Clareira Central

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Re: Clareira Central

Mensagem por Antonio Xavier em Sab Maio 19, 2018 7:48 pm

Sereno-trovão sente uma energia muito forte passar por seu corpo, a voz da profecia emanar sensações que coadunavam com o clima que havia se transformado: escuridão, frio, horror.

O theurge ouve as palavras direcionadas a sua matilha, reflete, rapidamente, na função de cada membro do grupo. Pensa sobre o unicórnio e tranquilamente recebe seu destino nas mãos da galliard. E pensa sobre as palavras do poeta inglês, Lord Byron:

“O melhor profeta do mundo é o passado.”

Sereno-trovão caminha até Swift-claws-of-sif, coloca as mãos em seu ombro e sendo empático, percebendo o quanto as palavras da profecia calaram fundo na alma da galliard, fala diretamente para ela, mas para que todos da matilha ouvissem:

"-Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
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Antonio Xavier

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Kiba Valentine (Crinos) - Todos na Cena

Mensagem por Kiba Valentine em Sab Maio 19, 2018 8:49 pm

Kiba notava que Hagen não teria culhões de dizer tudo que pensava agora que sabia quem ele era, mas ao menos aquilo salvaria os Garous de ter mais sangue derramado desnecessariamente.

Siggy aparentemente estava afim de provocar Pantaneiro e Kiba se pergunta se a Fortaleza de Gaia sobreviveria como matilha até o final daquela noite. Definitivamente não havia clima nem condições de continuarem juntos.

Para finalizar, a cereja do bolo, o Fenris recém chegado desafia Pantaneiro pela liderança da matilha, algo que é seriamente reprovado por Flor de Lotus. Kiba sentia a fúria da Portadora da Luz Interior aumentar seriamente e aquilo era triste de se ver.

“Se nem um Portador da Luz Interior nos suporta... É porque somos um fardo...”

Tudo parecia complicado demais, mas quando Kiba achava que não poderia ficar pior algo completamente “fora do script” acontece.

Alma da Bruxa, aparentemente possuída por algo ao retirar uma coleira invisível, começa a falar sobre uma profecia, e Kiba gela dos pés à cabeça quando a vê vindo na direção da Fortaleza de Gaia.

“Puta que pariu.... A gente não.... Escolhe outro.... A gente não!”

Mas isso não era algo que se pudesse escolher. Seu destino novamente é revelado, mas aparentemente ele havia mudado. Kiba estava destinado a enfrentar seus filhos, SEUS FILHOS!

“Essa porra não pode tá certa....”

Ele continuava a se repetir enquanto ouvia a continuação com semblante de espanto. Era difícil ouvir a Garou por conta dos urros de raiva do Boitatá, mas Kiba fazia esforço para não perder nada.

“Minha irmã?!?! Nem fudendo... Ninguém vai encostar nela.”

A confusão só piorava e se colocar de pé era um trabalho quase impossível principalmente porque sua cauda não lhe ajudava nem um pouco no processo.

Todos ali recebiam profecias e, sem dúvidas, as de Grace fazem seu coração congelar. Tudo era rápido e assustador demais, mas aquilo dura poucos instantes.

Logo a Garou estava no chão e todos começavam a se recompor para entender o que tinha acontecido.

Kiba ainda estava atônito quando Sussurros da Noite convoca uma união das seis matilhas, mas o Roedor de Ossos não consegue deixar de pensar que todo aquele caos só estava acontecendo por seus atos.

O Ahroun ainda estava zonzo quando uma nova ponte da lua se formava e novos Garous chegavam para se unir a Seita.

Ele olhava para Siggy que agora jurava lealdade a Pantaneiro, mas não faz comentários. Era muita coisa para processar e sua vontade, agora mais do que nunca, era sair logo daquele lugar e pensar.
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Igor > Olhos de Gaia > Matilha

Mensagem por Igor Petrunov em Sab Maio 19, 2018 9:16 pm

Diante da aquiescência de Olhos de Gaia quanto ao seu pedido sobre o ritual, Igor assentiu.

- Claro. Três é melhor do que dois, inclusive. Obrigado por compreender, Olhos de Gaia. Garantir que Hélios seja honrado e respeitado é uma questão pessoal para mim.

Voltou-se para Grace e respondeu.

- Eu vou encontrar Fênix-de-Prata para buscar conselho após a Assembléia e vou aproveitar para pedir que me ensine como conduzir a Contrição. Como Espírito-Tranquilo já conhece o ritual, Olhos de Gaia poderia aprender diretamente dele.

Então, voltou-se completamente para a Assembléia. O meia lua da Olhos da Tempestade caminhara até o centro da Clareira para contar os feitos de sua matilha, assumindo o papel de galliard que não tinham até minutos atrás, antes da chegada de Uivo-Flamejante. Ainda assim, o Fianna falastrão o acompanhou, ajudando-o da maneira que pôde, dando ritmo à narrativa com suas percussões.

Embora não tivesse a mesma paixão de um lua minguante, seu relato era impecável e fez com que Igor se convencesse, definitivamente, que Sentinela-das-Sombras era um dos garous mais valiosos da seita.

No entanto, cada vez que o Senhor das Sombras citava Legado-do-Trovão, fazia questão de pontuar alguma falha, e isso incomodava um pouco o Presas, fazendo-o voltar o olhar diversas vezes para o seu alpha. O lua crescente reparara que havia uma tensão entre os dois e as razões dessa tensão começavam a se desvelar ao longo da narrativa do meia lua.  

"Esse muleque claramente não vale nada, mas ninguém pode dizer que não é talentoso. É bom em tudo que faz, é impressionante!" - pensou o Presas, cada vez mais perplexo com a desenvoltura de Victor.

Em seguida a matilha da ex-líder do caern deveria se apresentar, pela voz da própria Estrela-da-Manhã. Era um relato empolgante, e a Fianna empregou tudo si para fazê-lo ainda mais encantador. Logo em seguida, Guy Falcon apresentou sua matilha de impuros. Igor ainda tentava entender a razão da rejeição de sua tribo pelo garou, e duvidava que fosse pelo simples fato de ser impuro.

"Ele parece boa gente, mas que merda será que ele fez pra todo mundo olhar torto dessa forma?"

A próxima matilha era a Sangue Forte de Luna. Réquiem, a sobrinha do Rei da Nação, alfa da matilha, também era a lua minguante que contaria seus feitos. Acompanhada de Espólio-Cyberpunk, ela chegou até o centro da Clareira e iniciou seu relato. Angelique fora brilhante e, mesmo com o pouco que tinha a dizer, conseguiu transformar até mesmo o desafio pela liderança da matilha num épico.

"Ela é brilhante, como uma jóia que adorna a coroa de nossa tribo nessa seita." - pensou Igor, orgulhoso de ter uma lua minguante tão jovem, mas já tão talentosa entre os Presas.

A rodada de apresentações terminou com a Vingadores da Mãe Sagrada, com o relato peculiar de Língua-Afiada sobre vampiros que atacavam o Jacaré, enquato seus jogos de sombras davam vida à apresentação.

O bloco seguinte teve início e mais combates aconteceram. O torneio parecia mais próximo do fim e Igor estava um pouco inquieto por, pela primeira vez na noite, não ter certeza se seria capaz de lidar com o oponente. Irritava-o profundamente sentir-se dessa forma. Estava um pouco cansado, já havia passado por dois combates e imaginava se ainda tinha recursos bastantes para passar pelo terceiro e último. Pelo pouco que tinha visto até então, Sussuros-Solitários era um cliath, mas ainda assim experiente o bastante para se tornar notoriamente reconhecido por toda seita, principalmente por sua atuação na noite anterior.

"Acho que vou precisar da sua ajuda..." - pensou, fechando os olhos por um momento. Igor, de imediato, sentiu o peito arder com uma fúria antiga, quente como o próprio sol.


"Estou sentindo cheiro de medo, garoto? Já esqueceu do sangue que você herdou, de quem você é?" - ouviu em sua mente. A voz era familiar e soava rígida, como sempre, fazendo com que o Presas voltasse a si.

"Tsc... você acha mesmo que eu estou com medo? Você pensar esse tipo de coisa de mim é quase um insulto. Ele é forte mas, se eu cair, quero cair arrancando um pedaço do desgraçado!" - respondeu, em pensamento, à voz que falava dentro de si.

O diálogo interno do Presas foi interrompido pelo anúncio da luta de Helenna.


- Boa sorte. - limitou-se a dizer.

A luta foi muito mais rápida do que Igor imaginava pra um duelo de luas cheia e, depois de um par de golpes, Helenna estava de volta à matilha.

- Boa luta, Fúria-Justa-de-Esteno. - cumprimentou a Fúria Negra e, em seguida, voltou-se para a matilha. - Agora temos uma oportunidade e tanto de trazer Glória para a matilha, somos 4 nas finais.

Quando Degan tocou no ponto da matilha do Naurú, Igor ouviu a resposta de Olhos de Gaia e assentiu, em concordância com seu Mestre de Rituais.

Mais combates se seguiram e o lua crescente os apreciou, de braços cruzados, tentando absorver ideias e observando os dons utilizados. Uma pequena confusão se iniciou novamente no meio da Fortaleza de Gaia e o Presas passou a dividir atenção com a Assembléia, imaginando onde aquilo ia dar.

"Eles não cansam, por Gaia! Parecem ter gosto pela desonra e desgraça."

Com a nova pausa no torneio, Sombra-de-Loki tomou o osso e começou a relatar uma missão improvisada no Jardim Zoológico. Inicialmente, o que parecia ser um relato casual de uma missão de importância secundária, se transformou num caso macabro envolvendo rituais malignos com animais e dançarinos da espiral negra.

"Esses animais... não é só coincidência, não pode ser. Eles representam os totens das matilhas da Zona Oeste." - pensou o Presas, intrigado, passando o olho cada uma das matilhas.

Imediatamente após o relato, seu oponente no combate que se aproximava, Sussuros-Solitários, pediu a palavra e compartilhou a conclusão a qual chegara, que era a mesma de Igor.

Então, algo completamente inesperado aconteceu. Alma-da-Bruxa, a Fúria Negra que lutara há poucas rodadas atrás, tirou uma misteriosa coleira invisível, dando início a uma auspiciosa mudança climática, com direito a nuvens carregadas e ventos sibilantes que cortavam a clareira.
Voltando à forma humana, a Fúria começou a caminhar num devaneio profético em meio à Assembléia, falando da Noite Sem Fim e da queda das Seis Matilhas.

Aquilo era estranho sobremaneira, e os músculos do Presas se retesavam pela tensão do momento. No meio da clareira, ela profetizava sobre a queda dos lobos e, em seguida, sobre a queda da matilha de Garras-do-Falcão-Noturno, composta pelos impuros da seita.

Alma-da-Bruxa também profetizou sobre a Fortaleza de Gaia e sobre a Sangue Forte de Luna e, em seguida, parou exatamente diante de Igor, desferindo-lhe um poderoso tapa, do qual o Presas sequer teve reflexos para responder de tão atônito que estava diante daquilo tudo.

"Não... não... a Canção da Alvorada!" - o lua crescente passou o olho ao longo da Assembléia, tentando capturar as reações, principalmente no meio da sua tribo. Sua respiração estava sobressaltada, a última coisa que ele queria era que a profecia da Canção fosse exposta daquele jeito. Esperava que a seita simplesmente não entendesse, que ignorasse o que fora dito pela Fúria sobre ele.

A profetiza falou da necessidade de reatar a aliança de sua Casa com Luna, e Igor sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria de prestar contas com a Rainha da Noite em nome de toda sua linhagem. Mas o Presas sabia que o perdão de Luna não viria sem muita dor e sacrifício.

A última parte falava de seus deveres, em unir as matilhas da profecia e cumprir o destino renegado pelo "Asa de Rato". Imediatamente, o lua crescente olhou para Kiba.

"Cumprir o destino que o covarde renegou..." - pensou enquanto encarava Asa-Renegada, com as presas inconscientemente à mostra.

Então, a profecia passou aos demais membros de sua matilha. Primeiro, sobre Cordas Trêmulas e sua filha, e sua inexorável ligação com o Fim das Coisas; sua traição a Helenna parecia quase impossível, dada a aparente proximidade das duas, mas não se sabia o que reservava o futuro.

Black-Hat tinha um destino ligado ao Reino Cibernético e, numa missão maior ao lado de Legado-do-Trovão, teria papel crucial nos últimos dias.

Olhos de Gaia devia salvar os lupinos, provavelmente da caçada da Barata Partida fora profetizada anteriormente, além de também ser sua a missão de resgatar os espíritos adormecidos e, surpreendentemente, tentar matar a Weaver.

Espírito-Tranquilo tinha sua profecia sobre a Coroa de Gaia, onde ele seria o único puro o bastante para tocar uma de suas jóias.

A profecia de Degan parecia mais obscura aos entendimento de Igor. Ao passo que ele se tornaria um líder para os Wendigo, teria que matar dois filhos e, o filho vivo, lutaria ao seu lado. Não sabia se a profecia estava sendo literal ou era algum tipo de analogia a algo que o Presas não entendia. Por fim, dizia que ele se tornaria braço direito do Último Rei e, se a Canção da Alvorada e aquela mesma profecia estivessem corretas, era de Igor que a Fúria falava. O lua crescente deteve o olhar no beta por um par de segundos, com as sobrancelhas arqueadas em completa surpresa.

Legado-do-Trovão, seu alfa, fora o último a ser citado pela profecia. Ao que parecia, ele cumpriria seu nome de batismo e guardaria o legado de Garras-do-Trovão, filho do Margrave e líder da seita.

Quando a lua crescente se dirigiu finalmente à última matilha, a Olhos da Tempestade, Igor dispensou olhares aos seus irmãos. Estava confuso, sem saber bem o que dizer, e buscava encontrar nas reações dos demais um norte para a sua própria.


- Certo, acho que vocês precisam saber de algumas coisas... - disse, um tanto reticente e, então, respirou profundamente.

Invocador-do-Abismo fora declarado como maior amigo da Olhos da Tempestade, o que deixou o Presas um tanto surpreso dada a sua relação belicosa com Sussuros-Solitários. A profecia sobre a "matilha dos prodígios" envolvia muitos espíritos poderosos aliados da Nação, como a corrupção do próprio Uktena, e o despertar dos espíritos totem das tribos perdidas, o Avô Trovão e o Wendigo, o Fenris, além dos espíritos dos Orixás. Sobre eles recaía a responsabilidade de reunir as 16 tribos, o que era, por si só, uma missão que beirava o impossível.

Uivo-Flamejante e Espírito-Tranquilo deveriam buscar os remanescentes perdidos, e isso fez com que o Presas lançasse um olhar para o filho do Unicórnio.

O lua crescente se surpreende com a menção de que sua vida estaria, em algum momento, nas mãos de Skullhead, e isso o faz encarar o Andarilho com atenção por alguns instantes. Ossos-de-Carvalho estabeleceria uma aliança de guerra com o povo de Arcádia e os lideraria no Fim.

Antes de desmaiar, Alma-da-Bruxa profetizou o que, de fato, Igor achara a parte mais importante da profecia: as matilhas deveriam se unir. Muito do que o lua crescente pôde presenciar até o momento levava ao diagnóstico que a seita estava doente, numa profunda crise de confiança entre seus membros. Igor expirou, tendo em vista o enorme trabalho que havia pela frente. A profecia fora um presente de Gaia para que seus filhos se preparassem para as noites finais.

"Que a Mãe nos ajude." - pensou o theurge, reflexivo.

Na primeira oportunidade, Sussuros-Solitários decidiu se manifestar, na tentativa de emular as matilhas a cooperarem entre si. Pela primeira vez, Igor percebera o quanto o lobo era eloquente e hábil com as palavras, como se tivesse nascido em duas pernas. O Presas chegou a cogitar em se manifestar também mas, no momento, julgou sábio manter-se em silêncio. O que tinha de ser dito já fora dito pelo lobo e, embora acreditasse ele mesmo pudesse tê-lo de forma mais inspiradora, não objetivava entrar numa disputa por protagonismo, ainda mais depois de parte da Canção da Alvorada ter sido exposta para toda a seita daquela abrupta.

Olhos de Gaia, ao seu lado, ensaiou um uivo após a fala de Sussuros-Solitários, mas parecia ter engasgado no processo, como se tivesse levado um golpe. Temendo que alguma manifestação da Wyrm estivesse acontecendo no mundo espiritual, o theurge ativou seu dom de observar os mundos.


- Você está bem? - perguntou o lua crescente, com um tom apreensivo na voz.

Não havia nada no plano espiritual que pudesse ter causado a súbita interrupção no uivo do Filho de Gaia, mas Igor pôde perceber que vários Lunos começavam a se aglutinar no centro da clareira.


- Uma... outra Ponte da Lua? - disse, num tom baixo.

Segundos depois a Ponte se abre, e cinco garous saem dela, em sua forma de guerra.

Um a um, eles se apresentaram e, curiosamente, diziam vir para se juntar às matilhas de Elo-com-Luna e Garras-do-Falcão-Noturno, respectivamente, a Rainha dos Lobos e o Rei dos Mulos, segundo os recém-chegados.

Logo em seguida, Garras-do-Trovão tomou a palavra e deu as ordens sobre o que deveria ser feito ao término da Assembléia, sobre a aliança entre as matilhas. Por fim, designou Bit-Cois e Bardo-Forjador para encontrarem a possível colméia dos Dançarinos na região.

Era uma quantidade abissal de informação pra um espaço tão curto de tempo e o Presas mostrava um semblante pensativo, enquanto encarava o centro da clareira, imerso em suas próprias conjecturas.


Última edição por Igor Petrunov em Dom Maio 20, 2018 4:36 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Clareira Central

Mensagem por Hagen Bernhardt em Sab Maio 19, 2018 11:32 pm

Hagen estava sendo impulsivo demais nessas últimas horas, não sabia se poderia ser o que Acontecera com Lotte ou a apreensão de estar longe de casa, crescer dentro de um caern e ter que modificar tudo em sua vida, não saber nem ao menos a língua local era complicado.

"Estou atropelando as coisas.


Pantaneiro encara Hagen sem se abalar com a intimidação do Fenrir, era meio notório que a troca de olhares remetia a um acerto de contas posterior. Depois da intimidação da Portadora o Fenrir se calara e não iria mais expressar sua opinião ou vontade que não cabia mais dentro da assembleia. A Matilha tinha o que conversar, ali não era o momento e antes que chamassem mais atenção pela negatividade, ficaria no seu canto. Hagen pensa na palavra da portadora, falando que um membro fora julgado e queimado pelo Boitatá no momento ficando abalado pela visão que tivera. Nunca em sua vida tivera algo assim, uma visão, algo tão real e doloroso, tão terrível e apavorante. O fenrir olhava para o Boitatá e fecha seus olhos, envolto em seus pensamentos e ainda assim pensa nessa história de um membro da matilha que queimara para o totem.

"Gaia, me auxilie para fazer o certo, não quero este fim."


A vitória de Cólera-de-Balder passara e não fora comemorada. Hagen sente o quanto aquele acontecimento chamou indevidamente sua atenção de uma maneira que deixara passar uma luta entre um irmão de tribo. Hagen pega o seu Hidromel e toma um longo gole, tenta se distrair e relaxar um pouco a mente, Chamas, Lotte, olhares, Pantaneiro, ancião... Eram muitas coisas para se pensar e alinhar pensamentos.

"Melhor chegar com calma..."


O Osso era colocado disponível e um Fenrir chamado Sombra-de-Loki o pega e começa um grande relato. Não era um Skald, mas Hagen se levava pela história de glória e batalha aonde os fenris se mostravam e pensa que adoraria ter participado de algo assim. Foram combatentes e deveria ser um aprendizado e honra, Hagen sorria sozinho em algo que não conseguia controlar e era espôntaneo e assim quando Ira-de-Thor pega o osso terminando ali o relato fenrir, Hagen fecha novamente a face.

"Jörmungandr tem muitos filhos nessa cidade, Draugrs e Espirais negras...Quero combater todos, como gostaria de ter participado disto..."


Sussurros-Solitários pega o osso. Fora exaltado pelos Fenris e assim os honra também, Hagen observa atentamente e pela confiança depositada nesse garou que era theurge e alfa de sua matilha. Quando o Godi começa a falar, ele atenta aos totens ali descritos de cada tribo e assim olha surpreso para seus membros, ninguém tinha falado sobre o totem ser um Urso, Hagen olha para a Juíza e tinha a vontade de falar algo, mas se calara e continuava olhando para frente.

"Um Urso? E pensar que minha mãe tem uma relação íntima com um Urso. Que surpresa agradável. Que tipo de ritual é esse? os totens das matilhas... Provável que terá muito trabalho pela frente..."

Após a fala de Presença-Sombria, Alma-da-Bruxa começa a falar, Hagen nota os céus se fechando e seus pêlos se mexendo com o vento, o clima ficara sombrio e Boitatá grita, deixando Hagen desconfortável com a cena, era algo místico acontecendo e assim a garou retorna a forma humana.

A garou corre gritando para uma matilha e depois para justamente perante à Fortaleza de Gaia. Novamente a garou corre e Hagen se sentia cada vez mais desconfortável com tudo o que acontecia, era o totem gritando e a garou falando, Hagen tentava se manter de pé, as palavras ecoavam em sua mente de uma maneira estranha, aturdido com o que acontecia, seus olhos e pupilas se dilatavam com todo o cenário de obscuridade e temor; Hagen nota o grande tapa que dera em um garou e tentava se manter de pé, aquilo era extremamente incômodo, finalmente depois de falar para matilhas e a sua voz estar ressonando nos ouvidos do Fenrir, Hagen vê que ela para no centro, desmaia e o totem volta ao seu normal, o MOdi vê colocarem a coleira e seu coração estava acelerado pelo clima que havia se instaurado, mas para o Fenrir era muito pior aquilo tudo, as palavras eram mais dolorosas do que para qualquer um.

"MALDITO IDIOMA!"


Hagen não entendera uma palavra do que Alma-da-Bruxa falara... mas sabia que não eram coisas boas e isso o deixava aquilo tudo mais angustiante...O Garou vê Siggy falar para pantaneiro e tentar amenizar as coisas depois do embate entre os dois, Hagen deixara isso um pouco de lado, depois a matilha conversaria, ainda estava observando e se perguntava o que diabos a garou em transe falou....

Flor-de-Lótus falara em Calma e Sabedoria, Hagen não entendia o que estava acontecendo mas tinha ciência que não era algo normal e muito menos bom, chega próximo da Philodox e fala em tom baixo:

' - Depois da Assembleia pode me dizer o que Alma-da-Bruxa falou?'


Hagen não espera uma resposta rápida, apenas segue prestando atenção na chegada de novos garous. Com os braços descruzados, o Fenrir não estava mais ponderado e firme, mas sim estava observando e curioso mas ofegante pelo Totem e pela forma como tudo se desenrolara. Assim falam sobre união de matilhas e aquilo mostrava a gravidade do que estava acontecendo. Havia muito a ser feito e logo também tinham ordens sobre a Colméia, em breve rastreariam esses monstros.

Sereno-Trovão se manifesta para Siggy e assim Hagen Escuta suas palavras, o garou sempre tinha frases daquele tipo, calmas e serenas, Hagen evita até olhar para ambos, não tinha o que pensar e nem o que falar.

" Esse dia está sendo muito louco..."
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Re: Clareira Central

Mensagem por Ossos-de-Carvalho em Sab Maio 19, 2018 11:37 pm

Ao voltar de sua derrota com Cólera-de-Balder, Ian aceita os cumprimentos de seus companheiros mesmo um pouco chateado, não estava puto por ter perdido, sabia que tinha lutado uma boa luta e fez o que pôde. Aceita a bebida de Uiv-Flamejante e fala:

" - Pelo menos agora vou poder começar a beber direito... "

Dá um grande gole no hidromel, limpa a boca com o braço e se posiciona em um lugar.

Vê a Theurge iniciando uma espécie de transe e começando a disparar profecias. Ian achava aquilo assustador, principalmente quando ela fala sobre a queda das 6 matilhas. Vê ela passando uma por uma até chegar na Olhos-da-Tempestade, onde as profecias também não eram melhores até que chegou a profecia sobre ele mesmo.

* Provavelmente ela vai dizer que vou morrer defendendo meus companheiros ou Gaia *

Ela fala que Ian teria que fazer as pazes novamente com o Povo Bom e liderar no Sonhar. Ele estava incrédulo..

* Não é possível.. não é possível.. Porque essa história não me deixa em paz? PORRA! Eu só quero deixar isso pra lá, esquecer o que eu fiz.. *

Ian queria apenas morrer em nome de Gaia, simples e direto. Ter seu nome cantado nas canções Garou e ter seu corpo queimado com honras.. Não achava que isso era pedir muito... Mas desde criança ele era amaldiçoado à enxergar o invisível e parecia que isso não ia mudar agora..

Ele bebe mais um gole de hidromel, até aquilo parecia amargo agora, lembra de já ter bebido coisas muito melhores no Sonhar, aquilo o agradava e ao mesmo tempo o dava ódio.. Não conseguia nem mais apreciar uma simples bebida direito... Taca a garrafa no chão com raiva.. e resmunga baixo..

"-Por que não podia só ser simples? "

Ao mesmo tempo, seu Alpha fala sobre a união entre as matilhas, Ian concorda com isso.. Apesar de tudo, Gaia parecia estar em boas mãos quando ele tivesse que partir..
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Sangue-dos-Quatro-Ventos (crinos) - Guardiões da Canção Ancestral

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em Dom Maio 20, 2018 12:29 am

Degan permanece quieto assistindo aos combates. Embora muitos não despertem seu interesse, ele sente um pouco a derrota de Invocador, dos Uktenas. Gostava da Crepúsculo da Wyld, e queria que mais Garou naquele Caern partilhassem do respeito que os Puros tinham pela Grande Avó, já que as coisas se encaminhavam para que ficasse por um bom tempo. 

Outra luta que surpreende o Wendigo é a entre os Puros Rugido-do-Tupilaq e Voz-de-Gaia. Uma pena que ambos tivessem que se confrontar, e uma pena maior que Degan nada pôde ver da luta. Contudo, como esperado, ele cura a Irmã Mais Velha e volta para seu lugar logo depois. 

Os outros combates envolvem os inúmeros Fenris daquele Caern. As lutas no geral acabam rápido, e Cólera-de-Balder vai para a final com o Fenris da Sangue Forte de Luna. 

O Wendigo parece às vezes divagar e desviar seu olhar para o nada, enquanto a Assembleia não aborda um tema que ele deva se manifestar. Ele nota um pouco o burburinho vindo da Fortaleza de Gaia, mas nada faz além de franzir o cenho e respirar fundo. 

É, eu acho que eles descobriram sobre a Impura Perfeita...

O evento seguinte é outra pauta com temas livres para que as matilhas se manifestassem. Deganawida, mais uma vez, se limita a assistir. Sentia um pouco da falta dos tambores kallegneq, da dança sobre o fogo, e a manifestação de seus ancestrais - Orenda, como chamavam os anciãos e manitous. Degan está quase novamente revivendo o momento em que ele aprendeu sobre a Canção da Criação, quando aquele Fenris Ragabash que participou dos julgamentos fala algo que atrai sua atenção imediatamente, como um urso negro a farejar mel:

Zoológico? Dançarinos?!

O Wendigo escuta todo o relato de Sombra-de-Loki. Há algumas horas, ele e sua matilha se deparariam com as mesmas cenas, caso não tivessem se atrapalhado tanto julgando aquele sujeito que foi executado imolado pelas chamas do totem. Degan se atenta para dois fatos: Primeiro, os animais que os malditos traidores da Grande Avó, os Dançarinos da Espiral Negra, sacrificavam pareciam guardar uma ligação com as matilhas da região onde Degan atuava. Segundo, esse ritual... Não parecia dizer respeito ao que o Wendigo mais temia. Era preocupante, mas não tanto quanto o Wendigo esperava. 

Vocês estiveram perto, seus desgraçados, muito perto... Não acredito que falo isso pela segunda noite, mas sou grato aos Fenris...

O Wendigo nota por fim, que os animais estavam espalhados por todo o Caern, inclusive alguns lobos. Ele olha sério em direção ao centro da Assembleia... Mas decide que não pediria a palavra. Se aquele Lua Nova fosse tão espero como parecia, ele não precisaria disso. 

Eu preciso falar com Okwanada logo... Tsc! 

Ele aperta o próprio punho, tentando jogar a mente para outro lugar, enquanto Sombra-de-Loki finalizava, e Sussurros-Solitários perguntava se alguém tinha mais algum conhecimento sobre a tribo caída. Nesse ponto, o Wendigo cruza os braços e quando pensa que vai ouvir sobre esses malditos, uma Fúria Negra começa a agir de modo estranho... Ela remove algo de seu pescoço, que não estava lá, e à medida que começa a falar, Degan sente-se estremecer: as nuvens se revoltam, o Boitatá urra e a Fúria ganha a Assembleia com uma profecia. 

A expressão de Degan é um misto espanto e tristeza, em um primeiro momento, com indignação e raiva quando escuta mais uma vez o que o destino lhe sugeria. Ele encara a Assembleia, bem como a profeta e os céus como um caçador olha para montanha em seu caminho durante uma tempestade. Durante o primeiro trecho, ele busca registrar a reação de Rugido da Matilha dos Lobos Incansáveis. Degan gostava muito dos lupinos de modo geral, porque os achava excelentes juízes de caráter, e representavam um mundo que desaparecia cada vez mais rápido, tal qual muitas das tradições familiares que tinha aprendido... Infelizmente Alma-da-Bruxa leva as palavras de perdição marcando primeiro os lupinos do Caern, para tristeza de Deganawida. 

Então, o segundo sinal: A matilha de Garras-do-Falcão-Noturno cairia em seguida. As orelhas de Degan se eriçam quando a mulher menciona um grande Caern no norte da terra e ele arregala os olhos, pensando se tratar do Caern do Gelo Cantante, de seu velho pai, Quebra-o-Urso. A Fúria fala em heróis dos Fenris e em uma aliança com a barata e com o descaso que marcariam a matilha, e que, por fim, Boitatá os largaria. O Wendigo se lembra da visão que teve naquela tarde com Sussurros-Solitários. Os Irmãos Puros, que já tinham muito para pôr em dia, teriam de se reunir novamente. 

A mulher corre, desvairada e para frente à Matilha de Pantaneiro e Asa-Solitária, agora, Renegada. E os marca com o terceiro sinal: Asa-Renegada lutaria com os próprios filhos. Degan quase rosna, porque ele já havia ouvido isso, e sabe o que viria para ele... 

O vento sopra mais forte, um vento que Deganawida conhecia, porque ele se lembrava do mau agouro: Era o mesmo vento negro que soprava sem o espírito  Grande Wendigo. O mesmo vento negro que soprou quando a petrolífera chegou à Reserva 41... Boitatá urra de dor, e a Fúria se volta para a Sangue Forte de Luna, marcando-os com o quarto sinal: Um líder iria vencer... E um Rei da Noite deveria ser vencido... Degan não era um xamã, ele não entendia nada de profecias, mas liga o Rei da Noite quando a Bruxa fala com o Senhor das Sombras, aos vampiros da outra noite... Afinal, não era um Rei das Sombras que eles haviam enfrentado?... As informações voavam, até que a profetisa interrompe seu ritmo e caminha em direção à Matilha do jovem Wendigo.

Ele mais uma vez arregala seus olhos: definitivamente não esperava pelo golpe que a profetisa desfere no Angalkuq dos Presas de Prata... Chamando-o de Rei. E assim, ela começa o quinto sinal: Ele seria rei. Um rei no meio do Apocalypse, saído de sua matilha. Em seguida, ela encara Cordas-Trêmulas, e reservava à Impura Perfeita um destino muito pior do que aquele que ouviram da Canção do Uirapuru na noite anterior. A Impura seria um arauto da Wyrm se não fosse morta por Asa-Renegada... A própria Fúria-Justa-de-Esteno cairia, caso tentassem mudar o destino da filha da Fianna. O destino negro que Alma-da-Bruxa trazia era mesmo geral: a Ragabash de sua Matilha deveria ir para o Reino Cibernético, Olhos-de-Gaia precisaria encontrar o Coração de Gaia, aparentemente, ligado aos espíritos do Uirapuru. Já o outro Filho de Gaia trataria diretamente com as jóias da Coroa... Então chega a vez de Degan. Ele a encara, e sente seus pelos se eriçarem. 

Diga logo o que tem que dizer. Eu já sei...

E ela sela mais uma vez o destino que o Uirapuru havia lhe contado, e antes dele, Okwanada... Mas agora, ele também estaria ao lado do rei. A face de Degan se contorce um pouco: Mesmo que o Wendigo resistisse ao máximo, ele sempre alimentava a esperança de ouvir que seu destino não lhe pediria que tirasse a vida de seus filhos. Ele sente a indignação alimentar raiva, mas se contém. 

A Bruxa passa para Legado-de-Trovão, e dá o sexto sinal para a Olhos da Tempestade: Sussurros poderia cair para a Serpente de Chifres se fizesse as escolhas erradas, e Degan não consegue deixar de associar isso aos pactos de sangue que os ventos diziam que o Irmão Mais Velho podia fazer... Ele sente pelo irmão e deseja profundamente que o Uktena não se perdesse, até que outro ponto aguça sua audição: Os totens das antigas tribos poderiam ser trazidos de volta pelo lupino. Ele escuta sobre a perdição de Grande Wendigo e lança um olhar para o juiz da Olhos da Tempestade, e se lembra do grande espírito que Wendigo trazia consigo e sua ligação com as tempestades...

Wakinya Tanka, do bater de asas trovejante. Tsc... 

A União de 16 tribos, liderança dos Fiannas e de "Arcádia" também marcam os membros da última matilha, encerrando os sinais, e levando a Bruxa à exaustão. Depois da torrente de informações, Degan parece com raiva, ao invés de espantado. Ele observa a reação dos demais membros de sua matilha, e escuta as palavras de Sussurros e do líder da Seita, pedindo a União. Eis que Olhos-de-Gaia parece pressentir um mau-agouro e uma ponte de lua se abre, trazendo mais Garous ao Caern. O Wendigo toma isso como o início da profecia. Mesmo assim, ele olha para seus irmãos e companheiros de Matilha. De todos ali, ele já havia visto seu destino, o odiava como o inferno, mas já havia confrontado seu Ancião e recebido as respostas que precisava receber. 

Gaia! Eu deveria entrar na garganta da Serpente de Chifres e arrancar sua língua para que nunca mais tente macular a Grande Canção!

" - Ouçam o líder desta Seita. São muitas informações e nós mesmos temos muito a falar um com o outro."

Ele passa seu olhar pelos demais e se detém por alguns segundos a mais sobre o Theurge dos Presas de Prata, enquanto continua:

" - Eu já ouvi pelo menos três profecias desde que chegamos... Cordas-Trêmulas e Olhos-de-Gaia estiveram comigo durante uma delas. Precisamos nos voltar para o que deve ser feito agora, que é onde vivemos."

Ele estava sério, mas continua:

" - Vamos fazer como sugeriu o Uktena. E Filho-da-Alvorada, eu tenho que conversar com meu tio que também está no Conselho de Anciões. Vou acompanhá-lo e enquanto falo com Okwanada, você fala com Fênix-de-Prata. Prometo ser breve, Legado-do-Trovão."

O Wendigo parecia se endurecer a cada vez que ouvia aquelas palavras... Mas dessa vez ele parecia estar mais inclinado a agir. Ainda com a cara fechada de indignação e um sentimento de impotência diante do destino, Degan aguarda a resposta de seus irmãos. 

OFF:

Angalkuq = Theurge na língua dos Puros
Wakinya Tanka = Pássaro-Trovejante da ninhada do Wendigo
Serpente de Chifres = Wyrm
Kallegneq = tambores sagrados dos puros
Orenda = Poder, energia vinda da Umbra e dos Caerns
Manitou = Espíritos dos Puros
Okwanada = termo respeitoso para Grande Ancião. Geralmente usado em família (língua Oneida)
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Re: Clareira Central

Mensagem por Arauto-da-Morte em Dom Maio 20, 2018 1:44 am

Forma atual - Crinos


O Lobo pega o osso e distribui aquilo mais próximo de diplomacia que poderia advir de um nascido Lobo.


*Apesar de tudo, há algo de extremamente calmante na honestidade demonstrada pelo lobo*


O fato trazido ao fim de seu relato era mais preocupante, o Ragabash a muito não se permitia acreditar em coincidências, porém, como falara o senhor das sombras, a Wyrm também tinha suas profecias.


Parecendo evocar o poder da palavra, inesperadamente uma garou controversa da Seita entra em um inegável momento mediúnico, e, imediatamente o ambiente, seita e a personificação do totem reagem à este.


Baixando-se sobre as quatro patas e aproximando seu torso do chão, Hadrian estabiliza-se para resistir aos fortes ventos que se apresentavam e ficava-se totalmente na profecia que começava a se desenrolar em frente à seus olhos.


*APOCALIPSE


A fúria negra começava relatando sobre o início da noite longa, está se daria quando as seis matilhas caíssem, e, para a surpresa do Ragabash, a profecia não para por aí.


Inicialmente cairia a matilha que personificaria a essência de ser Lobo, seu território inundado por um rio negro, totens aliados falhando em batalha e a barata sendo rachada e, parte desta, caçada. 


Hadrian fazia um esforço para destacar todos os pontos de interesse que eram relatados.


Depois cairia a matilha dos impuros, ou assim Royce entendia...


*Caern do Norte...*


voltava-se então a bruxa para a terceira caída, a desgastada Fortaleza de Gaia.


*Que diabos é a barata metálica*
 
É assim a profecia se desenrola, dessa vez mirando os filhos de naru...


*Caern da floresta cair...*


Desta vez, a garou para em frente a um recebem chegado presa de prata, desferindo-lhe um sonoro tapa e à ele são incumbidas responsabilidades altíssimas...


*Ultimo rei, destino de asa do rato*


Hadrian controla os impulsos da raiva que sentia daquele garou que não conhecia, escutava tanto falar sobre o fratricídio entre irmãos de matilha que as memórias da noite anterior apenas temperavam sua fúria e a lembrança do renegado comendo displicentemente seu totem tribal por mero capricho turvava a solenidade daquele momento.


Os destinos começam a ficará mais cinzentos e ainda grandiosos com a quinta matilha a cair, a matilha de seu antigo alfa, da mãe da impura perfeita e do anunciado último rei.


Por fim, aquilo que falava através da garou para em frente à eles, Hadrian começa a escutar, e, inevitavelmente o peso se abate sobre ele como uma tonelada de ferro frio.


O Ragabash sabia muito bem o poder das mentiras, mas, a nem todas as palavras do mundo poderiam relatar o colosso que era uma verdade incontestável, e, naquele momento, ele sabia estar de frente à uma destas.


Cada um deles encontraria sua ruína ou sua glória em seu caminho, ao tocar em seu nome,  Hadrian novamente sente o sopro sobre as brasas de sua fúria. *SET, o pai de todas aquelas abominações*, escuta todo o relato, assombrado com o que era dito.


Neste momento, uma imagem da lua crescente que o batizou lhe vem à mente “Tudo aquilo que cruza o caminho da sombra da coruja não pode permanecer o mesmo, e, tu serás uma força alteradora sobre o mundo”.


Percebendo a fúria com que encarava a vida, o Peregrino fecha os olhos e pede um silencioso perdão.


Percebe então que não sabia à quem pedi-lo, pois, o pensamento em seu mentor apenas o trazia mais fúria, mais uma vez envergonhado, perde perdão à coruja por sua falta de sabedoria.


Ele não viveria mais às sombras, levaria-as consigo se fosse necessário. Ele seria aquilo que os espíritos destinaram à ele, ele seria uma força alteradora, e, à sua frente, desenrolava-se um destino fluido. Hadrian não seria uma testemunha deste, seria um catalisador.


Ao final, a garou cai, os ventos sessam e a matilha da mesma rapidamente a ampara.


Quase anestesiado pela verdade que testemunhará, o Ragabash assimila lentamente as reações de sua matilha, estranhamente, naquele momento, se vê mais solidário à cólera-de-balder.


*Será que eu seria capaz de lidar com tamanha fúria caso tivesse nascido sobre outra Lua? Ou já teria caído?*


“-Irmão, prometo que treinarei todos os dias, meu corpo e espírito, para que esta profecia jamais se realize e que, se um dia acontecer, que seja daqui a muitos anos, com a corruptora subjugada e que caiamos juntos em glória.”


Não existia nenhum traço de condescendência ou piedade nas palavras do lua nova, ele fora confrontado com uma verdade arrebatadora, e, naquele momento, conseguia proferir uma.


O olhar, agora sereno, do peregrino se dirigia aos clarões que denunciavam a chegada de novos garous por pontes da lua, estes se anunciam e cada um é remanejado às respectivas matilhas, sendo notória a filha impura de Estrela-da-manha e uma nova Peregrina entre os recém chegados.


*Rei dos mulos, o apocalipse cavalga enquanto nós estávamos dormindo, NÃO MAIS!!!*


Uma nova ferocidade aparece no rosto do Peregrino, um senso de dever, de propósito, abastecido pela fúria que sabia existir enjaulada em seu peito, lutando sempre para sair, mas, que naquele momento era o combustível de sua resiliência.
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Cólera-de-Balder - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 10:30 am

'- Eu não cair, você não cair e matilha não cair. Golgol Fangs-First me ensinar que profecias sempre ser ruins e apontar derrotas. Dever de nós é ser mais fortes que profecias e vencer.' - diz Siegfried com o semblante fechado, respondendo o comentário feito por Sombra-da-Coruja. Estava decidido a não precisar ser salvo por ninguém e a não deixar aquela profecia se concretizar na base da força.
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Assembleia LV | Quebra-do-Osso | Temas Livres

Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 10:34 am

Com o osso na mão, Bit-Coins tenta passar normalidade ao que não tinha nada de normal:

'- Muito bem irmãos, teremos tempo para analisar essa profecia com o devido cuidado logo ao fim de nossa cerimônia, mas quero lembrar que estamos aqui para recomeçar, escrever uma nova história e honrar o Boitatá, então, tomemos foco... alguém tem mais algum ponto para essa assembleia.'

Fênix-de-Prata pede o osso e diz:

'- Eu queria pedir que cada Theurge e cada Galliard dessa seita, em especial os da Zona Oeste, me procure amanhã em algum momento da tarde. Estou estudando a situação da umbra dessa cidade e quero dividir tarefas com todos para que possamos reestabelecer o mundo espiritual em plenitude. Queria pedir também para que as matilhas da Zona Oeste fizessem uma busca por anomalias na umbra local e que se encontrarem algo, venham imediatamente me comunicar antes de chegar perto.'

O tom do Mestre de Rituais era um pouco macabro e aumentava ainda mais o clima de tensão na já tensa assembleia.
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Re: Clareira Central

Mensagem por sussuros-da-weaver em Dom Maio 20, 2018 10:39 am

Sussurros-da-Weaver pensava que não poderiam existir mais reviravoltas naquela assembleia, afinal julgamentos rapidos e com reviravoltas espetaculares, lutas igualmente espetaculares, e toda hora chegavam mais garous para engrossar o caldo daquela seita,mas João não podia estar mais errado, e a cereja do bolo veio quando alma-da-bruxa tira seu colar até então invisível ,e joga a bosta no ventilador.
“PUTA QUE PARIU!” era o pensamento recorrente na cabeça de João, a seita onde ele se encontrava não era importante para os eventos que precederiam um apocalipse distante, era o próprio epicentro do apocalipse, as revelações de alma-da-bruxa era catastróficas ,agora ele não poderia ficar calado e preservar os gigantes egos dos garous daquela seita, havia coisas coisas de mais em jogo. TUDO ESTAVA EM JOGO...se aquilo tudo for realmente verdade.
O lua Nova pede o osso e apela para o restante da seita:
“-Caros companheiros, Eu REALMENTE não queria estar falando aqui, mas os nossos papeis no mundo são escolhidos por Gaia e aos luas novas ela deu o papel de advogado do Diabo, nós podemos tomar por literal a profecia de alma-da-bruxa e nos lamentar do destino que nos foi dado, mas tambem temos que lembrar que existiu um ritual da corruptora mirando as matilhas citadas na profecia, e que essa profecia pode ser um artificio gerado nesse ritual pra quebrar essa já maltratada seita... De uma maneira ou de outra , se aqui for mesmo o epicentro do apocalipse , não há mais espaços para erros baseado no ego ferido de Garous que deveriam ser heróis, e infelizmente eu tambem tenho que me dirigir aos lideres do Caern quando pergunto isso(João engole seco): egos de lado, tudo isso não esta acima de nossa alçada? Tudo que acontece aqui não remete a nação Garou como um todo? Não deveriamos chamar o Rei da nação? Se conseguiram controlar estrela-da-manha o nosso totem, o que impede de controlarem as profecias? TUDO esta em jogo e gaia não pode sofrer estas perdas,sera literalmente o FIM. Eu não poderia ser omisso ao questionamento ,me desculpem. ”
E João volta para a sua matilha,entregando o osso novamente ao lider da seita aguardando respostas do Alto Conselho como um todo.


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Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 10:53 am

Fênix-de-Prata, líder dos Presas de Prata pega o osso e responde duramente ao Andarilho do Asfalto:


'- Se o Rei da Nação achar que tem que vir para cá, ele virá. Mas os assuntos de cada Caern cabem ao Alto Conselho de cada Caern. Se o Alto Conselho decidir que irá pedir mais reforços, mais uma vez. Mais do que já foram pedidos ontem. Mais do que já foram pedidos pela própria Estrela-da-Manhã e trouxe a maioria de vocês até aqui. O que não podemos é nos tomar por desespero e correr para o colo do papai chorando. Profecias acontecem em todas as seitas, envolvem milhares de Caern e as seitas tem o dever de lidar com isso.'


Fênix-de-Prata segue falando:


'- Enquanto estamos desvendando a profecia para evitá-la, Albretch combate a Zyzach, a Sétima Geração e inimigos que podem destruir não apenas esta Seita, mas todas as Seitas. Sejamos adultos. Aceitem que não são mais filhotes e que estão numa situação em que serão nossos atos, de todos nós, que decidirá entre nosso sucesso e nosso fracasso. Não adianta Albretch, Mary, Evan, Margrave e mais quem quer que seja vir para cá se as atitudes dos Garous dessa seita não se modificar e, principalmente, se cada um deles não assumir as responsabilidades que tem pela frente. Se não por si, pelos seus filhos. Se não pelos seus filhos, por tudo que conhecemos. Não é de erros de Albretch que a profecia fala. É de erros de vocês. É da queda de seis matilhas que não possuem mais o direito de errar. E o que a Seita puder fazer para evitar isso é tarefa do Alto Conselho colocar em prática.'


Finaliza dizendo:


'- E quanto a egos, vou ignorar o desrespeito para com todos aqui, uma vez que é apenas um cliath e não sabe o que diz. Se acha que tudo se resume a egos, não entende nada do que é uma sociedade como a nossa. Acho que a Galliard de sua matilha pode lhe ensinar mais sobre como nos organizamos, tudo que passamos, como sobrevivemos e como aqui chegamos. Não é uma questão de ego, jovem, é uma questão de responsabilidade. Caerns estão caindo e precisam ser salvos. Essa seita tem seu dever a cumprir, como tantas outras tem e como o Rei da Nação tem.'


Trovão-Inquisidor pega o osso e fala:

'- A presença do Rei não é necessária, Margrave Konietzko esteve, hoje, na cidade e designou a mim e à Presença-Sombria a tarefa de se unir a essa seita e manter o Conselho de Anciãos da Nação sempre informado de tudo que acontece aqui. Não se preocupem, o Rei e todos os Anciãos tribais sabem e saberão o que se passa no Rio de Janeiro. Mas eu quero ressaltar o que disse o jovem criticado por Fênix-de-Prata. Eu faço minhas as palavras ditas por ele e espero que quando informado de tudo que aqui ocorreu, que não apenas o Rei, mas todos os líderes tribais da Nação dirijam-se ao Rio de Janeiro.'
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Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 11:05 am

Sombra-da-Justiça pede o osso em seguida e fala:

'- Eu queria, como juiz, deixar claro que o pedido do Lua Nova não fere em nada nossas leis e tradições. O Alto Conselho é o coração que dirige uma seita, mas uma assembleia é soberana e, como concordo com cada palavra dita aqui por Sussurro-da-Weaver, eu gostaria que essa assembleia soberanamente decidisse por um solicitar, enquanto Seita, a presença do Rei da Nação e dos Líderes Tribais aqui no Rio de Janeiro. A Nação Garou precisa de um conclave para lidar com essa situação. Não podemos ser levianos.'

Mão-do-Rei, Ragabash dos Presas de Prata pega o osso e discorda:

'- Eu discordo de Sombra-da-Justiça não quanto ao mérito, mas quanto ao método. Acho que, sim, o Rei precisa ser avisado. Acho que Trovão-Inquisidor já resolveu essa questão e estamos discutindo apenas por conta dos egos feridos que Sussurro-da-Weaver evidenciou. Mas lembro que isso aqui não é uma democracia humana e que os pontos em que há discordância numa assembleia não são votados, são decididos pelo líder e sua decisão só pode ser modificada pelo Alto Conselho ou pelo Conselho de Líderes Tribais, sendo assim, não cabe a instância assembleia decidir, quem tem que decidir é Garras-do-Trovão, alfa desse Caern.'
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Re: Clareira Central

Mensagem por sussuros-da-weaver em Dom Maio 20, 2018 11:25 am

João pede novamente o osso, e em tom conciliatório fala:
"-Me desculpe,Fenix-de-prata.Não era minha intenção desrespeitar nenhum dos presentes,longe disso. Eu só não poderia me furtar ao papel do meu augurio e não abrir essas questões para seita, e ser respondido em assembleia para que todos saibamos dessas respostas.As profecias tratam dos Garous dessa seita e disso nos não podemos se eximir,pois as consequências seriam nefastas. Mas como o senhor bem pontuou,nos somos cliaths sem direito de errar pois ha coisas demais em jogo, e eu não poderia deixar de jogar uma luz nessas questões. Eu agradeço pela respostas do ancioes" termina sua fala João meneando com a cabeça para seus interlocutores.
Enquanto Sussurros-da-Weaver se afastava ,pensava: é justamente desse ego que eu estou falando. E espera que os garous ali presentes vissem o mesmo.
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Flagelo-da-Wyrm - Assembléia | Sangue-Forte-de-Luna

Mensagem por Flagelo-da-Wyrm em Dom Maio 20, 2018 11:38 am

Crinos


Flagelo acompanha o debate levantado por Sussurros-da-Weaver e acaba concordando com ele, se não controlarem os egos só afundaremos mais e a voz de Alma-da-Bruxa martela em sua mente.

Alma-da-Bruxa escreveu:Flagelo-da-Wyrm fenris precisar unir. Momento difícil tribo passar quando grande Caern da Floresta Cair. Inimigo mortal da tribo, Fenris precisar derrotar e unir garous para essa missão seu legado será.

Ele tenta espantar essa frase de sua mente, não tinha certeza sobre essa profecia, poderia estar errada e na verdade ele torcia que estivesse.

- Sangue-Sobre-a-Neve e Anda-Com-Espíritos, vocês que tem um conhecimento maior do mundo dos espíritos que eu, acreditam na possibilidade de Alma-da-Bruxa ter sido manipulada por um espírito corruptor e ter dito isso apenas pra aumentar o caos em nossa Seita?


Última edição por Flagelo-da-Wyrm em Dom Maio 20, 2018 12:03 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Clareira Central

Mensagem por Antonio Xavier em Dom Maio 20, 2018 11:46 am

Antonio Xavier ouve as palavras de Sussurros da weaver e percebe a verdade em sua fala em relação ao ego, ao poder. O poder separa e precisamos de união.

As falas seguintes, infelizmente, exemplificam o que foi dito bem no final da profecia. É preciso ver o que é qualidade em cada um, em cada ideia, pois não há ideologia perfeita: humildade antes tudo.

O portador da luz recita em sua mente as palavras:

"Ódio separar matilhas. Matilhas só ver coisas ruins e esquecer de ver coisas boas. Separadas, seis matilhas cair. Juntas triunfar. Destino de Gaia nas suas mãos está."
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Re: Clareira Central

Mensagem por Sussurros Solitários em Dom Maio 20, 2018 11:51 am

Forma atual: Crinos

O Uktena ainda atônito pelo peso das palavras da Bruxa ouve a fala do Ragabash filho da Barata e a possibilidade de alguém conseguir interferir com a magia ancestral de alguém poderoso como a Bruxa é praticamente impossível. 

O lobo ouve as respostas do conselho dos anciões e fica satisfeito. Todos que precisam saber do se passa aqui serão avisados mas a responsabilidade cai sobre os garous da Zona Oeste e não tem como fugir disso.
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Re: Clareira Central

Mensagem por Victor Montenegro em Dom Maio 20, 2018 1:07 pm

Após o relato Fenris, a liderança aponta Bardo Forjador e Bit Coins para localizar a colméia na cidade...

*Tudo que eu precisava... Desse jeito essa seita vai acabar se jogando contra um inimigo que não conhece... Não podemos mais perder garous assim.*

O Pensamento de Victor, entretanto, mal tem tempo de se completar. O Philodox prestava atenção no desenrolar dos acontecimentos quando percebe Alma da Bruxa retirar a coleira.

*O que diabos ela acha que tá...*

Profecia. E que Profecia. Uma a uma a bruxa narrava o destino e a queda de cada matilha da Zona Oeste. Victor escutava a tudo com atenção minuciosa, mas sua expressão permanece neutra, mesmo quando o seu destino lhe é revelado.

*Se precisa ser feito, será.*

Ao final do relato a bruxa cai desacordado e o Philodox passa os olhos pela clareira lendo como cada um ali havia recebido aquela informação e, aos seus olhos, os Garous mais novos pareciam muito preocupados.

*Não interpretem a profecia literalmente, vocês vão enlouquecer assim...*

Ao final da predição, enquanto a Fúria era cuidada por sua matilha, uma nova ponte da lua se abre e novos Garous chegavam para fortalecer o Caern. Uma impura em particular chama a atenção...

*McBride... isso explica algumas coisas.*

Victor percebe então a tensão dentro da própria matilha e se manifesta em tom baixo, audível apenas para os seus:

'- A profecia é forte, mas não deve ser lida de forma literal. Aquilo que vêm do além está normalmente encoberto por muitos véus e enquanto não sabemos mais, melhor nos focarmos no que foi dito ao final: juntos podemos triunfar.* - Victor dá um meio sorriso para seus irmãos e retorna sua atenção para assembléia onde, agora, Garras do Trovão acatava a sugestão de Sussurros sobre a necessidade da aliança da ZO e ja o nomeava líder.

Depois disso um ragabash debate com Fênix de Prata, mão do Rei, Trovão Inquisidor e Sombra da Justiça a necessidade ou não de um conclave e Victor, aparentemente sereno, apenas se presta a assistir as conclusões daquilo.


Última edição por Victor Montenegro em Dom Maio 20, 2018 5:56 pm, editado 3 vez(es)
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Pantaneiro (Crinos) - Assembléia / Fortaleza de Gaia / Todos

Mensagem por Yorick MacAlister em Dom Maio 20, 2018 1:08 pm

A Assembléia tinha seu prosseguimento e nela vinha o relato dos crias de Fenris em uma missão que simplesmente havia sido fascinante. Havia muitos Dançarinos da Espiral que não esperavam e mesmo assim, trouxeram a vitória para casa. O que mais chamava a atenção de Pantaneiro, eram os animais usados em seus rituais. Eram os totens de cada matilha.

"Isso não é bom..."

Não sabia o que a Profanadora pretendia com aquilo, mas era algo que deveria ser evitado. No final das contas, os Fenris traziam glória e preocupação. Sussurros-Solitários agradece e ressalta a necessidade da união provando que a mesma dava certo se todos agissem assim. Era uma grande verdade e Pantaneiro tinha consciência disso. É quando, Alma da Bruxa, sem se quer pegar o Osso, vai ate o centro e traz o caos!

Ventos fortes cortantes que mal deixava ficar de pé, Boitatá completamente ensandecido gritando, nuvens fechadas brotavam no céu. Uma loucura, mais louco ainda era aquela profecia lançada pela Garou. Havia a profecia para todos e uma pra cada matilha. Quando Alma-da-Bruxa parou em frente à Fortaleza de Gaia, Pantaneiro gelou.

"Putaqueopariu..."

Falhariam por não acreditar que podiam vencer. E depois, um a um dos Garous em suas preocupações. Para Pantaneiro, o ódio sufocava e aquilo o lançaria à Espiral, à Wyrm. Seus olhos se arregalam.

"Não posso deixar esse ódio dentro de mim ou vou cair pra Wyrm..."

Depois a matilha se definharia se não estivesse nela e aquilo causa mais espanto ainda.

"Isso não pode acontecer..."

Glória deveria ser alcançada e isso estava em seu objetivo. Falar menos e ouvir mais era uma lição recente que tinha aprendido ou se não morreria pela própria língua. Pantaneiro tinha seu destino entrelaçado com Padmatavi e Kiba, para quem dirige um olhar rápido, sem falar que a matilha inteira também dependia de seu sucesso. No momento seu coração estava assustado e preocupado com tudo aquilo. Escuta Alma-da-Bruxa falar de um por um e falava de mortes, de tragédias e os caminhos à serem trilhados.

"Mãe, me dê forças para que o pior não aconteça e eu tenha sabedoria para lidar com tudo isso! Eu te imploro!!..."

Pantaneiro percorre com o olho cada matilha receber sua profecia e ao final uma grande mensagem: o ódio separariam todos e levaria a vitória da Profanadora. A união deveria ser buscada e com toda certeza ela seria a maior arma de Gaia. Alma-da-Bruxa cai desmaiada, o tempo volta ao normal e Boitatá para de gritar. O silêncio reina e todos ainda estavam processando tudo aquilo.

Sussurros-solitários é o primeiro que pede a palavra de deixa a união prevalecer à partir da Olhos da Tempestade. Era uma boa atitude vindo deles. Antes que pudesse fazer o mesmo, sente um toque agradável em seu ombro. Ao se virar, uma outra surpresa. Era Siggy. Sussurrava em seu ouvido, seu tom de voz era totalmente diferente do anterior. Não havia arrogância, mas sinceridade e confiança. Vira-se para a Galliard e observa a mesma até tentar dizer mais alguma coisa e já não era necessário. Já tinha escutado tudo que precisava escutar. Antes que sua mão escorregasse, Pantaneiro pega a mesma no ar de segura em um gesto pleno de compaixão. Sorri levemente para a Fenris agradecendo sua atitude e então diz em um tom afável:

- Está tudo bem, Siggy. Seu respeito quero conquistá-lo e fazer por merecer. Suas garras e sua voz será a nossa salvação se estivermos unidos. Unidos triunfaremos, separados caíremos. Essa é a profecia. Sua desconfiança em mim é mais do que aceitável. Passei dias e momentos muito difíceis desde que pisei aqui, mas a cada segundo eu penso em como ser melhor e aprender com meus erros. À você prometo dar o meu melhor para ser um Alpha honrado. Obrigado por se preocupar com a Fortaleza de Gaia.

Um sorriso de gratidão é direcionado à Galliard. Com sua mão segura, acaricia a mesma com os dedos demonstrando compaixão. Ambos haviam começado com o pé esquerdo e aquele momento era um reconhecimento onde o orgulho havia sido deixado de lado e prezavam um objetivo maior, a vitória. Padmatavi pede calma e sabedoria. Captar a essência da mensagem era necessário. Sua atenção então se volta para uma ponte da lua que se abre e nela mais cinco Garous chegavam. Dentre eles, Ísis McBride, filha de Estrela-da-Manhã.

"Ela tem uma filha?!?!?"

O noite para se ter surpresa. Ísis vinha talvez para dar força à sua mãe e chegava em uma hora necessária para os Fiannas. De prontidão, as 10 horas estava marcado uma reunião com os líderes para uma aliança na Zona Oeste. Ao fim da Assembléia se reuniram e definiriam logo essa aliança. Nota que Hagen não entendeu nada do que Alma-Bruxa havia falado e pedia a ajuda da Juíza para explicar depois.

Por final, acompanha o pedido do Andarilho Ragabash recém-chegado e é duramente criticado, apesar de que no final, isso seria decidido ou não pelo alto conselho.
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Re: Clareira Central

Mensagem por Convidado em Dom Maio 20, 2018 2:00 pm

Siggy escuta alguém por perto tentar puxar um Uivo e se engasgar, seus olhos se fecham por um rápido instante diante do som dolorido. Já as palavras de Flor-de-Lótus não lhe trazem nenhum acalento, apesar de verdadeiras.

Com a aproximação de Sereno-Trovão e seu toque, Siggy se deixa relaxar visivelmente, seu corpo indo naturalmente um pouco para trás em direção ao outro.

-"Se as tragédias gregas nos ensinaram algo é que a ânsia por impedir uma profecia de se concretizar é sua real catalizadora." - Com tom decidido ela se dirige ao Theurge. -"Não farei nenhuma promessa vazia a você. Porém darei meu máximo para que  esteja sempre em segurança. Sobretudo ao meu lado."

E quando Pantaneiro pega sua mão e lhe responde, Siggy meneia sua cabeça concordando com suas palavras. "Darei meu sangue por essa matilha enquanto estiver aqui, é o mínimo que posso fazer. Talvez Gaia esteja guiando meus passos e, mesmo tendo vindo pelos motivos errados..."

A Skald sente a leve carícia em sua mão e, para variar, deixa de lado seus pensamentos. Saindo do espaço pessoal de Sereno-Trovão e se aproximando de Yorick, a ponto de sussurrar bem próximo a ele, Siggy fala "apenas" para seus ouvidos:-"Depois você usa essa sua mão em outro lugar, se quiser..." E recua dando uma risada, mas apesar de ser um tom divertido na brincadeira, seus olhos e expressões ainda continuam pesados.

Logo, a atenção da portuguesa volta-se para a Ponte da Lua se abrindo e para os garous que dela vinham e se apresentavam como MAIS reforços para duas matilhas específicas, um deles inclusive sendo filha da tanto falada Estrela-da-Manhã. Após isso, os ritos da Assembléia retornam de fato, tentando aparentar alguma normalidade que seria difícil para cada um deles sentir.

"Amanhã isso será debatido entre os líderes... Mas será uma discussão aberta ou sigilosa?" A Skald se questiona, enquanto observa Hagen, lembrando-se que o mesmo nada sabe de sua língua. "A ignorância, de fato, é uma benção. Mas que sensação horrível deve ser não entender a merda que acabou de explodir."

O osso continua sendo passado e Siggy guarda em sua mente a informação que deveria, como Skald, se apresentar a Fênix-de-Prata. Mas são as palavras contundentes e corretas de Sussurros-da-Weaver que lhe chama verdadeira atenção. As próximas palavras do Presas de Prata inclusive corroboram a questão de egos levantadas pelo Andarilho. Revirando os olhos com leve irritação, Siggy não pode deixar de pensar que aquilo era algo que afetaria toda a Nação e deveria ser propagado. E daí que poderiam ser apenas mentiras da Corruptora tentando enfraquecer seus corações e mentes? Se existia alguma chance de ser verdade, o impacto seria tão grande que a nação deveria estar avisada e preparada.

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ESPÍRITO TRANQUILO (crinos) - SEITA / NARRAÇÃO

Mensagem por Espírito Tranquilo em Dom Maio 20, 2018 2:41 pm

Devagar o albino se levanta, mantendo os olhos que expressavam um pouco de medo e preocupação, sobre Rob. 
 Em sua mente algumas coisas ditas ali se relacionam com histórias antigas que ouvira. Recorda sobre lendas sobre os fim dos tempos, ouvidas na seita anterior durante a infância, que contavam sobre a queda inicial dos lupinos e então quando todos os 6 povos caíssem seria o fim. Acreditava que aquilo tinha relação com diminuição de matas e florestas, extinção animal e junto os lupinos, e que seis povos era forma de falar sobre as nações de todas as regiões do mundo. Porém, o que ouvira ali da boca de Alma-de-Bruxa dava um novo significado, algo bem mais intimista e pesado.
 Perdido nos pensamentos, ouviu como algo distante o comentário de Igor, sobre terem coisas a conversar e o chamado de união das matilhas feito pelo alfa Uktena. Tomando maior atenção ao ver o engasgo do irmão tribal que numa troca de olhares recebe uma frase que o deixa confuso ali pela segunda vez do real significado daquilo.
 Logo uma ponte de lua se abre e surgem mais garous. Um pouco de preocupação o abate em vista da fala de Olhos-de-Gaia. Observa peocupado os garous que chegam. 
 Alguns pontos ali, o chama atenção: primeiro, era a narração dos garous terem sido guiados por seus espíritos e totens tribais até ali; o segundo, eram as palavras que usavam "rainha dos lobos" e "rei dos mulos"; terceiro, foi a já confirmação da fala de Alma-de-Bruxa sobre a mudança de configuração daquelas matilhas; e quarto, foi a reação de surpresa da seita frente a filha impura de  Estrela-da-Manhã, que indicava que tal filha fora escondida.

 *Fiannas... Sempre Fiannas... Impuro, sempre impuro... Aceitamos o caminho que Gaia nos fornece... Afinal...*

 Aperta um pouco os olhos ali observando a cena, desconforto interno o abate por um momento, Mas logo da um suspiro longo e volta a expressão resignada de sempre.
 Observa sua matilha um instante, vê o juiz que parecia irritado, e o desconforto entre Helenna e Grace. Não era por menos. Aquilo era algo muito complexo. E sobre eles algo muito pesado e dolorido, matar amigos e família.
 Ouve então o juiz falar de já ter ouvido profecias sobre si antes, só fazendo tudo parecer mais pesado.
 O olha com calma, queria fazer algo ali para ajudar, mas não tinha muito conhecimento dos integrantes da matilha.


 "- Profecias indicam caminhos... São avisos encriptados... N-nós consideraremos os avisos... Construiremos o amanhã... Um novo... E... Farei o que puder para preservar a vocês e seus filhos... Ainda tem esperança... N-não esqueça disso... P-por favor... Gaia não dá um caminho que não possa percorrer..."


 *Não posso errar... Por eles e por quem vem deles... Confiança... Mas, sem excessos, sem cair em vaidade e soberba... Que minha própria imagem me lembre sempre da minha origem e de humildade... Gaia ajudai esse filho que aceita o caminho que é dado...*

 Então após os garous novos serem colocados juntos de sua matilhas, o líder da seita faz indicativos de voltarem ao foco de assembleia, que era Boitatá, e depois discutirem.as informações. E o então ouve quem ele.como theurge deveria procurar no dia seguinte para conversar sobre a umbra.
 Ele acente com a cabeça e troca olhares com os outros theurges da matilha, mesmo temendo um pouco encarar o Presa de Prata, o futuro rei.
 Então um ragabash eleva a voz. Allen concordava sobre a problematica de ego, mas achava que chamar o Rei vigente poderia apenas trazer mais problemas e adiantar desgraças. Ele é duramente criticado, mas ao menos todos são informados que o Rei está ciente dos ocorridos.
 Bota por fim os olhos sobre Boitatá, com a cabeça meio baixa e tenta ler o estado do totem. E algo daquela profecia lhe vem a mente.

 * O filho do leão vive... É possível juntar todas as tribos... Espiritos antigos serão despertos... Boitatá está aqui presente e resiste... Temos esperança...*


 Seu semblante se tranquiliza.
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Pantaneiro (Crinos) - Assembléia / Fortaleza de Gaia / Todos

Mensagem por Yorick MacAlister em Dom Maio 20, 2018 3:44 pm

A resposta de Siggy vem como uma martelada. Outro sussurro em seu ouvido e Pantaneiro nesse momento sente um 'arrepau na cabeça do pio'. Era inevitável não sentir aquilo dito no pé do ouvido como havia sido. Seus sentimentos, naquela mistura de emoções estavam aflorados e aquelas palavras faziam sua imaginação flutuar. O primeiro pensamento era...

"Quero!..."

Imaginava sua mão deslizando pelo corpo da Fenris. Depois a Galliard recua dando uma pequena risada.

"Ela tá brincando com meus sentimentos ou talvez me iludindo?..."

A dúvida batia. Mas sua expressão era séria e pesada. O tom era de brincadeira, mas seu semblante demonstrava seriedade.

"Não... Não tá... Eita porra! Acho que ela disse sério..."

Pantaneiro se mantinha inexpressivo pensando naquilo.

"Ou tá?! Droga!! Talvez sim, talvez não..."

A dúvida era cruel, mas Pantaneiro sabia que toda brincadeira existia um fundo de verdade. Pensa em responder, mas qualquer coisa que respondesse ali, seria ouvido por todos e tinha consciência que estava sendo observado e avaliado por todos. Por isso se limita a dar somente um sorriso. Um sorriso safado de forma espontânea e discreta. Também era um sedutor incorrigível e isso dificultava tudo. Sentia-se na necessidade de flertar. Seu corpo pedia isso. Sua mente queria isso. Sua compulsão por fazer aquilo era maior que sua racionalidade daquele momento turbulento. Um sorriso safado que talvez também demonstrasse uma incerteza para a Fenris. Um sorriso que indicava ter entendido que era uma brincadeira... ou não. Antes de soltar a mão de Siggy, faz mais uma carícia, uma carícia mais firme e pisca discretamente com seu único olho para a Galliard.

Depois, toma por si a racionalidade e o peso de tudo que já tinha escutado naquela profecia. Vira-se e volta sua atenção para a Assembléia. Assuntos importantes estavam sendo discutidos e precisava prestar atenção em todos. O destino na matilha tinha que ser prezado e não existia mais margens para erros. Precisava focar no trabalho e deixar os devaneios do prazer de lado por hora. Assim faria.
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Grace(Crinos) - Todos

Mensagem por Grace Tavares Conney em Dom Maio 20, 2018 5:43 pm

O aviso de mau agouro de Olhos de Gaia, depois daquela arrepiante profecia, deixa Grace ainda mais apreensiva e como se para confirmar as palavras do Lupino, uma ponte da Lua se abre, revelando mais cinco Garous chegando para o Caern. A Alpha da Lobos Incansáveis é chamada de Rainha dos Lobo, e o Alpha da Renascidos pelo Fogo de Rei dos Mulos, em uma assombrosa confirmação da profecia de Alma-da-Bruxa. 
 
Contudo, depois disso o que mais surpreende Grace é a revelação de que Estrela da Manhã tinha uma filha Impura. Lança um olhar perplexo para a ex-líder do Caern, percebendo que muita gente na Seita estava tão atônito quanto ela. Se perguntava se alguém ali já sabia daquele fato, e esperava que isso não prejudicasse a Fianna em seu julgamento.
"Uma Impura Fianna conseguiu ser aceita na Irmandade de Herne, e uma Mãe de Impura conseguiu ser líder de um Caern. Eu fiz bem em me inspirar em Estrela da Manha. Há esperanças para mim e para minha filha." 

Gostaria de saber a história por trás de Isla McBride, mas achava pouco provável que alguém lhe contasse. De qualquer maneira, era mais uma Impura que acompanharia atentamente, e com quem gostaria de estreitar relações. 

Seus irmãos de Matilha fazem alguns comentários, aos quais Grace responde. 
- Precisamos, Filho da Alvorada. Todos nós temos muito o que conversar, como Sangue dos Quatro Ventos já disse. Legado do Trovão, você não pode faltar à reunião dessa dos líderes da Zona Oeste amanhã às 10 horas - o Senhor das Sombras parecia estar tentando mudar sua fama de faltar em reuniões, mas achara melhor reforçar - Sugiro que leve Sangue dos Quatro Ventos com você, por ele ter tanto conhecimento dessas profecias. E é como Espírito Tranquilo disse, ainda há esperança. Alma da Bruxa profetizou a nossa derrota. Vamos lutar pela nossa vitória. 
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Flor-de-Lótus - Matilha Fortaleza de Gaia

Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 7:25 pm

Inacreditável, à beira do apocalipse ainda havia espaço para flertes? E, em Crinos? E em uma assembleia? Padmatavi busca Luna com o olhar pedindo sabedoria pois previa dias muito difíceis naquela matilha. Sem tirar o olhar da assembleia, a Portadora da Luz Interior cutuca o Alfa da matilha:

'- Um alfa deve ser exemplo de retidão e respeito, Pantaneiro. Use o olho que lhe sobra para algo mais útil que tolos flertes.' 

Seu tom era sério e não buscar intimidar. Se aquilo fosse alguém, sabia que era papel de seu augúrio tomar as devidas providências. 
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Assembleia LV | Quebra-do-Osso | Temas Livres

Mensagem por NarraDiva em Dom Maio 20, 2018 7:37 pm

Estrela-da-Manhã pede o osso e diz:

'- Irmãos, calma. O jovem se expressou mal. Todos somos reflexos de nossas histórias e devemos respeitar aqueles inferiores a nós, assim como estes devem respeitos aos de posto mais elevado.'

A Anciã olha para Garras-do-Trovão:

'- O Alto Conselho não pode desfazer uma decisão do líder. Os membros do Conselho são conselheiros, a decisão, como nas matilhas, cabe ao líder. Nem mesmo o Conselho de Líderes Tribais pode desfazer uma ordem de um líder, este, no máximo, com ampla maioria pode destituir um líder, mas nunca interferir nas decisões de um líder.'

A Fianna encerra falando:

'- Sendo assim, Garras-do-Trovão, por favor, dê um basta nesse tema. Tome uma decisão.'

O Senhor das Sombras concorda com a cabeça e fala:

'- Estrela-da-Manhã está certa. Esse assunto está encerado. Presença-Sombria e Trovão-Inquisidor irão informar à Margrave e eu convidarei o Rei Albretch a uma visita ao Caern para conversarmos sobre os acontecimentos recentes.'

O osso seguia disponível para quem quiser se manifestar.
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Réquiem - Equilíbrio da Força - Sangue Forte de Luna - Todos na Assembleia

Mensagem por Angelique T. Albrecht em Dom Maio 20, 2018 7:48 pm

Forma Atual: Crinos

Prestando atenção no que Presença Sombria dizia, Angelique mal percebe que Alma da Bruxa retirava alguma coisa do pescoço.

*Aquela coleira já estava lá?*

Se perguntava confusa enquanto nuvens enchem o céu e ventos fortes tomam a Clareira. De olhos arregalados, Angelique ouve o grito do totem da seita que parecia em desespero. Alma da Bruxa tinha a completa atenção da Impura, e com certeza de toda a seita presente. Ela vociferava previsões, ou loucura, a várias matilhas. O vento era tão forte que parecia acompanhar Alma da Bruxa enquanto ela corria pelo Caern. Angelique nada diz, observa com cautela e atenção aquelas palavras de mau agouro, até que tais palavras chegam até a Sangue Forte de Luna.

As profecias não eram nada animadoras e a feição em Crinos da Galliard denotava que ela estava em choque, mas quem estava próximo consegue ouvir ela balbuciando:

-Ge.....gestar? Co-como....?

Apesar do choque, a Impura registrava em sua memória cada letra, palavra e frase dita por Alma da Bruxa. Seu mentor em Whitehorse dizia que profecias eram como frutos, tinham que ter tempo de madurar, que suas interpretações levavam tempo e muito esforço, além disso, possuíam camadas em cima de camadas que muitas vezes não eram aproveitáveis. Neste momento ela se lembra da profecia que envolvia a Olhos da Tempestade. Engole em seco enquanto observava toda aquela movimentação da garou em hominídea.

Aparentemente em transe, a Presa de Prata retorna à realidade com as palavras de Sussurros Solitários. Mal escuta o que seu Beta tinha a dizer por causa de tantas informações, mas sentia as boas intenções de Flagelo da Wyrm. Apesar da bomba lançada na assembleia, Réquiem tinha que se recompor o mais rápido possível. Olha um a um os membros da Sangue Forte de Luna e para seu olhar em Espólio Cyberpunk, que seria assassinado por um irmão de matilha. Temia esse desfecho para o Juiz, mas temia muito mais o futuro de todos os garou da Zona Oeste.

Outra ponte da Lua surge que trazia mais reforços no meio da Assembleia. Ela observa os garous e ouve as apresentações de cada um.

*Estrela da Manhã tem uma filha Impura?*

Os recém chegados são designados para matilhas sem tanto alarde quanto o que ocorreu mais cedo. Depois da situação normalizada, ou aparentemente normalizada, mais tarefas são dadas aos Galliards e Theurges da Seita. Ela olha Sangue Sobre a Neve e Anda com Espíritos. Os três poderiam procurar Fênix de Prata juntos para conversarem. Sussurros da Weaver fala algumas palavras no que tangia ao futuro da Seita e Angelique apenas observa as ponderações sem deixar de esquecer a profecia da qual ela estava inserida. Era muita informação para ser digerida e ela tinha que se focar no agora. E mais uma bomba cai na cabeça da Galliard, seu tio viria ao Caern tratar das profecias.

Angelique então pede o osso e se dirige ao líder dos Garras Vermelhas para toda assembleia ouvir:

-Eu, Réquiem, Alfa da matilha Sangue Forte de Luna, venho respeitosamente tratar da constrição com os Garras Vermelhas. Essa constrição diz respeito aos comentários negativos quanto à oferenda ao líder do Caern, comentários estes que foram realizados pelo Mestre de Rituais da Sangue Forte de Luna, Anda Com Espíritos.

Aguardou um momento e continuou, ainda com o osso na mão:

-Os Garras Vermelhas querem que façamos o ritual de Constrição ou preferem um pedido a ser realizado pela matilha para que possamos reparar o dano causado?

A Impura falava em um tom respeitoso. Então devolve o Osso para que continue passando.
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Angelique T. Albrecht

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