posto que nada mais iria responder, o Peregrino se dirige à um telefone público na calçada e realiza uma ligação ao celular de Legado-do-Trovão, pois sabia que este estava junto com os outros no cemitério.

O Telefone começa a chamar..
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Res: Guardiões da Canção Ancestral | Sombra da

Mensagem por Toque-de-Beladona em Sex Ago 10, 2018 1:30 pm

Assim que chega ao mundo físico, antes mesmo que pudesse se localizar, Antonela sente um forte impacto. Era Calmaria em frenesi sendo arremessado em cima deles. Definitivamente o maldito sanguessuga era forte e rápido. A partir daquele momento, as cenas que Beladona assistiu eram tão inacreditáveis que ela mal conseguiu reagir.

O garou desconhecido a ela, que havia surgido na Umbra minutos antes, em forma de batalha tenta impedir Calmaria de atacar. Em vão, o garou em frenesi finca as garras no peito do desconhecido que perde a consciência e vai ao chão. 

Antonela faz que vai levantar quando ouve o grito de orientação de Grace, sua transformação em Crinos e um alto uivo. Ela percebe o que a Fianna e mesmo sabendo que era impossível impedi-la, grita em vão:

"- GRACE, NÃO!"  

Era tarde, Calmaria em seu frenesi, rasga Grace do abdômen ao pescoço, era tanto sangue. Beladona se desespera. *Por que raios essa idiota fez isso? Ela é louca? Se essa maldita ou a criança morrer estamos todos fudidos*.

Assim q a Fúria Negra consegue se levantar, com a intenção de ir até Grace, a Fianna solta um grito desesperador e alto. Tudo ao entorno começa a se partir, Calmaria é jogado longe, a Wyld se manifesta em todos os lugares e Beladona cai de joelhos no chão instintivamente com as mãos na cabeça, como se isso pudesse diminuir a dor, fúria, confusão e turbulência que existia dentro dela. Gritos desesperadores vinham de todos os lados, e somados a toda dor, agonia, fúria faziam com q a garou não conseguisse diferenciar quanto daquilo se passava em sua mente e quanto era real. Era um profundo caos de sensações negativas, ela se sentia impotente, não conseguia sair daquele looping interno e nem mesmo consegue desmaiar. E como uma súplica grita aos céus:

"- Gaia, Pégasus... me ajudem - e se sentindo de alguma forma estranhamente atendida e cai no chão com os olhos abertos e sem reação, era como se todo aquele caos seguisse entorno dela mas ela estivesse anestesiada, ela via e ouvia tudo, ela sentia tudo, porém não conseguia reagir, falar ou mesmo pensar racionalmente. Ela estava lúcida mas ao mesmo tempo sem reação, ela sabia o que tinha acontecido, mas não queria acreditar e do fundo de sua mente perdida ela percebe algo em sua visão, se foca totalmente pra identifica o que era, não podia ser, mas era, entre as últimas estrelas, estava lá. Era a segunda estrela rubra que brilhava no céu, e ainda deitada grita - NÂÂÂÂOOO!"

Beladona ouve ao longe a conversa entre o desconhecido e o albino, que parecia estar totalmente abalado. O desconhecido estava certo alguém precisava organizar aquela zona e tirar todos dali, e não seria Grace com certeza, era um equívoco ela coordenar qualquer coisa, desdo o início. A conversa deles se misturava com frases soltas de Igor sobre o fim e ele liderar *IDIOTA ARROGANTE, ASSIM QUE ISSO TUDO ACABAR EU VOU SOCAR ELE*. E no meio daquela desordem ela ouve um tapa estalado, fica claro que o desconhecido bateu em Espírito-Tranquilo, tá certo que ele estava descontrolado mas era um bom menino, seu instinto protetor fala mais alto e sem saber exatamente como, ela reúne toda a sua determinação e levanta de uma só vez falando:


"- Ei, deixa o garoto e paz!"


Ao levantar e olhar em volta a cena é mais chocante do que quando estava deitada. Todo tomado por plantas e galhos, o albino próximo a Grace tentando acudi-la, a Fianna por sua vez estava completamente ensanguentada, machucada e abalada, não falava coisa com coisa, o pouco que se entendia era algo sobre a criança, a estrela rubra não deixava dúvidas, o golpe de Calmaria a matou. Igor não estava em situação muito melhor, ao invés de lamúrias e lágrimas, ria como um louco também balbuciando. Beladona confere se seu fetiche estava intacto e com ela, percebe que sim.


O Peregrino desconhecido começa a falar cheio de autoridade, ele até estava certo, mas onde foi que disseram a ele que mandava em algo. Aliás parecia estranho ele ter surgido e numa fração de segundos tudo ter degringolado, pensando bem toda a postura de Grace desde o início daquela missão também era estranha (que mãe oferece seu ventre as garras de um garou tomado pela fúria), e por que Igor sempre era um coreiro em concordar com ela? como Calmaria foi tão certeiro no golpe? Será que todos eles estava em conluio com a wyrm para a morte daquela criança? Quem mais de seita estaria envolvido nisso? ela não sabia o q pensar, só tinha certeza de que nada naquela cidade era normal e que não era seguro ficar ali. Imediatamente se dirigiu ao desconhecido enquanto ele caminhava ao orelhão e ela anda em direção a ele:

" - Ei você, estranho! Primeira coisa: nunca mais bata no garoto ou vou ser obrigada a arrebentar a sua cara! Eu sei que ele tava descontrolado, mas ele é o único dessa matilha que tem salvação e merece um pouco de respeito, ele é só uma criança, não estava pronto pra enfrentar o apocalipse! De resto eu concordo com você, nada do que ocorreu aqui ficará oculto. Sim, Grace nunca deveria ter ficado no comando de qualquer coisa, ela varia de hesitante a inconsequente, foi egoísta, burra e arrogante. Agora, que fique claro, isso não faz você ter nenhuma autoridade nessa matilha. Aliás, qual o seu nome? - assim que termina está ao lado do desconhecido e percebe que ele está ligando para seu alfa, então completa - Inclusive ninguém de nossa matilha tem estabilidade, sanidade mental ou está acordado para comandar qualquer coisa. O que quer dizer quem quem fala com Legado-do-Trovão sou eu. Me passa esse telefone e pode ter certeza, seu sacrifício, a inconsequência de Grace e nada do que houve aqui deixará de ser relatado ao nosso alfa e a seita, mas a prioridade é sair daqui, não estamos seguros e podemos ser novamente atacados a qualquer momento. - em seguida toca no telefone e aguarda que ele o solte, nenhum conflito seria vantagem pra ninguém, mas quem era aquele recém surgido? Será que ele era de confiança? Se fosse necessário ela daria uma surra nele pra proteger a matilha, afinal ela era a única de pé.
___________________
OFF: 3 sucessos no teste de Força de Vontade para permanecer acordada.


Última edição por Toque-de-Beladona em Sex Ago 10, 2018 1:52 pm, editado 1 vez(es)
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Sex Ago 10, 2018 1:47 pm

Forma Atual - Crinos

O Peregrino terminava sua ligação enquanto uma mulher começava a bradar contra ele.. Não dê ordens, não bata em estranhos...

*Ela também esta louca, ordens? Não bater em estranhos?*

A Fúria já crescia no peito do Ragabash, ele olha para ela, pensa em responder mas desiste..

*É um caso perdido..*

Ele arranca o telefone do fio, olha para a mulher com o melhor olhar de "Foi mal" e segue andando em direção a rua..

*Vou achar um Taxi ou qualquer coisa e voltar para o caern*


O Passo do peregrino não era rápido como quem foge, em verdade, estava preocupado em sair daquele lugar antes que alguém chegasse para testemunhar aquele cenário juntamente com Crinos no meio da rua...
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Grace - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Sab Ago 11, 2018 1:48 am

Grace escuta as palavras de Royce e Antonella sem se abalar com elas. Na verdade, ela já estava abalada demais para que bravatas daquele nível pudessem ter qualquer efeito sobre ela. Que ameaça eles achavam que conseguiam fazer a ela dizendo que iam contar o que havia acontecido? Que culpa achavam que conseguiriam impringir que fosse maior do que a que já carregava? O que eles achavam que ela ia perder que poderia ser pior do que o que já havia perdido? Renome? Integridade? Sua vida? Grace não imploraria pra viver. Pelo contrário, andaria com alívio até as chamas do Boitatá e deixaria seu destino nas mãos de Gaia e Luna, as mais sábias de todas. Por isso, apenas responde aos dois com calejada indiferença. 
- Digam o que quiserem.

Percebe a discussão entre os dois Ragabash, que termina com o Peregrino quebrando o telefone, mas dá pouca atenção à isso. Coloca sua mão no ombro do Filho de Gaia e lhe pede. 
- Espírito Tranquilo, tome a forma hominídea. Vá comigo até Filho da Alvorada para curá-lo. Ele está ferido.
Caminha então até Igor, que reagia à trágica situação com uma risada estranha que ela não entende, mas não julga, e também toca-lhe o ombro. Assim como o outro theurge, o Presas de Prata também consegue sentir a emanação da Wyld mais forte com a aproximação da Fianna.
 - Filho da Alvorada, o sol não deve demorar. Vamos pegar Calmaria de Gaia e partir.

Olha para Antonella, mas não achou um bom momento para se aproximar dela, e apenas foi até onde Miguel estava.
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Igor > Grace > Guardiões da Canção Ancestral

Mensagem por Igor Petrunov em Sab Ago 11, 2018 5:33 am

A matilha se recompunha, mas o Presas permaneceu deitado sem desviar o olhar da segunda Anthelios, que irradiava seu vicioso brilho vermelho. As discussões que se seguiram entre os demais soavam apenas como ruído branco aos ouvidos de Filho-da-Alvorada, que estava complemanente imerso em seus pensamentos.

"Isso não poderia ter acontecido agora! Eu deveria estar mais preparado para a guerra quando o segundo sinal apontasse, mas ele está bem aqui diante do meu nariz e eu estou caído e sangrando." - pensou, arrazoando consigo mesmo. Seu flanco esquerdo latejava, e a dor se espalhava em ondas a partir do ferimento aberto ao arrancar as teias metalicas das Aranhas Padrão que o perfuraram.

Apenas a aproximação de Grace, e o notável eco da Wyld que emanava dela, arrancou o Presas de seus pensamentos. A galliard tocou-lhe o ombro e, pela primeira vez, Igor desviou o olhar dos céus a encarou. Não havia mais o menor esboço de sorriso no rosto do lua crescente, sua expressão estava carregada de pesar.


- Eu sinto muito, Grace. - disse, num tom grave. Filho-da-Alvorada ergueu a mão esquerda com alguma dificuldade e a levou até o o encontro da mão da Fianna, que estava em seu ombro. O toque da mão do Presas era sensivelmente mais quente que o normal, até mesmo para um garou. - Eu sei que você é forte, mas estamos aqui pra você, se precisar. - disse, dando um curto sorriso cúmplice para a lua minguante.

O theurge então começou a se levantar, levando a mão à borda do ferimento para impedir que algum movimento brusco intensificasse a dor. As Aranhas Padrão fizeram um bom estrago. Antes mesmo que Allen chegasse até eles, Igor se colocou ao lado da filha do Cervo.

- Você é uma mulher forte, Grace. E nós somos uma... "ugh"... matilha forte. Nós sofremos uma derrota hoje que causou um estrago que não conseguimos nem medir, e nos deixou a um passo do Fim das Coisas. - o Presas dizia de forma compassada, entre uma ou outra pausa para a dor, de forma que toda a matilha pudesse ouvir, enquanto acompanhava Cordas-Trêmulas.

- Mas isso não vai nos impedir de ir em frente. Vai ser um longo caminho de suor, sangue, lágrimas e glória antes da última batalha. Será uma... ugh ... grande honra, assim como meus antepassados, liderar a Nação para o triunfo sobre a Wyrm. E eu acredito que cada um de vocês vai estar lá, de pé, quando tudo isso acabar. E, então, nossas feridas vão cicatrizar e vamos lembrar desses dias escuros como uma noite ruim que passou, trazendo a Alvorada.
- as palavras do Presas pareciam um pouco estranhas, à princípio, mas era uma visão de esperança. Eles sobreviveriam para lutar uma próxima noite.
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Narração - Sombra-da-Coruja | Cordas-Trêmulas | Filho-da-Alvorada | Espírito-Tranquilo | Toque-de-Beladona | Calmaria-de-Gaia

Mensagem por NarraDiva em Sab Ago 11, 2018 10:54 am

Royce começa a caminhar e não teria dificuldade em duas ou três ruas à frente conseguir um taxi. Humanos começavam a sair de suas casas (menos no local do incidente, onde o caos estava instaurado e ninguém havia sobrevivido). O carro capotado, volta a se estabilizar e parece ligar sozinho. As portas, amassadas, se abrem.
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Res: Guardiões da Canção Ancestral | Sombra-da-Coruja

Mensagem por Toque-de-Beladona em Sab Ago 11, 2018 11:32 am

Beladona assiste o surto do desconhecido arrebentando o fio do orelhão e só consegue pensar que de fato todos foram muito afetados por aquela situação. Ouve ele falando com o seu alpha mas não tem nem mesmo  oportunidade de tentar gritar algo. *Dane-se, não é hora de gastar energia com isso*.

Em seguida percebe que os moradores da região começam a sair de suas casas, provavelmente pra descobrir os motivos da confusão que se instaurava ali, e também o carro se recompondo. Apesar de não confiar naquela máquina weaver e querer informações sobre pra usá-lo em outras condições, aquela era a melhor chance de sair dali rápido antes que a lista de problemas aumentasse. Imediatamente ela se dirige correndo ao carro e já ao lado da entrada do motorista se dirige a matilha dizendo:

" - Acho ótimo que tomo mundo tenha retornado de seus devaneios tão rápido, quem bom que Grace tem uma coisa sensata a se registrar nessa noite e tenha pedido a Espírito-Tranquilo pra retornar a forma hominídea e durar Igor. Então façam isso rapido e entrem nesse carro pra voltarmos ao Caern, que espero ainda ser um lugar seguro, vamos passar e pegar esse loucão que saiu andando sem rumo e lá resolvemos qualquer coisa. Em minutos esse lugar vai estar cheio de gente e tudo só tende a piorar. Grace, você se sente à vontade pra carregar o Calmaria ou precisa que alguém faça isso? Espírito-Tranquilo, quanto tempo até Igor estar bem pra entrar nesse carro?"

Ela na verdade nem se importava com as respostas, afinal o pior já havia acontecido e tudo o que ela queria era sair dali rápido. Já entra, senta no bando do motorista e se dirige ao carro:

" - Carro, espero que esteja tudo funcionando em você! Vamos precisar muito que você nos leve em segurança ao Caern, é possível? Precisaríamos no caminho no comunicar com Black-Hat ou Legado-do-Trovão, informar o que ocorreu e nosso destino, você consegue fazer isso? - na realidade essas eram as respostas que importavam e as que ansiosamente esperava retorno. Segue gritando pra fora do carro - Quando este carro estiver pronto pra partir sairemos, espero sinceramente que vocês também estejam dentro!"
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Sombra-da-Coruja em Sab Ago 11, 2018 4:19 pm

Forma atual - Glabro

O Peregrino continua caminhando sem interrupções até se afastar daquele trailer do apocalipse que acabara de testemunhar.

*Porque eu vejo tudo sem cor? Sem vida..*

Ele tenta se lembrar se fora algo relacionado ao mundo sombrio que visitou.

*Eu via bem quando sai de lá...*

Após caminhar algumas ruas, Royce avista um táxi e da o mesmo endereço que dava sempre que voltava ao Caern, em um local a 05 quadras de área verde de onde podia seguir para o Caern.

*Estamos voltando criança, mas nunca pra casa, nós não temos casa...*
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ESPÍRITO TRANQUILO (Homenídeo) - GUARDIÕES DA CANÇÃO ANCESTRAL | NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Dom Ago 12, 2018 4:24 am

Aproximar-se  de Cordas-Trêmulas era algo que trazia ao albino algumas sensações e questionamentos, inicialmente de certa forma lhe cortava o coração a ver balbuciando e envolvendo o ventre. Ela parecia mesmo triste com a perda. Diferente do que tinha visto até a pouco ali, de tratarem aquela gravidez como um objeto a ser utilizado, ou ainda como tinha visto que era a visão de muitos garous e da tribo que pertencia Cordas-Trêmulas, quanto a se gerar um impuro, um problema.
 
*Talvez...*
“-Nós...”


Logo se lembrou que havia grandes diferenças entre um impuro comum e o impuro perfeito das lendas.
Logo ouviu Grace se manifestar em resposta a ele, falando que deveria estar morta ali, no instante que se levanta pegando sua lança e questionando sobre o vampiro.
Ele tinha visto para o onde o vampiro tinha corrido, mas não momento para caçar, depois do que ocorrera, precisavam se reagrupar, voltar ao caern.  Além disso, era provável que agora o vampiro já tivesse fugido e estivesse bem longe.
 
“- N-não é momento para isso... Nós...”
 
Tentou falar algo a Fianna, mas logo já ouviu o peregrino estranho de forma rabugenta gritar com ela. E logo em seguida Beladona que se recuperava também já se manifesta retrucando o peregrino. Porém, as palavras da Fúria Negra não animavam o theurge.
Fechando a expressão e os punhos, num rosnado baixo acaba mostrando a sua insatisfação de forma que talvez apenas Grace pudesse ouvir.
 
“- Eu não sou criança... Vou provar que estou pronto...”
 
E aparentemente, as trocas de farpas entre os dois garous também não deixaram a fianna feliz, mas ela pareceu preferir ignorar.  O albino observa na direção dos dois um pouco preocupado, vendo o peregrino sair, até que  Grace  toma a sua atenção ao por a mão no ombro dele e já segue dando ordens sensatas sobre como agir e naquele momento  Allen percebe a forte emanação da Wyld que vinha da Fianna para além do que já tomava o ambiente.
Seguindo o pedido, o Filho de Gaia se concentra e toma forma a forma homenídea do jovem albino de sobretudo. E logo segue Grace até Igor, que apesar de ferido e antes estar rindo feito louco momentos antes, agora parecia mais calmo e fazia um discurso para a Fianna sobre sua situação e parecendo querer dar algum tipo de suporte e esperança com as palavras. O que era algo bom ele tentar fazer naquele momento, fazendo Allen lhe dirigir um pequeno sorriso, que logo se desfaz ao ver o carro se estabilizar, ligar e abrir a porta sozinho, como um tipo de convite para entrarem.
 
*Andarilhos... A capacidade de vocês são assustadoras às vezes...*
 
Beladona já se dirige ao carro, e volta a falar ao grupo de certa forma mostrando preocupação com todos, mas também apressando todos. Allen olha para  Antonela, respira fundo, e resolve ali tomar um pouco de atitude, era a forma de compensar o descontrole inicial e mostrar que não era criança ali. Ele estava pronto para tudo.
 
“- Se, se... Se estamos com pressa, e precisamos logo sair, e-então, entremos logo no carro e sairemos rápido daqui, Filho-da-Alvorada pode aguentar um pouco mais, posso curar ele dentro do carro ou quando chegarmos no caern, e, e, Cordas-Trêmulas também... É, é... Toque-de-Beladona, ajuda os dois a entrarem no carro e ficarem confortáveis, faz a proteção já que está mais inteira...E-e-eu, vou buscar o Calmaria...”
 
*Desculpa Igor, já venho te curar, aguenta um pouco mais a dor... Mas eu preciso mostrar que estou pronto e seu fazer as coisas...*
 
Parece no albino ter algum tipo de firmeza que não tinha mostrado quase.  Sem nem esperar alguém confirmar o que havia sugerido ele sai na direção do peregrino que antes estava em frenesi para buscá-lo.
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Grace - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Dom Ago 12, 2018 2:20 pm

Espírito-Tranquilo parece tentar lhe dizer algo, além de pedir para que deixassem o vampiro de lado, mas ele não parece encontrar forças para se expressar, nem ela, pra insistir que ele o fizesse.

A tristeza volta a fazer o lábio de Grace tremer e seus olhos marejarem quando Igor oferece seus sentimentos. Abaixa a cabeça, com um suspiro fundo, quase um gemido, antes de responder. 
- Obrigada, Igor.

Olha para a nova estrela rubra no céu enquanto ele fala sobre o Fim das Coisas. A Galliard não conseguia ver esperanças, pelo menos não para ela, mas era bom que alguém conseguisse. 
- Espero que você esteja certo.

Antonela pergunta se ela precisava de ajuda para carregar Calmaria de Gaia, ao que ela balança negativamente a cabeça.
- Não preciso...

Conforme caminha na direção do Ahroun, os olhos dela se perdem na imensidão da Wyld que havia surgido ao redor dela. Por algum estranho motivo, o local lhe trazia uma certa sensação de conforto.
- Primavera...

O Filho de Gaia parecia ter tomado mais brios, lembrava-se de seu descontentamento ao ser chamado de criança, mas apesar de aprovar a mudança de atitude dele, mais uma vez, ela insiste, com um pouco mais de firmeza. 
- Espírito Tranquilo, cure Filho da Alvorada. Cílio da terra... dentro do carro, como você sugeriu. Foi uma ideia... de vida. Eu buscarei Calmaria de Gaia. Fluxo direcionado… Toque de Beladona, assuma o volante do carro.
"Se por algum motivo ele tentar atacar de novo, é melhor que ele leve a mim de uma vez..."
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Miguel Calmaria em Seg Ago 13, 2018 12:32 am

Calmaria se lembrava de pouca coisa. Atordoado em meio a uma floresta desconhecida, ele não compreendia direito o ocorrido. Percepção e raciocínio nunca foram seus destaques.
 Sentia-se estranhamente calmo e cansado, como se tivesse corrido uma maratona, não... uma não, mas doze maratonas. Aquele verde era apaziguador, acalentador, e pós apocalíptico em cada detalhe. Gritos, carros em copas, prédios atravessados e consumidos por trepadeiras. Tudo lembrava uma terra largada aos anos e dominada pela Wyld.
“Será que eu morri?”
Em segundos, ele tenta recuperar a memória. Lembra-se que seu corpo comprimiu internamente devido a aceleração do carro. Um vampiro evidentemente aguardando o veículo avançar, um impacto violento seguido da sensação de queda livre e outro impacto igualmente forte. Deste ponto, apenas a sensação de ódio tomando conta de seu corpo e um apagão de memória. Instintivamente ele busca o carro pelo cenário. Inerte, capotado, coberto por vegetação e apoiado em um poste, a lateral estourada e a amnésia do Ahroun denunciavam o ocorrido.  
“Puta que o Pariu”
Nu, o jovem Peregrino olhava para seu corpo em busca de sinais de batalha. Estranhamente integro, suas mãos com sangue seco, indicavam que a Besta fizera ao menos uma vítima.
Quem seria? O Peregrino, confuso e incapaz de avaliar tantas informações, apenas varria o cenário em busca de alguém que o tirasse daquele transe. Um irmão, um alvo, qualquer coisa.
Encontrou então, Filho do Alvorada ao longe, falando qualquer coisa, Espírito Tranquilo, na sua forma Racial, falando com uma Corda-Tremulas “perdida” enquanto um homem falava algo com expressões sérias. Toque de Beladona fala algo com ele, um telefone é quebrado e como que em segundos, Grace parte em sua direção. De pé, por impulso, Calmaria tenta dar um passo... e sente sua perna dobrar. Atonito, olha para ela e percebe que...não percebe nada. Sua perna simplesmente parecia dormente. Ela não respondia direito aos comandos de seu cérebro.
“Mas que porra... deve ser passageiro” pensou, afastando qualquer pensamento sobre estar aleijado e indo, numa velocidade visivelmente lenta pela perna ferida, em direção à Galliard.
Aproximando-se, dela, o conforto em ver a irmã de matilha naquele caos deu a trégua que sua percepção precisava. E o que sentiu não foi bom. Acuado ele olhou para o céu e viu uma estrela maldita. Descendo o olhar até Grace, viu marcas no abdómen da Fianna. Tornou seus olhos para suas mãos, abrindo-as e vendo o sangue seco esfarelas em suas palmas grossas. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele ajoelhou sobre sua perna boa, e na altura do ventre da Garou olhou para cima, e disse olhando-a no rosto, visivelmente abalado:
-Me desculpe. Não era pra ser assim.
Segurando um misto de ira e tristeza, o Garou se levanta e olhando Grace nos olhos, ele diz:
-Sei dos riscos, rompemos o véu e em segundos milhões estarão aqui. Mas ainda assim, viemos  terminar uma missão. Não sei o que houve, mas ao menos me diga que o verme sanguessuga morreu.
Ele estava agora, mais determinado do que nunca, a matar o vampiro.
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ESPÍRITO TRANQUILO (Homenídeo) - GUARDIÕES DA CANÇÃO ANCESTRAL | NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Seg Ago 13, 2018 11:04 am

O albino dava seus primeiros passos em direção ao Calmaria, quando Cordas-Trêmulas de forma mais indicado insiste nela em ir buscar o ahroun.
 Ele para, a olhando visivelmente contrariado por um instante, suspira, e com a expressão neutra de sempre retorna abrindo caminho a ela.


 "- Seja como quiser... Você é a líder... Vamos para o carro..."

 Afinal, querendo ou não ela estava no comando, não ele. Mostrar ali insistência era errar e dar mais sinal de ser "criança". Além disso, dar apoio a Fianna nesse momento seria bom após tal situação, ainda mais agora que a fala dela parecia um pouco confusa, a mente dela devia estar confusa com aquilo e com razão estaria, ele mesmo se sentia ainda abalado com tudo, mais emocional, e isso o deixava com medo dela com aqueles olhos vermelhos injetados, sobre o que poderia fazer.
 Ela encontrar o Peregrino podia ser um bom momento de soluções, ou um desastre completo.
 O albino faz um sinal de cabeça para Beladona adentrar o carro, e depois com cuidado, ajuda Filho-da-Alvorada a sentar-se no carro no banco de passageiro, da forma que pudesse ficar o mais confortável e sem dor possível. 

 "- V-vai ficar tudo bem..." - fala baixo ao Theurge.

 Mas ele mesmo, não entra ainda no carro. Mantém os olhos sobre Grace e Miguel que se aproximara dela mancando e ajuelhando em frente ao seu ventre. Estava pronto a reagir ali rápido se tivesse necessidade. Se a Fianna ou o Peregrino fizessem algo estúpido.


 *Por favor... Chega de dor e briga...*

 Precisavam chegar logo ao Caern, o dia estava para amanhecer, e ele precisava realizar o mais rápido possícel o ritual de purificação no Ahroun.
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Narração - Toque-de-Beladona

Mensagem por NarraDiva em Seg Ago 13, 2018 8:55 pm

'- Ordens de levar até ponto de partida, sem desvios.' - responde o carro.
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Re: As Ruas da Zona Norte

Mensagem por Igor Petrunov em Seg Ago 13, 2018 10:09 pm

O Martin parecia ter algum sistema de auto-reparo extraordinário porque, mesmo depois de todos os danos que sofrera, parecia estar novamente pronto para levá-los embora dali.

Beladona foi a primeira a correr até o carro e se colocou ao lado da entrada do motorista, deixando clara sua intenção de assumir o volante. Em outra situação Igor certamente teria feito questão de dirigir, já que ele asumira a responsabilidade de cuidar do carro com Laurel mas, no meio de tanto caos, isso era um detalhe menor. No fim, era o piloto automático do próprio Martin que os levaria de volta. Grace endossou a pretensão da Fúria Negra e, diante disso, o Presas apenas se encaminhou para a porta de trás.

Com sua costumeira gentileza, Espírito-Tranquilo se ofereceu para ajudar o trajeto de Igor até o carro, de forma a acomodá-lo.


- Obrigado, cara. Não se preocupa, eu vou sobreviver, tá tudo bem. - disse o theurge, com a mão direita protegendo o ferimento enquanto continha o esgar provocado pela dor.

Se tinha uma coisa que o ferimento do Presas não fazia era dar impressão que ele estava bem. Havia um rasgo profundo, por onde a teia metálica abriu caminho até ser arrancada do corpo do theurge. Um humano provavelmente não teria sobrevivido ao ferimento.


- Acho que ele precisa mais de você do que eu, Allen. - sentenciou, enquanto parava e dirigia o olhar para Calmaria. Logo em seguida voltou a caminhar em direção ao carro, entrou e acomodou-se no banco de trás com cuidado, esperando que o resto da matilha também o fizesse. Aquela noite já fora além de todas as expectativas ruins e tudo que o Presas queria agora era voltar para o caern.
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