Cemitério - Lar dos Ancestrais

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Grace (lupino - Crinos) - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Qui Dez 07, 2017 11:48 pm

Grace observa a Tribo dos Peregrinos Silenciosos chegando, e por um instante até para de cavar, estremecendo com perplexidade. Jamais poderia imaginar que a lenda viva do Caern iria comparecer pessoalmente à cerimônia de sua Matilha, e isso faz ela se sentir tanto honrada quanto apreensiva, temendo não fazer uma cerimônia digna. Os Peregrinos eram poucos, mas eram unidos.

Em seguida chegam alguns dos Fenris. O líder da Tribo já era esperado, pois tinha uma relação pessoal com Sarah, mas os outros também deviam ser seus amigos. A juiza era uma Garou admirável, era difícil ainda para Grace superar a dureza do julgamento dela, mas estava no caminho para isso, compreendendo que a punição que recebera iria contribuir para torná-la alguém melhor. Infelizmente, não ia ter a chance de dizer isso a ela. Reconhecia as qualidades da Fenris e certamente a tribo dela também reconhecia. 

Por um instante refletiu que, se a Matilha tivesse um outro Galliard, esse podia se encarregar de receber os que vinham para a cerimônia enquanto o outro se preparava para o ritual. 
Mas infelizmente, não tinham mais o outro Galliard...

Deganawida se retrata com dignidade e arrependimento, que são reconhecidas pelo lendário juiz da Tribo. Henker também confessa seu erro a seu juiz tribal, de uma forma extensa demais na visão da Galliard. O temido juiz cobra que Kiba honre a confiança que Sarah depositara nele, e com melancolia, ela pensa. 
"Ele vai honrar..."
Por fim, as duas questões ficam para serem tratadas no Templo da Justiça depois das homenagens aos mortos, como era o adequado. 

Terminando as covas, ainda na forma lupina, a Fianna observa tantos Garous chegando juntos que no começo não havia pensado que fossem a mesma Tribo. Podia entender os Pergrinos todos comparecendo à cerimônia do irmão, mas todos os Senhores das Sombras é algo que deixa a Galliard incrédula, observando cada um deles atentamente. 

O líder dos Senhores das Sombras faz um cumprimento cortês, que Grace retribui, acenando para ele com sua cabeça lupina. 
- Obrigada - responde-o no idioma Garou, com toda a sua compostura. Os Senhores das Sombras sempre deixavam-na pouco à vontade. Porém, quando uma delas começa a arrancar os olhos de Zvanna, a Galliard não tem como evitar uma reação expressiva. Suas patas de loba se retesam e seus pêlos se arrepiam, e ela observa abismada a cena. Avança um passo, pensando se deveria fazer alguma coisa. Não podia deixar o corpo de uma irmã de Matilha ser profanado! Mas aos pouco deduz que deveria ser alguma espécie de costume tribal, até pela naturalidade como os outros filhos do Trovão observam iso. Olhos do Caos era uma Senhor das Sombras, antes de ser uma membro da Asas da Esperança. Sua Tribo, que tinha prioridade caso quisessem fazer a cerimônia dela, também tinham esse direito sobre seu corpo.


"Desagradável... mas acho que Zvanna não se oporia. Espero que isso não dificulte a travessia dela..." 

Seu incômodo aos poucos passa. Lança um olhar para as Fúrias Negras, tentando estimar se Helenna ainda demoraria a voltar. O líder dos Andarilhos do Asfalto chega. Sozinho, ao contrário seus pares. O único a estar lá por causa de Brilho dos Sonhos, honrando a tribo em não deixá-la ficar sem ser representada.


"Quatro líderes tribais e uma lenda viva assistindo à Cerimônia. Gaia me ajude."

Achando que não faltava mais ninguém a chegar, continua a fazer seu trabalho. Avança, na forma lupina ainda, até cada um dos mortos, com seu olhar sério e concentrado. Lambe o rosto e o pescoço de cada um deles, observando seus rostos de perto, buscando começar a entrar em sintonia com eles. Isso é mais difícil com os olhos vazados de Zvanna, mas ela se esforça, até buscando compreendê-la um pouco melhor com isso. 
"Olhos do Caos... sem seus olhos... olhos que se transformam, olhos que vêm a luz a escuridão... olhos que viram demais, viram coisas tenebrosas, a ponto de não mais se abalar, está resoluta. Âmago de Gunnr, a veias saltadas de uma guerreira. O semblante de sofrimento, mas de dever cumprido... Sussurros da Noite... um perfume e um frescor de jovem. Um rosto meio... inocente, sem cicatrizes. Infelizmente, sem a chance de tê-las... Brilho dos Sonhos. Cheiro de metal. Muita Weaver talvez, e muita confusão, muita incompreensão... um Garou tentando achar seu caminho. Permita-me, Gaia, que eu os conduza para você.  

Solenemente, a Galliard começa a passar para a forma Crinos. Fica em silêncio, olhando séria para os outros, esperando que adotassem a mesma forma, em respeito aos mortos e ao ritual.
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Grace Tavares Conney

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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Derek Spencer em Sex Dez 08, 2017 8:35 am

Spybot não havia tido muito contato com os membros de sua matilha, aquele era o primeiro momento que eles tinham como irmão, nem apresentado ao totem ele havia sido e já passava por enterro de irmãos. Observa todos chegarem, observa em postura respeitosa, apenas aguardado o fim daquele momento de libertação para os espíritos de seus irmãos caídos e dor para aqueles que perderam alguém próximo.
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Kiba Valentine (Lupino/Crinos) - Todos no Local

Mensagem por Kiba Valentine em Sex Dez 08, 2017 8:36 am

Kiba cavava da melhor forma que podia sem observar muito do que acontecia ao seu redor. Hora ou outra sua orelha se virava na direção de vozes conhecidas ou pelo menos familiares.

A chegada da Garra Vermelha para ajudar é bem recebida pelo Presa de Prata que admira a velocidade com que ela cavava. Kiba sempre se considerou bem ligado ao seu lado lobo, mas era evidente que mesmo Sangue-Sobre-A-Neve sendo uma impura ela ainda tinha uma conexão com o lobo muito mais forte que ele.

Quando Kiba termina de cavar as covas ele vira-se para ver quem estava ali. Várias Tribos estavam presentes e Degan e Henker já conversavam com alguns dos líderes. Não havia notado a atitude dos Senhores das Sombras com o corpo de Zvanna e por isso não reage a tal gesto.

Temido-Como-Vulcões lança uma rápida advertência sobre fazer valer a decisão de Sarah, mas Kiba não responde, apenas meneia a cabeça positivamente como sinal de “entendi”.

É então que o Presa de Prata nota a chegada do líder dos Andarilhos do Asfalto e seu olhar parecia ser retribuído pelo Garou.

“Puta que pariu.... Vai ter que ser eu…”

Ele sabia que alguém teria que falar com Bit-Coins, mas não queria que tivesse que ser ele. Sem ter muita escolhe ele caminha, ainda na forma lupina, até o Andarilho do Asfalto e diz:

- Perdemos Brilho dos Sonhos durante a missão.... Cordas Tremulas irá contar tudo em breve, mas podemos conversar depois da cerimônia.

Kiba olha na direção das covas e nota que Grace assumia a forma crinos, começando a mudar de forma também para poder honrar os mortos.
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Henker (CRINOS) - Temido-como-Vulcões - Matilha

Mensagem por Convidado em Sex Dez 08, 2017 9:34 am

A chegada do líder dos Andarilhos é percebida por Henker, mas antes que pudesse falar, Kiba se antecipa.

O Ahroun se limita a lançar um olhar para o seu líder tribal, como solicitando alguma orientação. 

Um Andarilho matará uma Fenrir e foi morto por outro Fenrir, não era apenas uma questão de litania, havia política tribal envolvida e essa não era a arena do garou e embora não iria, como não fugiu da responsabilidade, não queria correr o risco de tornar as coisas ainda piores em uma noite tão trágica.

E neste meio tempo, ao ver que Grace começara a cerimônia, ele se coloca em sua forma de batalha em respeito.

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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Sussurros Solitários em Sex Dez 08, 2017 10:05 am

Forma atual: Crinos

O Lupino vai observando a chegada vários garous ao cemitério. Os Filhos de Gaia se aproximam e de todos, o Uktena reconhece a Líder da tribo e mestre de rituais do caern e o philodox que lhe concedeu o ritual da conquista.

Assumindo a forma Crinos, o theurge se aproxima dos dois e retira de dentro de si o bastão que estava guardando de seu irmão caído. Com reverência ele entrega o bastão para a líder da tribo e fala:

"- Pacificador era um bom garou e sentiremos sua falta. Eu jurei que não deixaria este fetiche nas mãos da Wyrm e que o entregaria de volta a tribo dos filhos de Gaia!"
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Representantes dos Andarilhos do Asfalto, Senhores das Sombras, Peregrinos Silenciosos e Crias de Fenris | Sangue-Sobre-a-Neve - Matilha Asas da Esperança

Mensagem por NarraDiva em Sex Dez 08, 2017 11:32 am

Diante do comentário de Kiba, o Andarilho do Asfalto apenas acena em positivo sem demonstrar maiores emoções. Todos assumem a forma Crinos, esperando apenas que a cerimônia começasse.
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Representantes dos Filhos de Gaia | Guardião-Ancestral | Cólera-de-Balder - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Sex Dez 08, 2017 11:33 am

A líder dos Filhos de Gaia pega o Bastão, se harmoniza com ele e o absorve. Seu olhar era triste e ela diz ao Lupino:


'- Obrigada filho de Uktena, tenho certeza que Pacificador está honrado com sua atitude e devoção.'
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Legado do Trovão (Crinos) - Olhos da Tempestade

Mensagem por Luke Constantine em Sex Dez 08, 2017 2:08 pm

* Luke continuava cavando independente dos demais que se movimentavam ao redor. Chega a notar o esforco de Skull Head que tentava cavar sem um dos braços e entende aquilo como um gesto de solidariedade. A cova logo adquire o tamanho adequado quando os outros membros da matilha se juntam para auxiliar e agora era questão de tempo até a cerimônia começar. Após o uivo de Will os Filhos de Gaia chegam ao cemitério para velar o corpo de Pacificador, eles pareciam sentidos com a perda. Observa-os enquanto o Lupino devolve os fetiches, aqueles garous pareciam impropriamente íntimos demais.. havia uma sugestao de violacao do primeiro verso da litania ali, mas aquilo era um problema para os juízes e não era o momento para se preocupar com nada além da despedida de um irmão caído. Recepciona os Filhos de Gaia em seguida, num tom educado e grave: *

- Pacificador foi um Garou honrado e sua falta será sentida. A Olhos da Tempestade fará ecoar sua memória para que seus feitos nunca sejam esquecidos. Juntem-se a nós, por gentileza.

* Faz a recepção com etique treinada e, como líder da matilha, se mantém proximo aos Filhos de Gaia. Assume a forma Crinos tão logo termina de falar e aguarda em silêncio o início da cerimônia. *


Última edição por Luke Constantine em Sex Dez 08, 2017 2:39 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Victor Montenegro em Sex Dez 08, 2017 2:25 pm

Com a ajuda de Siegfried e as escavadeiras que ele chamava de mão a cova é rapidamente finalizada ao mesmo tempo que a tribo dos Filhos de Gaia chega ao local.

Victor para de cavar, limpa o suor do rosto, e cumprimenta a todos com um manear de cabeça de forma solene. Não demora, entretanto, a perceber, que entre os filhos do unicórnio havia um casal... de garous... gay.

Fosse outro o momento aquilo deixaria o Senhor das Sombras atravessado, mas o Philodox não tinha mais disposição emocional para se importar com aquilo aquela hora. Estavam ali para honrar o irmão caído e dali deverão ainda seguir para um arduo julgamento e desafio. A noite ainda seria longa.

Infelizmente, sua indisponibilidade emocional não era compartilhada pelo novo integrante da matilha. A visão do casal retorce a cara de Siegfried que encara os dois pronto para faze-los se unir ao seu irmão tribal.

*Por Gaia.*

Percebendo a situação que poderia se formar aquele momento, Victor, com todo o seu carisma, manipulação, persuasão, lábia e empatia vira-se para o novo companheiro e fala de forma solene e cortes:

- Siegfried; Sarah, Amago de Gungr, uma honrada Philodox de sua tribo caiu essa noite em missão com a matilha Asas da Esperança. Não sou o Alfa dessa matilha, mas acredito que Luke concorde comigo quando eu digo que, apesar de sua presença aqui ser muito bem vinda, pois você está entre irmãos de matilha, acredito que ela seja mais importante junto aos da sua tribo honrando e cantando glórias à sua irmã caída. Deixe que nós e os Filhos de Gaia honremos os feitos de nosso irmão Pacificador e aproveite esse momento para se despedir devidamente da sua irmã junto aos seus..

Dito isso, observa a reação do Ahroun e, caso esse não crie problemas, vai assumindo a forma crinos e se posicionando para o início do ritual.
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Legado do Trovão (Crinos) - Olhos da Tempestade

Mensagem por Luke Constantine em Sex Dez 08, 2017 2:45 pm

* Luke ouve a interposição de Victor com atenção e então fixa seus olhos no semblante raivoso do Fenris. A Tribo era conhecida por sua intolerancia e aquele Lua Cheia não parecia ser o tipo que guardava magoas. *

"Pelo Trovão, já temos problemas suficientes.."

* Faz um aceno com a cabeça mantendo a postura respeitosa que uma cerimonia pelos falecidos merecia e complementa em tom curto: *

- Não faço objeções, sinta-se livre se desejar honrar sua irmã tribal.
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por olhosdegaia em Sex Dez 08, 2017 3:42 pm

Forma - Lupino>Crinos

O Garou termina de cavar as covas e observa atentamente os que chegavam, fica muito interessado e observa atentamente os Filhos de Gaia que se aproximavam, era seu primeiro contato com sua tribo no Caern.

Eles vieram para honrar um membro caído da Tribo, e o olhar de Olhos de Gaia imediatamente vai para o agrupamento da outra matilha, Olhos da Tempestade, onde ocorreria o funeral de seu companheiro de Tribo. Passaria por sua tumba prestar seus respeitos. Mas estava concentrado em sua matilha no momento.

Assim que a Mestre de Cerimônias assume a forma Crinos, o Lupino a segue, também se transformando, e aguardando agora a cerimônia, o mais atentamente e calmo que consegue em sua forma de Batalha.
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Skull-head (Hominideo-Crinos) - Matilha Olhos da Tempestade | Filhos de Gaia

Mensagem por Skullhead em Sex Dez 08, 2017 4:05 pm

Skull-head ouve o uivo de Will e a chegada de alguns filhos do Unicórnio. Eles vinham honrar o nome de Pacificador junto com eles. O Uktena aproveita a chegada para devolver o bastão-fetiche que o Philodox empunhava quando vivo, num sinal claro de respeito ao morto e a sua Tribo. Mas não era só isso que era percebido pelo Andarilho.

Dois dos membros da Tribo dos Filhos de Gaia pareciam próximos demais para os padrões permitidos na Litania. Não bastasse isso, eram dois machos. Camilo olha aquilo rapidamente, tentando entender se realmente era aquilo que ele estava vendo.  Já tinham problemas demais a resolver para criarem uma desavença com a Tribo dos Filhos de Gaia, portanto ele apenas mantém suas inquietações na sua cabeça. Entretanto, Siegfried parecia não aceitar muito bem aquilo, o que faz com que Victor interceda para evitar um problemão.

O Andarilho observava a situação. Ele muda para a forma de batalha para honrar seu irmão no rito de despedida, mas permanecendo atento ao que o Cria responderia aos Senhores da Sombra.
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por William McLeod em Sex Dez 08, 2017 10:00 pm

Wiliam estava um pouco nervoso com a situação, mas ele estava dando um jeito de controlar a ansiedade...até que chega o casal de homossexuais. O Fianna respira fundo e fecha os olhos, levando as duas mãos à frente dos olhos para não ver aquela violação de litania antinatural. Com sorte passaria apenas por um caso de estresse pré cerimônia de um Cliath, e ele se afasta um pouco para que ficasse por isso mesmo, já que aquele Garou caído não merecia que ele se distraísse de sua obrigação por causa daquela pederastia nojenta. Não merecia. Alef fala sobre tocar algo, William concorda com a cabeça, voltando à seu foco e à busca das palavras que queria usar para se despedir de um companheiro de matilha.


Quando tudo está pronto, o Fianna sente-se seguro para começar e passa para a forma Crinos, dando alguns passos adiante e ficando em frente de Pacificador, agora preparado por Alef, e sua cova aberta. Sua voz sua muito alta e segura, apesar da pouca idade, limpa e melodicamente bonita:


- O quanto vale a vida de alguém?

William faz uma pausa dramática, para que o peso de suas palavras seja absorvido corretamente.


- Agora, neste momento, à despeito do quanto você goste ou não desta pessoa, olhe para o Garou ao seu lado e se pergunte... quanto vale a vida dele?


Uma nova pausa dramática, mas que logo é preenchida pela voz do Galliard: 


- No  mundo onde vivemos, sempre prestes a partir. Nós somos os Guerreiros de Gaia e esta é uma pergunta com a qual nos deparamos todos os dias. Precisamos estar aptos a responder isso todas noites, em todas as horas porque nunca sabemos quando será a última vez que iremos ver nossos pais e mães, irmãos e irmãs, filhos e filhas... Nunca sabemos se voltaremos para casa no final do dia. Alguns de nós irá falar que o preço da vida é a Glória, que uma vida gloriosa é aquilo com o qual devemos sonhar, que devemos querer que os Galliards cantem nossos nomes em volta das fogueiras e os inimigos tremam diante de nossos nomes. Para alguns, morrer em nome da glória é um preço digno. Outros, dirão que o preço é a Honra... que a vida honrosa é o caminho dos puros de coração, que a sua palavra deve ser seu o bastião e o seu guia. Para eles, morrer em nome da honra, com a cabeça erguida, é um preço digno.... Outros ainda, falarão que o preço da vida é a Sabedoria... que ter um o coração sábio é o caminho que devemos escolher, que devemos abrir nossas mentes e corações para nos unir à mãe e só assim nossas vidas terão valido a pena... Mas eu acho que nenhuma destas respostas está certa.


 Will era dado à discursos eloquentes, mas ele se contém antes que começasse a ficar frenético demais, dando tempo para as pessoas acompanharem seu raciocínio, olhando para as pessoas ao seu redor antes de continuar:


- A vida que vivemos vale não pelas coisas que nós acumulamos para nós, mas sim pelas coisas que deixamos para os outros... Eu não conheci o Pacificador, seria uma ofensa para a memória dele fingir que eu sabia o valor que ele tinha com base apenas nos feitos dele, mas vocês sabem o quanto ele valia. Vocês sabem por cada memória, por cada sorriso, por cada piada, por cada olhar cúmplice que trocaram, por cada vez que correram juntos, por cada briga, por cada coisa imbecil que aconteceu, por cada ironia, por cada dificuldade, por cada discordância, por cada coisa que viveram.... ESSE é o valor da vida de alguém. São as pequenas coisas que fazemos, não as grandes, que dizem quem realmente somos. Vocês conheceram o Pacificador. Ninguém mais irá conhece-lo ou saber o valor dele como vocês sabem. Eu quero que, neste momento, vocês se lembrem dele por quem ele era e que não façam isso com pesar pela sua partida, mas com a alegria de quem teve a chance de conhece-lo e uivem comigo pela sua memória. Pelo valor que ele teve e pelo quanto valeu a vida dele.


E William dá um uivo longo e profundo, mas que não carregava tristeza, conforme dissera...e depois deste uivo, que ele espera que todos ali sigam, ele pega o corpo do Philodox com delicadeza e desce com ele para a cova, recitando alguns cântigos em língua Garou para o corpo que não passavam de um sussurro...Ele deposita o corpo ali como se fosse um pai colocando um filho para dormir e saí de dentro da cova, falando:


- Os Galliards cantarão suas Glórias, outros Garou se lembrarão de sua Honra e falarão de sua Sabedoria... mas nós, nós saberemos quem foi o nosso irmão Garou e o que isso significava. Nossas vidas são muito curtas, nós não sabemos o que esperar nas noites que se aproximam. Vocês sabem quanto vale a vida de seus irmãos e irmãs, não desperdicem isso... Aproveitem cada segundo Eu iria cantar uma canção do meu povo, mas Guardião-Ancestral quer tocar algo pela matilha e eu acho muito mais adequado...

E pegando uma pá, em silêncio e dando espaço para o outro Galliard da Olhos-da-Tempestade, o Fianna começa a fechar o tumulo de Pacificador.


Última edição por William McLeod em Sab Dez 09, 2017 8:13 am, editado 1 vez(es)
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Grace(Crinos) - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Sab Dez 09, 2017 2:37 am

Grace vê que todos assumem a forma Crinos, e não demora a começar.

- Hoje nossos irmãos partem, mas partem vitoriosos. Vitoriosos porque lutaram por Gaia. Vitoriosos pois aquilo pelo qual eles deram suas vidas, a derrota do vampiro alpha da Zona Oeste, foi conquitsado. Vitoriosos pois serão lembrados como heróis. Gaia recebe de braços abertos esse sacrifício glorioso. Ficamos nós  com a lembrança do que eles representaram para nós, e a razão maior pela qual eles deram suas vidas. Razão pela qual todos entregamos nossa vida. A defesa de Gaia. Com essas memórias nossos irmãos continuarão vivendo entre nós, como exemplo e como inspiração, enquanto seus espíritos estão na mais nobre companhia da grande Mãe.

Caminha para perto de cada Garou que ela anuncia.

- Sussurros Solitários, Cliath Galliard dos Peregrinos Silenciosos. É Graças a ele que nossa Matilha se chama Asas da esperança. Graças a ele que a memória do Uirapuru foi resgatada. Graças a ele que esse Totem, que há 200 anos não abençoava uma Matilha, foi escolhido por nós, e hoje nos honra com sua bênção. Graças a ele que a música mais bela cantada pelo nosso honrado pássaro está registrada. Sussurros da Noite tinha uma memória precisa e exata. Nada lhe escapava. Sua impressionante memória serviu mais de uma vez à nossa Matilha, e forneceu às três que saíram em missão conosco todos os detalhes e informações preciosas que conseguiu reunir sobre os vampiros. Um Galliard corajoso, que teve a difícil missão de falar em público no momento mais difícil de nossa Matilha, e que enfrentou esse desafio, como também destemido enfrentou um vampiro, mesmo estando gravemente ferido…

Faz silêncio, e dá um longo suspiro. A verdade era dolorosa, mas não podia fugir dela.

- As garras de Sangue dos Quatro Ventos, podem ter desferido o golpe final, mas foi o vampiro quem o matou, ferindo ao ponto do Frenesi, lançando na direção de nosso irmão. Foi nossa primeira perda na missão, muito dolorosamente sentida por todos nós.

Seu rosto se abaixa abatido, mas logo se ergue com mais firmeza.

- Qual o bem maior que um Galliard pode fazer, senão usar suas palavras e suas histórias pelo bem de Gaia e dos Garous? Foi o que Sussurros da Noite fez, contando a linda história do Uirapuru, explicando como os vampiros se organizam e se dividem, escrevendo em um papel a música que o nosso Totem Uirapuru tão lindamente nos cantou em um momento difícil. Palavras que eu ficarei honrada em repetir quando houver a oportunidade. Sussurros da Noite cumpriu sua missão, como Garou e como Galliard. Suas palavras possam pelos eras, meu irmão de Augúrio.

Olha para os Peregrinos Silenciosos, e então, mas breve, para os Senhores das Sombras, seguindo adiante.
- Olhos do Caos, Forsten Theurge dos Senhores das Sombras. Uma theurge que devotou sua enorme inteligência no bem estar de nossa Matilha. Defendeu nossos ahrouns com suas sombras, quando eles estavam em perigo na Umbra, mas tambem soube mostrar a luz e o calor, através dos amuletos de fogo que ajudou a criar. Era uma mulher que poucas emoções demonstrava, mas quando o fazia, mostrava o cuidado que havia em seu coração. Seu bolo nos alimentou e nos uniu, tornando-nos nutridos pela mesma substância. Sua bravura abriu as portas de nosso primeiro combate em Matilha bem sucedido, onde derrotamos o Maldito nas proximidades do Caern. Enganando as criaturas da Wyrm, sua atuação foi fundamental para que conseguíssemos, não só entrar no buraco da criatura, fortemente fechado e defendido, como para nos conduzir no caminho pela Umbra tão perigosa. Muito nos ensinou sobre os espíritos e seu comportamento, descobriu a presença de elementais no local de nosso ataque, fez importantes alertas, que nos mantiveram previnidos. Em seu último ato altruísta, ela curou completamente Sangue dos Quatro Ventos, ferido quase a beira da morte, mesmo que com esse ato colocasse em alto risco a própria vida dela, abrindo sua guarda para o monstro vil que atravessou pelas costas. Olhos do Caos fez esse sacrifício, pois acreditava que isso era o certo e necessário, pelo que disseram os espíritos e as profecias…
Sua invocação espiritual continuou a nos defender, mesmo depois que sua invocadora partiu. Typhon enfrentou bravamente as hidras que nos atacaram, até também ser levada desse mundo… Olhos do Caos honrou seu Augúrio, sendo os olhos, a boca e os ouvidos da nossa Matilha no que tocava o mundo espiritual. Um escudo que nos protegia, um bálsamo que nos curava, uma heroína que salvou quem mais precisava dela naquele momento.
   

Mantendo-se a ordem dos mortos da Matilha, segue até a Cria de Fenris.

- Âmago de Gunnr, Forsten Philodox dos Crias de Fenris. Uma juiza cuja enorme força apenas se comparava à sabedoria de seu julgamento. Âmago de Gunrr sabia quando deveria ser dura, quando precisava ser conselheira, e quando poderia ser complacente. Retirou a Voz do Chacal de Brilho dos Sonhos quando entendeu que ele havia evoluído. Fez o mesmo  com Asa Solitária, em seu último ato, após suportar tantos ferimentos. A Matilha havia caído em uma perigosa piscina-armadilha, onde muitos começaram a se afogar por não saber nadar. Como se não bastasse, a água era povoada por duas enormes hidras, que lançavam ataques elétricos. Âmago de Gunnr chamou seu Totem pessoal, a Dragonesa do Mar, para lutar contra uma delas, e partiu bravamente para salvar dois irmãos em Frenesi que estavam se afogando. Enfrentou os choques elétricos penetrando sua pele, suportou os golpes das garras dos dois irmãos em Frenesi, segurando-os consigo apesar disso. Nadou com toda sua Fúria e toda sua força, até uma das margens para deixá-los em segurança. Salvou Brilho dos Sonhos e Olhos de Gaia, que fatalmente iam ter de afogado. Exausta e ferida depois desse esforço hercúleo, não suportou mais um golpe de Brilho dos Sonhos, ainda em Frenesi. Seu sacrifício honrado mostra a retidão dessa Philodox, muito mais do que qualquer das minhas palavras seriam capazes de fazer.
Cada de nós foi tocado por Âmago de Gunrr de alguma maneira, com seu conselho, sua punição, sua absolvição... ela fez com nos tornássemos Garous melhores. Pra mim, esse é o grande mérito de um juiz. E méritos eram o que não faltavam à essa grande Garou, que não foi embora antes de deixar o rastro de sangue das criaturas da Wyrm, seja com os golpes poderosos de suas garras, seja com as chamas dos amuletos que ajudou a criar. Fez até gigantes colossais recuarem de temor! Pois maior que qualquer gigante da Wyrm era sua coragem, era sua dedicação às leis de Gaia.
A Asas da Esperança não tem mais essa grande juiza para observar nossos caminhos, mas tem o seu exemplo de heroísmo para sempre ser lembrado.


Por fim, o mais difícil.

- Brilho dos Sonhos, Cliath Ragabash dos Andarilhos do Asfalto. Um jovem, que se esforçava para compreender a própria natureza Garou, e que infelizmente não terá mais como desenvolver seu potencial. Seu progresso foi reconhecido pela nossa juíza, sua Tribo estimulou seu potencial, e em seu Augúrio ele começava a se destacar, ajudando-nos a conseguir equipamentos e pensando em maneiras de ser mais ágil e furtivo. Disparava tiros precisos com seu revólver, mas descobriu também a força de suas garras, dilacerando o vampiro que o atacou. Poderia ter feito mais, com o tempo e a maturidade. As cicatrizes de batalha ajustariam o seu caminho no seu entendimento da natureza Garou, já estava encontrando sua sintonia como Ragabash. Eu acredito nisso. Porém, nunca vamos saber.  Um futuro que infelizmente não se cumpriu…
Em seu Frenesi, ele atacou Âmago de Gunrr pela última vez… e na tentativa de impedir que ele ferisse mais alguém, Algoz de Einhejar acabou levando-o ao seu fim. Brilho dos Sonhos se vai, mas não vai sem ter feito sua contribuição em diminuir a influência da Wyrm nesse mundo. Não sem ter lutado. O Brilho se apagou, mas os sonhos permanecem. Sonhos com um futuro melhor...


Afasta-se dos corpos dando um passo para mais perto dos presentes.

- Pois são os sonhos que nos motivam a lutar. A luta tira de nós pessoas queridas e amadas, que ainda poderiam fazer muito mais por esse mundo. Porém nunca a tira de nossos corações e nunca devem ser tiradas. Pois tudo o que elas fizeram ecoam no presente e no futuro. Ecoam em nós, que delas nos lembramos, Nossos corações se unem aqui pelo sentimento de falta  dos Garous que Gaia chama para seu abraço, mas podemos fazê-los presentes falando sobre eles. Compartilhando as lembranças que cada um tem de Sussurros da Noite, de Olhos do Caos, de Âmago de Gunrr e de Brilho dos Sonhos. Compartilhem como eles marcaram a vida de cada um de vocês, para que seus bons atos, palavras e pensamentos nos inspirem ainda mais. Para que eles sobrevivam através de suas historias.
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Yorick MacAlister em Sab Dez 09, 2017 9:23 am

Pantaneiro estava quieto e cabisbaixo o tempo inteiro. Nota toda a movimentação que se seguia no cemitério e somente acompanha com os olhos. A chegada do casal de homossexuais chama sua atenção, mas logo é dispensada. Cada um seguia a vida do jeito que queria. É então que Will e Alef seguem o protocolo para honrar Pacificador. Pantaneiro mais uma vez tira o chapéu e se mantém a olhar com pesar toda aquela cena.

"Infelizmente é o destino de todos e talvez o meu amanhã...."

É então que Will começa seu discurso. Fala do irmão ao lado e Pantaneiro fica pensativo. Esse fianna, além de ter uma voz muito bonita, realmente sabia como tocar os corações. Pantaneiro segura o nó na garganta como pode. Aquelas palavras faziam o Ahroun lembrar-se de todas vezes que Lukas havia o ajudado em sua primeira de merda que se estendeu pela segunda. Era o único que o apoiou mesmo estando errado.

"Logo ele Gaia? Porque? Tenho certeza que tem um propósito maior...."

Ao finalizar lindamente, Pantaneiro deixa uma lágrima cair e rapidamente limpa. Era a vez do Alef fazer uma bela canção. Que assim fosse. Pacificador merecia tudo do bom e do melhor em sua despedida.
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Skull-head (Crinos) - Matilha Olhos da Tempestade | Filhos de Gaia

Mensagem por Skullhead em Sab Dez 09, 2017 10:42 am

O Theurge ouve o discurso do Fianna sem expressões em seu rosto. Perdia-se em cada palavra bem colocada por Will, coisa que só um Galliard muito competente conseguiria fazer. Apesar de não conhecer Lukas, o lua gibosa é preciso e respeitoso no seu discurso e com certeza aquilo era suficiente para que o espírito do Filho de Gaia se juntasse a Mãe e pudesse descansar, enfim.

O Theurge junta seu uivo ao do Galliard. Um uivo que não era triste, mas de jubilo. Lukas merecia isso, mesmo se às vezes ele fosse cheio de frescuras. Ele era um Garou honrado e era isso que importava naquele momento.

Quando os uivos se cessam, Skull-head se retringe a observar o fim do rito, com o lua gibões depositando o corpo no fundo do túmulo e iniciando o enterro propriamente dito. O Andarilho olha para Alef, esperando que ele fizesse a sua apresentação.
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Narração - Todos no Cemitério

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 09, 2017 12:33 pm

O uivo de lamento das Fúrias Negras é ouvido por todos. Era um uivo de dor, mas que continha uma fúria gigante em si. Dado o uivo, todas as Fúrias Negras caminham para sair do Cemitério olhando com desprezo na direção de Luke. Helenna é a exceção, apesar de olhar com o mais profundo desprezo para o líder da Olhos da Tempestade, se une à cerimônia da Asas da Esperança a tempo de pegá-la em seu início.
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Guardião-Ancestral | Cólera-de-Balder | Filhos de Gaia - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 09, 2017 12:42 pm

Victor tenta, com sabedoria, evitar uma crise entre o Fenris e os Filhos de Gaia. Siegfried não era a figura mais inteligente do Caern, mas também não era a mais burra. Ele olha para o Senhor das Sombras e diz:

'- Eu fico com minha matilha. É o certo. Meu avô sempre falou que nessas horas o nosso lugar é ao lado da matilha.'

E ali fica, por mais que Victor fosse extremamente persuasivo. Havia a cara de poucos amigos encarando a dupla homossexual, mas o Fenris nada faz que profanasse ou violasse a cerimônia. Quando Will vai começar a cerimônia, Alef fala com um filhote que estava pelo cemitério e este sai apressado do Caern. O Presas de Prata, então se concentra na cerimônia brilhantemente conduzida pelo seu irmão de Augúrio. Sempre falaram que os Fiannas eram os melhores Galliards e a cerimônia de William explicava para Alef o porque disso. E Will começava falando para olhar para o lado e perguntar o quanto valia a vida. Alef olha para o lado e vê Pantaneiro. Por instinto e por sabedoria vira-se para o outro lado imediatamente observando Victor e tomando para si a reflexão que vinha com as palavras sábias do Galliard Fianna.

O filhote volta e entrega um violoncelo para Alef que se posiciona perto da cova e diz:

'- Eu acredito que essa letra diz muito sobre Pacificador e queria convidar nossa matilha e a tribo dos Filhos de Gaia a fecharem o caixão e a permitirem que essa cerimônia se encerrasse ao som dessa canção para que pudessemos homenageá-lo ao longo desse rito de passagem.'

E com maestria e com uma afinação impecável, Alef começa a tocar e cantar a canção enquanto os Filhos de Gaia começavam a ajudar William a fechar a cova. Um Uivo encerra a canção, um uivo de passagem, com todo sentimento da perda por um garou que, independente de divergências, ninguém poderia duvidar da pureza do coração. Mesmo sem conhecer o Filho de Gaia, Siegfried acompanha o uivo. A cerimônia estava encerrada e a matilha podia seguir ao julgamento.´

Ao final da cerimônia, um por um, os Filhos de Gaia seguem até William (incluindo o casal gay), todos com lágrimas no rosto, e cumprimentam o Fianna e, em seguida, Alef, elogiando-os pela beleza da cerimônia e dizendo que eles honraram o legado de Pacificador. 

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Representantes dos Andarilhos do Asfalto, Senhores das Sombras, Peregrinos Silenciosos e Crias de Fenris | Sangue-Sobre-a-Neve - Matilha Asas da Esperança

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 09, 2017 1:28 pm

Helenna chega a tempo de ver Grace iniciar a cerimônia. A Galliard pode notar que tinha a atenção completa de todos ali, desde a novata Sangue-Sobre-a-Neve até a Lenda dos Peregrinos Silenciosos. Todos parecem se emocionar com as primeiras palavras da Fianna, mas quando esta comenta da morte de Sussurro-da-Noite por parte de Degan, à exceção da Lenda que mantém a posição austera, os demais membros da tribo encaram o Wendigo e um primeiro mau estar surge, mas é rapidamente dissipado por apenas uma mão no ombro de cada um dos Peregrinos feitos por Velho Eusébio. O respeito deles à lenda acalma os ânimos que haviam se exaltado após se surpreenderem também (o que é nítido em seus rostos) pela troca de nomes feita pela Galliard da matilha.

Degan novamente é o alvo de olhares não afetuosos, agora dos Senhores das Sombras, quando descobre-se que Olhos-do-Caos morreu para salvá-lo. Não se cria um mau estar que nem no primeiro momento, mas provavelmente o Wendigo se sentisse desconfortável com os olhares lançados. Em especial pelo olhar do Ragabash Duas-Caras, aquele olhar parecia invadir sua alma mesmo estando a uma boa distância do Wendigo.

A expressão de surpresa de Helenna bem à frente de Grace podia indicar para a Fianna que a troca de serpentes elétricas por hidra não passara despercebida pela Ahroun. Ela lança um olhar cúmplice para Grace tentando disfarçar sua surpresa, mas sendo uma Lua Cheia, isso não era o seu forte. O segundo mau estar, no entanto, toma conta da cerimônia com Temido-Como-Vulcões encarando o líder dos Andarilhos que apenas abaixava a cabeça após o anúncio que um dos seus, após salvo pela sua cunhada do líder dos Fenris, matou a mesma. Todos os Fenris pareciam irritados com o relato, que já havia sido adiantado por Henker, mas o Ahroun não tinha o dom das palavras e nem conduzia uma cerimônia, como a Fianna.

Ira-de-Thor dá dois tapas de satisfação com Henker no ombro do Ahroun quando é narrado que este matou Brilho-dos-Sonhos. Em tom baixo, mas que pode ser escutado por Degan e Kiba (que eram os mais próximos geograficamente), diz:

'- Fez bem.'

Nisso, ao fim das últimas palavras de Grace, algo de inusitado e complexo acontece na cerimônia. O Líder dos Crias de Fenris dá dois passos e com um direto no meio do rosto dá um soco na cara do líder dos Andarilhos do Asfalto e, diz:

'- Horamos Âmago-de-Gunnr, Filhos do Grande Fenris, vamos embora.'

Sem esperar, o Fenris emite um Uivo em honra à Âmago-de-Gunnr, seguido pelos demais membros da tribo que, junto com o ancião se retiram do cemitério sem olhar para trás. Estavam bastante irritados. 

O silêncio reina no cemitério. Cabia a Grace lidar, como Galliard, com a situação. Os Peregrinos, todos sérios, observavam a cerimonialista para ver o que ela faria enquanto o líder dos Andarilhos começa a levantar com a ajuda de Helenna que toma a iniciativa de seguir e estender a mão para Bit-Coins. Sem dizer nada, os Senhores das Sombras se retiram logo após os Crias de Fenris. A tribo havia acompanhado os Fenris no Uivo por Sarah e emite, ao sair, um uivo em honra à Zvanna. Uivo seguido pelos Peregrinos e pelos Crias de Fenris. Os Peregrinos também haviam uivado em honra ao Fenris. O Andarilho do Asfalto é o único a não uivar, até porque ainda se recuperava do grande soco que havia feito alguns de seus dentes voarem para longe.
 

O clima estava pesado.
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Sussurros Solitários em Sab Dez 09, 2017 2:13 pm

Forma atual: Crinos -> Lupino

O Lupino aguarda ansiosamente o começo do ritual e assiste maravilhado a maestria com a qual o Fianna Lua Gibosa o conduz.

É um momento cheio de emoção e ele começa a ver a reação dos garous ao seu redor e sente as emoções começarem a se a tentar tomar conta dos seus pensamentos, mas nesse instante ele percebe que sente apenas um pouco de tristeza, como algo distante, como se já não fosse capaz de sentir grandes rompantes de emoção...

*É o preço do abismo... Um vazio que tudo consome e agora está dentro de mim...*


O Garou tenta se concentrar então no final da cerimônia e uiva com os presentes nas duas ocasiões, mas nem mesmo o belo discurso de Will e a linda canção de Guardião-Ancestral consegue tocar o seu coração como deve e aquilo intriga o garou.

Ao final da cerimônia, depois que os Filhos de Gaia se retiram o lupino retorna a sua forma racial pronto para acompanhar a matilha em direção ao templo da justiça.
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Deganawida (glabro-crinos) - Asas da Esperança

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Sab Dez 09, 2017 2:56 pm

Deganawida estava quieto, cabisbaixo enquanto ouvia as palavras de Cordas-Trêmulas durante a cerimônia, tendo assumido crinos logo depois do início, em um gesto de respeito.

Quando ela comenta sobre a morte de Sussurro da Noite, ele sente os olhares para cima de si. Sabe que cada um deles é carregado de fúria, e por mais que ele desprezasse as opiniões dos Estrangeiros da Wyrm, o seu erro havia sido gravíssimo e ele, de certa forma, sente que merece o desprezo destilado. Ele não levanta seu rosto até notar que o burburinho se encerra: então ele pode ver a mão do Grande Ancião erguida, terminando os comentários, mas por pouco tempo.

No momento em que a Fianna fala sobre o sacrifício da Senhor das Sombras, ele sente novamente esses olhares, mas dessa vez, ele seu luto é para si: ele tem uma promessa a cumprir com ela. 

Eu sei que se um dos Puros se sacrificasse por um Estrangeiro da Wyrm a raiva que sentem por mim agora seria minha... Tsc. Olhos-do-Caos, não de incomode em sua partida. Deixe os vivos lidarem com isso...


Degan então presencia um verdadeiro barraco na cerimônia que tinha por objetivo honrar os mortos: o líder dos Fenris simplesmente soca Bit-Coins, uiva e vai embora. E ainda elogia a morte de Brilho dos Sonhos, algo extremamente reprovável e que pode incomodar os mortos e seu último momento de homenagem. 

Tsc. Fenris. Aquele não me ouviria nem se eu fosse o último meia lua de Gaia. Mas sei de alguém para cuidar disso, ou ao menos, tratar os mortos com mais honra. Que Gaia me abençoe, preciso fazer alguma coisa. É meu dever para com Sussurro que sua partida não seja marcada por  tamanho mau-agouro...

Degan então tenta se aproximar de Velho Eusébio. Ele mantém a cabeça baixa, até conseguir que ele o escutasse:

" - Grande Ancião, eu sei que muitas foram minhas falhas nesta noite, mas venho lhe pedir para, por favor, interceder antes que haja maiores maus-agouros nesta cerimônia, em memória de Sussurro da Noite e de todos os outros."


As palavras de Degan eram sinceras, ele não é o maior mestre de cerimônias, mas algo havia ido muito mal naquela, e seria horrível para os mortos não conseguirem descansar por isso.
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Skull-Head (Crinos > Hominídeo) - Matilha Olhos da Tempestade | Filhos de Gaia

Mensagem por Skullhead em Sab Dez 09, 2017 3:03 pm

A música tocada pelo Presas de Prata já havia sido escutada pelo Andarilho antes, não que fosse o tipo de música que ele apreciasse. Ele preferia seu bom Acid House ou um Drum 'n' Bass. Entretanto, Alef comove com a aquela canção profunda que falava de partidas e despedidas. Não havia como não se juntar ao último uivo de despedida. Um uivo profundo e ressoante que parecia aquecer o coração.

O lua crescente vê os irmãos tribais do falecido irem de encontro aos Galliards cumprimentando-os pelos belos momentos. Skull-head permanece em seu canto, acompanhando o lupino na mudança de forma apenas quando os filhos do unicórnio partem. Em sua forma racial, ele esperava que fossem guiados até o Templo da Justiça, onde os julgamentos aconteceriam.
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Representantes dos Andarilhos do Asfalto, Senhores das Sombras, Peregrinos Silenciosos e Crias de Fenris | Sangue-Sobre-a-Neve - Matilha Asas da Esperança

Mensagem por NarraDiva em Sab Dez 09, 2017 3:25 pm

Degan, o meia lua, intervém. A Lenda da Nação observava justamente ele, para ver como se comportaria. E Degan a ele recorrera. A Lenda da nação nada responde ao jovem, apenas dá um passo em direção à saída e diz com sua voz fraca e baixa:

'- Sombra-da-Justiça e Temido-como-Vulcões, em nome da paz dos que se foram e de uma travessia tranquila, voltem e encerrem essa cerimônia com a honra que os que caíram merecem. Os problemas dos vivos se resolve ou no Templo da Justiça ou na Assembleia. Retornem imediatamente.'

Apesar de baixa, todos ali podiam ouvir o que era dito. Era como um sussurro carregado pela noite. Os dois líderes tribais param e retornam junto com suas tribos. A Lenda então diz:

'- A mestre de cerimônias falava que era hora de nós homenagearmos os nossos mortos. Que cada líder aqui presente faça isso aos seus.'

Imediatamente, Contos-de-Hélios, se aproxima do local onde estava o corpo de Sussurro-da-Noite e, fala algo em egípicio ao passo que joga um punhado de terra sobre o corpo do irmão. O gesto é repetido pela Lenda e pelo outro peregrino presente. Contos-de-Hélios então diz:

'- Sussurro-da-Noite era tudo, menos um Sussurro. Falante. Alegre. Vivo. Tinha dificuldades em entender o que era e qual seu propósito nesse mudo e tomou para si a dádiva da alegria. Era isso a que ele se propunha, trazer alegria.'

O Galliard olha para todos ali e por fim a Grace:

'- Não conheço as tradições de seu povo, o meu não narra mortes para honrar os que caíram. Nós tentamos ter como última lembrança o que a vida significava e alegria era o símbolo da vida de Sussuro-da-Noite.'

O Peregrino toma seu lugar e, imediatamente o Fenris assume seu posto. Ele também joga um punhado de terra sobre Sarah e respira fundo para criar forças para falar de uma irmã tão querida:

'- Âmago-de-Gunnr foi uma honra para os Crias de Fenris. Corajosa, destemida, implacável. Acreditou nessa matilha quando nem mesmo ela acreditava em si e por ela foi morta. Puniu com rigor os que precisavam tomar o caminho da retidão mas defendeu-os quando nossa tribo convicta afirmada que futuro eles não tinham. Tão implacável que foi em defender sua matilha que a ela baixou a guarda. Nenhuma cria da Wyrm derrubaria aquela implacável Valquíria, somente as garras da traição poderiam fazê-lo. Que siga al Valhalla para as grandes batalhas. Nos encontraremos em breve.'

Novamente o Fenris uiva, mas um uivo de guerra acompanhado por todos de sua tribo ali presentes. Bit-Coins toma seu lugar após o Feris. Os dois se encaram com firmeza e o Andarilho toma a palavra:

'- Não pedirei desculpas pelos erros do falecido Brilho-dos-Sonhos. Um jovem Cliath, saído há pouco da primeira transformação e com sérios problemas psicológicos não pode ser tratado como traidor. A meia lua nos ensina que um garou desequilibrado deve ser tratado com dignidade. É indigno tratá-lo como traidor em seu enterro. Ele tinha muitas dificuldades, mas, a seu modo tentava aprender. Tanto que por uma Juíza da tribo que o destrata, teve sua punição removida. Ele evoluía. Pouco, mas evoluía. É lamentável que tenha caído como caiu e que a tribo que o derrubou ainda tenha a coragem de taxá-lo de assassino. Talvez Brilho-dos-Sonhos fosse o espelho que fizesse com que cada um enxergasse na sua frente o que tem por dentro...'

Ele se retira do centro sob o olhar irritado do Cria de Fenris. Os Senhores das Sombras eram os últimos e Sombra-da-Justiça segue junto de Duas-Caras ao centro. O líder fala primeiro:

'- Olhos-do-Caos não era cozinheira, era uma Filha de Avô Trovão. Enquanto seus irmãos adoçavam suas bocas e seus corações carentes por aprovação, ela controlava seus instintos que os fizeram violar as leis da nação e antecipar o Apocalipse. É bom que saibam, não era um bolo, era um amuleto para conter os seus hormônios. Trazia em si o Caos e do Caos enxergava o mundo de uma maneira peculiar.'

Ele dá a deixa e Duas-Caras completa:

'- Iluminada, aquela que enxergava através das paredes da Wyrm e não tinha medo de chegar perto o suficiente para roubar os planos da profanadora. Filha do Trovão que não descansava até conseguir fazer o que tinha que ser feito. O caos que a muitos amedronta, a ela alimentava. E seu legado será honrado por seu campo, irmã do Trovão. Em nome dos Senhores das Sombras, pelo poder a mim concedido pelo líder da tribo, quero dizer que muito lamentamos a morte, mas que dela tiraremos ensinamentos.'

O Senhor das Sombras joga um punhado de areia no corpo, seguido pelo líder e todos retornam. Grace tinha novamente uma cerimônia para conduzir, apesar de todos os pesares e do clima ainda não ser dos melhores. Longe disso.
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

Mensagem por Victor Montenegro em Sab Dez 09, 2017 4:36 pm

Siegfried resolve por ficar, mas parece entender as intenções do Philodox e nada faz além de manter a cara feia.

Victor se posiciona. O Ritual começa.

A voz do Galliard é de uma beleza ímpar e suas palavras tocam o Philodox.

Quando impelido a olhar "para o companheiro ao lado", seus olhos institivamente alcançam Camillo, irmão com quem ele julgava ter falhado ao deixá-lo com o fardo de Pantaneiro, e com um meio sorriso, maneia a cabeça de maneira a reconhecer seu erro e pedir perdão ao irmão.

Depois Victor olha para Luke. Seu Alfa, que parecia não compreender o porquê o Philodox era tão rígido e desafiador para com ele, mas, dessa vez, não há fúria ou decepção em seu olhar e sim compreensão. O meia lua acena com a cabeça em um gesto de apoio e força e passa o olhar para os Filhos de Gaia.

O jovem fostern olha para flor de gaia e, mais uma vez, maneia a cabeça em respeito e reconhecimento à dor da lider tribal. Finalmente, encara Alef, com quem correra na noite anterior e tivera a mais franca das conversas, e, com um olhar cúmplice de quem ali reconhece um amigo, oferece-lhe um breve sorriso.

Sua atenção volta-se novamente para a cerimônia que era magistralmente conduzida pelo Fianna. Cada palavra carregada dos mais belos sentimentos.

Quando da finalização, com a belíssima música tocada pelo Presas de Prata, Victor se une ao uivo com o simples sentimento de *Va em paz, irmão*. Nem uma palavra mais precisa ser dita.

O Senhor das Sombras, voltando para Hominídeo, se despede dos Filhos de Gaia, e olha pra Luke ja se mostrando pronto para partir para o Templo da Justiça.
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Legado do Trovão - Olhos da Tempestade

Mensagem por Luke Constantine em Sab Dez 09, 2017 9:05 pm

* A cerimonia se inicia com a voz límpida de Willian e, por Gaia, o Fianna sabia fazer um discurso poderoso. "Qual era o preço de uma vida?", Will perguntava.. Luke olhava para o corpo de Pacificador enquanto as palavras em sua honra eram ditas e não deixa de pensar que haviam perdido um irmão dedicado naquela noite. O Senhor das Sombras, mais do que ninguém ali, sabia o quanto Lukas havia pensado naquela matilha e em como melhora-la. Ele podia ter opiniões brandas demais por vezes, mas seu objetivo de elevar a Olhos da Tempestade jamais poderia ser contestado. Aquele era Pacificador para Luke, um cara de coração ameno que preferia conduzir as coisas na conversa do que na mão, um cara que tinha um ideal maior e que se sacrificava por ele.. um cara em quem confiava. *

* Luke nota o momento em que as Furias Negras terminam sua cerimonia e o encaram com olhos acusadores cheios de rancor mas permanece focado no rito funebre de Pacificador e nao se digna a desviar sua  atenção. Coração-da-Tempestade havia encontrado um tom que não só alimentava o coração dos presentes como os incitava a serem melhores e a agirem mais como irmãos enquanto ainda podiam. A morte tinha o poder de mudar perspectivas e Willian parecia conseguir conduzir essa sensação de modo eloquente. Luke olha para o irmão ao lado, via todos aqueles que deveriam ser sua família mas que continuamente acabavam entrando em qualquer forma de atrito.. muitas vezes pelos motivos mais idiotas. Olha para cada um dos amotinados, olha para Pantaneiro e SkullHead, por fim olha para Victor, se demorando mais nesse ultimo do que nos outros ao encontrar seu olhar. Capta o aceno de apoio e força que o Philodox lhe dava e balança a cabeça positivamente uma ou duas vezes, como quem sugere reciprocidade. E talvez Will tenha feito mais por aquela matilha do que pensava.. *

"Precisávamos disso.."

* Luke uiva quando lhe é solicitado, e seu uivo trazia os votos de partida: *

"Descansa agora, irmão. Encontra sua paz.."

* Alef se junta ao rito e inicia uma bela melodia que complementava o clima auspicioso de partida, a musica combinava de forma incomum com a imagem que tinha de Pacificador. Fora uma das mais belas cerimonias que já havia presenciado, conduzida com maestria pelos Galliards. Ajuda a cobrir de terra a cova em que jazia o Filho de Gaia caído e lembra das situações que vivenciara com Lukas. Uiva novamente ao fim de tudo, acompanhando Guardião-Ancestral. Luke permanecia com o semblante respeitoso quando se aproxima dos Galliards e dos Filhos de Gaia para dizer: *

- Foi digno de nosso irmão, tenho certeza de que ele fará uma boa travessia.

* Retorna a forma Glabro, para não sofrer demais com seus ferimentos, e cumprimenta tanto Will quanto Alef. Se volta para os Filhos de Gaia agradecendo a presença e também se despede. Por fim, volta-se para a matilha e lhes diz: *

- Olhos-da-Tempestade, quando estiverem prontos vamos ao Templo da Justiça.

* Aguarda que a matilha tenha finalizado sua despedida e só então segue caminhando para fora dos limites do cemitério em direção ao templo da justiça. *
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Re: Cemitério - Lar dos Ancestrais

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