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Clareira Central - Página 21 Empty ASSEMBLEIA PARTE XXXII | Julgamentos | Traição das Tribos Crias de Fenris, Presas de Prata e Senhores das Sombras

Mensagem por NarraDiva em 23.04.18 17:27

Conforme o ritual se encerra, Garras-do-Trovão pega o osso e ele mesmo conduz o encerramento do debate sobre o primeiro tema.

'- As tribos dos Presas de Prata, Senhores das Sombras e Crias de Fenris serão julgadas por seus atos e os fizeram de forma consciente. Cada um dos líderes tribais não teve nenhuma hesitação em assumir seus atos no Conselho de Líderes Tribais. Conselho este que levou um Senhor das Sombras por unanimidade à Liderança desse Caern. A constrição seria um gesto nobre que as lideranças tribais deveriam refletir sobre.'

O Filho de Avô Trovão prossegue falando:

'- Invocador-do-Abismo pediu informações sobre totens de outras matilhas e eu recomendo a ele que se quiser as saber que converse com as matilhas ou pesquise. Não considero ser um tema preso a esse assunto. Todos, quando pudermos e nossos dogmas e compromissos assumidos assim permitirem, devemos queimar os inimigos em honra ao Boitatá. As demais polêmicas sobre quem violou o que e como será decidido nos julgamentos. O assunto está encerrado.'

O Ahroun dos Senhores das Sombras entrega o osso para Júbilo-das-Górgonas falando algo em tom baixo para ela. Logo em seguida, a Galliard assume o comando da assembleia e prossegue:

'- Que o Caçador da Verdade assuma o comando da Assembleia para que se inicie a primeira série dos Grandes Julgamentos.'

O Cria de Fenris Temido-Como-Vulcões assume o centro do Caern, pega o Osso e convoca:

'- Convoco como meus auxiliares no julgamento, o Mestre do Desafio Sopro-da-Justiça-de-Merlin e o juiz Sangue-dos-Quatro-Ventos'

O Fenris espera que os dois se aproximem e fala:

'- A metodologia é simples, vocês dois estão livres para convocar testemunhas e perguntar aqueles que se manifestarem. Sangue-dos-Quatro-Ventos dá uma sugestão de Veredicto. Sopro-da-Justiça-de-Merlin concorda ou dá uma outra sugestão e eu confirmo ou tomo uma decisão. Serão 9 julgamentos agora, todos com acusação e acusados bem definidos. Essa série será cansativa e difícil. As próximas serão bem mais complicadas e eu confio no trabalho de vocês. Garras-do-Trovão quer que apesar de todo peso, que esse momento seja um momento de aprendizado e ganho de experiência para vocês dois. Não temam errar e sigam vossa honra.'

Degan e nem Axl jamais tinham visto o Fenris ser tão didático e calmo em sua explicação. O Juiz tinha a preocupação de passar confiança à dupla. O Juiz dos Crias de Fenris convoca o primeiro julgamento:

'- O Primeiro Julgamento será o Julgamento das Tribos Presas de Prata, Crias de Fenris e Senhores das Sombras. A acusação e apresentação dos crimes em julgamento será feita pelo Fianna Bardo-Forjador e pela Fúria Negra Júbilo-das-Górgonas. A defesa será representada pelo Crias de Fenris Sombra-de-Loki, pelo Presas de Prata Mão-do-Rei e pelo Senhor das Sombras Sombra-da-Justiça.'

Silêncio em toda clareira. Os seis seguiam para o centro. A maior surpresa era pela indicação do Impuro dos Presas de Prata.

Like a Star @ heaven Quem ainda não interpretou o ritual, interprete ao postar para não perder renome.
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Mensagem por Alek em 23.04.18 18:51

O ritual de punição de Pantaneiro havia começado e a pedra chegara até Igor. Sua expressão estava séria, ele tomou a pedra e desenhou "fracasso".

- Você é fraco e incompleto, como seu próprio corpo mutilado nos mostra. Sua boca é um poço de vaidade e insensatez, sua liderança incapaz quase arruinou sua matilha em poucas horas. Enquanto você viver, o Cervo bradará de profundo desgosto nas florestas. A Mãe lamenta com prantos, dores e agonia, o dia que a bênção de ser um garou alcançou o seu sangue. Tamanha é a vergonha que você representa para o Cervo, essa seita e para a Nação, que Gaia o está expurgando aos pedaços do nosso meio, até que você desapareça completamente e, ainda assim, essa vergonha deverá manchar o teu nome.

As palavras eram duras e não era confortável dizê-las para alguém que conhecera há tão pouco tempo, mas não era uma vírgula além da triste verdade.
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Mensagem por Sussurros Solitários em 23.04.18 18:57

Forma atual: Crinos

O Lobo observa a conclusão do Ritual da Pedra do Escárnio e o começo dos julgamentos. Fica feliz em ver que o Julgamento também seria auxiliado por Sangue-dos-Quatro-Ventos. 

O Primeiro  julgamento seria dos Presas de Prata, os primeiros a se rebelarem com o motivo mais óbvio. O Lobo assistia em silêncio, os únicos Presa de Pratas com quem teve contato foram Réquiem e Fênix-de-Prata.
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Clareira Central - Página 21 Empty Pantaneiro ( Crinos ) - Assembléia / Fortaleza de Gaia / Todos

Mensagem por Convidado em 23.04.18 20:49

Pantaneiro definitivamente não tinha o que dizer ou se quer tinha o que pensar. Se perguntava onde tinha sido o início do fim e era muita resposta que vinha à sua cabeça. A cabeça baixa era a grande vergonha de que suportaria, mas antes vê Bardo-Forjador requisitar Derek por causa de seu braço e essa era outra vergonha. Havia perdido um braço para um Ragabash de sua própria matilha, seu beta. Não dizia nada. Teria que ser mais forte que todas outras vezes.

"Tenho certeza que a morte doeria muito menos... Teria poupado esse trabalho se tivesse acertado aquele raio na minha cabeça, Victor... Ou talvez tenha errado de propósito pra que tivesse esse prazer..."

É então que o ritual começa. A cada palavra, a cada ofensa, a cada xingo, desprezo, ódio, raiva, era como se Pantaneiro recebesse uma facada. Nota todos que consideravam importante desferir palavras que feriam sem sangrar. E quem diria que a morte fosse tão melhor que passar por aquilo. Nunca imaginaria isso. Um a um Pantaneiro vai escutando as verdades. Duras verdades e que sangravam seu coração em admiti-las. Verdades que colocavam sua existência a prova. Verdades que colocavam no lugar onde deveria estar, abaixo do fundo do poço se afogando em merda.

"Você é idiota, Pantaneiro. Burro, muito burro. O peixe morre pela boca e é isso que merece por falar demais... Agora ou aguenta ou morre!"

Repetia essas palavras em sua mente. Seria exatamente isso que seu Tio Jaime diria se estivesse ali do seu lado. Claro que teria uma grande quantidade de socos na boca e chute no estômago, mas as palavras seriam exatamente essas. Nesse momento uma lágrima caí de seu único olho. Era muito coisa ruim para suportar. Em 3 dias havia visitado o inferno de Gaia umas 5 vezes, mas aquela era de todas a mais difícil.

Em todos que a pedra passava, um fez com que se assustasse pela compaixão e esse alguém era Kiba, que depois é chamado a atenção.

"Ele deve entender pelo menos uma fração do que to passando e pelo jeito não se importa em saber que qualquer um que demonstrar um pouco de compaixão por mim também vai seguir o mesmo caminho."

O caminho pelo qual Pantaneiro se referia era o caminho da desonra. Desonra essa que não fazia nem ideia se um dia ia conseguir reverter. Desonra essa que sente seus músculos travarem apoiado sob seu joelho olhando para um cubículo do chão onde sua lágrima havia caído.

Por final o ritual se encerra. Pantaneiro demora alguns segundos para se levantar porque instintivamente tenta apoiar o braço esquerdo no chão e quase cai. E então vai para onde estava, perto de sua matilha de cabeça baixa sem dizer nada. Ainda tentava dirigir tudo que havia escutado e se tinha algo que nunca tinha passado por sua vida era uma humilhação como aquela.

Pra quem tinha medo da morte, mal sabia o quanto aquilo era pior.

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Mensagem por Kiba Valentine em 23.04.18 21:14

O Ahroun ainda sentia o repudio que alguns destinavam sobre si quando finalmente o ritual tem fim e Pantaneiro podia se levantar daquele chão e se juntar a eles.

O Fianna se levanta com dificuldade, fazendo o Roedor de Ossos lembrar de como havia sido difícil se acostumar com aquela maldita cauda.

Assim que Pantaneiro se junta a eles Kiba comenta em tom que apenas sua matilha e quem estivesse muito próximo pudesse ouvir:

- Vamos fazer um pacto aqui galera... Só vamos abrir a boca se alguém nos dirigir diretamente a palavra.

Ele olha por fim para Pantaneiro, que ainda estava cabisbaixo pelo que aconteceu e, parando ao lado dele comenta:

- Na vida nós sempre temos bons e maus momentos. A maioria é má. Na verdade, quase sempre são maus momentos... Mas nós só temos uma escolha: Lidar com isso e seguir em frente...

Depois de dizer isso, Kiba leva a cauda para frente para que Pantaneiro visse que ele também vivia suas provações físicas, isso sem falar nas sociais que só se afundavam ainda mais, e em seguida da dois tapinhas no ombro do Fianna como se dissesse “estamos juntos”.
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Mensagem por NarraDiva em 23.04.18 21:40

Asa-Renegada, e somente ele, vê, no horizonte, a imagem de Justiça-Ancestral, com um semblante de tristeza, olhando em sua direção. Flor-de-Lótus ouvia o que o Presas de Prata dizia e apenas comenta:

'- O silêncio não é o caminho, estamos na instância mais importante da Seita. O que precisamos é evitar polêmicas. Deixem que seus anciões façam os debates tribais e se manifestem quando forem trazer fatos que somem e não que gerem mais polêmicas. Todos precisam fazer o exercício de aprender a se manifestar com sabedoria para si e para a matilha.'
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Clareira Central - Página 21 Empty ASSEMBLEIA PARTE XXXII | Julgamentos | Traição das Tribos Crias de Fenris, Presas de Prata e Senhores das Sombras

Mensagem por NarraDiva em 23.04.18 21:58

Os cinco Garous se unem ao centro e se cumprimentam. Havia um ar de seriedade entre eles. A essa altura Degan e Axl já estavam em seus lugares com o Juiz da Seita. Bardo-Forjador é quem pega o Osso para primeiro se manifestar no julgamento e fala:

'- Aos que não me conhecem sou Bardo-Forjador, Ragabash Athro e líder dos Fiannas nessa Seita. E sabendo do papel de acusador ao lado da notável Júbilo-das-Górgonas, me reuni com os nobres Garous que iriam conduzir a defesa. Na noite passada, inúmeros incidentes lamentáveis sob todos os aspectos mancharam a história dessa Seita e nenhum de nós considera justo que qualquer um de nós saia impune.'

Ele olha para a Fúria Negra que assume a palavra ao lado dele:

'- À exceção de Sombra-de-Loki e Mão-do-Rei, todos nós somos líderes tribais e sabíamos da necessidade de que essa Seita tivesse nesse julgamento um marco que punisse, mas que permitisse que uma nova história começasse. Nós, da acusação, tomamos a iniciativa de procurar a defesa para fazermos unidos essa explanação e, conjuntamente, propor um acordo aos juízes aqui presentes.'

A Fúria Negra passa o osso para o Crias de Fenris que se manifesta falando:

'- Por nosso acordo, os Fiannas assumem a culpa por ter colocado o Caern em risco com a fragilidade exposta pela liderança da Seita. Um risco enorme que envolveu nosso totem e a Tribo Fianna deve ser punida em sua Sabedoria por causa disso. A mácula sobre nosso Caern é uma mácula sobre a Sabedoria dos Filhos do Cervo que invocaram tão importante ritual por motivo fútil. Sob os Fiannas deve recair o título de Tribo condenada por colocar esse Caern sob risco.'

O Fenris passa o osso para o Presas de Prata que fala:

'- Mesmo com a mácula, nós, Presas de Prata e nossas tribos irmãs, Crias de Fenris e Senhores das Sombras, agimos em desobediência ao Rito e não podemos nos furtar à responsabilidade pelas mais de 20 mortes de Garous que mancharam de sangue esse solo sagrado essa noite. Nossa ação careceu de honra e por isso devemos ter sobre nossa honra uma dura punição por parte dessa Seita. A essas tribos deve recair o título de condenadas por agir de forma enganosa sob grande adversidade.'

O osso termina nas mãos do líder dos Senhores das Sombras, único Philodox do grupo:

'- No entanto, acertos também devem ser reconhecidos e lições hão de ficar para a posteridade. Essa Seita deve manter a grande tragédia em seus atos como um erro coletivo de todos os lados. Ao mesmo passo que nos pune em sua honra, deve nos conceder o renome por ajudar a trazer à tona uma grande ameaça que colocava em risco esse Caern e essa Seita. Encaminhamos então essa proposta de acordo, aguardando por parte dos juízes um Veredicto para que possamos virar essa página e reconstruir esse Caern. Que os julgamentos individuais façam as devidas punições aos exageros individuais para além das punições aqui propostas.'

Havia surpresa por parte de toda a seita diante daquela situação. Ninguém realmente esperava por aquilo e Temido-Como-Vulcões pega o osso e indaga:

'- Alguém deseja se manifestar sobre as traições tribais? Sangue-dos-Quatro-Ventos, sinta-se à vontade para manifestar sua posição para que possamos seguir aos encaminhamentos desse julgamento.'
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Clareira Central - Página 21 Empty Kiba Valentine (Crinos) - Fortaleza de Gaia / Justiça Ancestral

Mensagem por Kiba Valentine em 23.04.18 22:25

Kiba olha na direção de seu primo por um instante, mas sua visão nota outra pessoa um pouco atrás dele. Justiça Ancestral, com um semblante triste, o encarava pelo espaço de um piscar de olhos.

A voz de Padme chega a ficar em segundo plano enquanto o Roedor de Ossos procura incessantemente pela presença da ex líder dos Presas de Prata.

“Será que o ritual de renúncia não deu certo? ”

O Ahroun lembrava de ter sentido o vínculo entre os dois se formar quando abriu mão de sua energia espiritual para homenagear a Garou, mas esse mesmo vinculo deveria ser perdido quando Argus realizou o ritual.

“Não é possível. Eu devo ter imaginado... É isso... Tem que ter sido imaginação da minha cabeça... “

Kiba tenta se recompor enquanto o julgamento prosseguia. O Ahroun olhava para seu primo na esperança de que voltasse a ver Justiça Ancestral novamente, mas sequer prestava atenção no que era dito.

“Vamos lá... Aparece novamente... “


Última edição por Kiba Valentine em 23.04.18 22:30, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Convidado em 23.04.18 22:27

Sereno-trovão dá dois tapas nas costas de Pantaneiro como que para mostrar empatia e solidariedade para com o amigo de matilha. Ouve as palavras de Kiba e, no momento em que o Portador da luz iria falar sobre saber quando se calar e quando ouvir, Flor-de-lótus fala através de seus pensamentos.

Sereno-trovão acente com a cabeça afirmativamente e olha para Derek indicando que a lição era também para ele:

O Portador da.luz nada fala nesse momento e volta-se para ouvir o que era dito na Assembleia.

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Clareira Central - Página 21 Empty Grace(Crinos) - Todos

Mensagem por Convidado em 23.04.18 22:52

Grace fica incrédula que um Cliath estivesse achando saber mais que um Athro e Líder Tribal e olha para Igor com um certo ar de estupefação. 
“A arrogância dos Presas de Prata chega a tal ponto?”
Didaticamente, explica. 
- Um ritual de contrição não é necessariamente uma punição determinada por um juiz. Pode ser um ato voluntário de qualquer Garou quando reconhece que ofendeu um espírito ou outro Garou.

Contém sua vontade de dar uma resposta atravessada pela petulância dele em questionar o líder da Tribo dela. O ego dos machos era mais frágil que cristal, e ela não queria começar uma discussão dentro da Matilha, o que poderia levar a um Frenesi, dele ou dela. Mas, pelo bem da Matilha, não podia deixar que ele repetisse por aí o que havia acabado de dizer. Seria corrigido com muito mais agressividade e mancharia o nome da Guardiões da Canção Ancestral.   

Contudo, não tinha como discurdar que sua Tribo estava tendo uma noite muito difícil, e isso faz uma profunda tristeza tomar seu semblante. Por um instante, achou que Helenna se somaria a ele nas criticas aos machos Fianna, mas quando vê que seu discurso é mais amplo do que isso, Grace levanta o rosto e escuta com muito interesse a Fúria Negra. 

As palavras dela poderiam parecer radicais, mas sabia que havia verdade nelas. As Garous conseguiam escapar daquelas situações opressivas, mas as humanas muitas vezes precisavam se sujeitar a elas. Todo homem era machista, embora os raros e bons reconhecessem e lutassem contra isso em si mesmos, e esses eram os que valiam a pena. 

Gostava de homens, da maneira como ficavam desconcertados diante da beleza de uma mulher, do jeito gracioso como tentavam exibir sua força para impressioná-las, de como as envolviam em seus braços fazendo-as se sentir seguras, mesmo com o mundo caindo lá fora. Gostava de todos os prazeres que a companhia deles proporcionava, mas não tem como não dar um risinho quando Helenna diz que mulheres eram melhores até naquilo. Havia sido mais uma das histórias que ouvira no Caern da Irlanda. Quem sabe mais uma que também iria experimentar no Brasil…

Tinha exemplos de homens líderes que ela admirava, Bardo Forjador mesmo era um deles, mas pensar em uma sociedade governada apenas por mulheres parecia uma ideia bem melhor do que o contrário. 
- Mulheres são geradoras da vida, como você mesmo já disse, nossos ventres são reflexos da Wyld. Poderíamos governar com respeito à Mãe Gaia, já que estamos muito mais alinhadas à ela. Gostaria de ver um mundo onde as fêmeas fossem livres e independentes. Nossas filhas poderosas e felizes, e nenhuma de nós precisasse temer a violência masculina. Você será uma grande líder Helenna, e eu adoraria fazer parte de seu Conselho. Espero um dia ter uma posição de liderança também. Eu realmente não quero homens decidindo o meu futuro por mim -
termina de dizer com um charme esperançoso em seu sorriso.


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A conversa agradável é interrompida com a pedra de aproximando dela, e Grace volta a adotar um semblante grave. Pega a grande rocha com seus braços em Crinos, e após um instante de reflexão, desenha o símbolo da derrota. Olha para seu irmão, Pantaneiro, desgostosa pelo que tinha que fazer, mas seguindo o rito.
- Sua língua descontrolada é sua maior inimiga. Falhou em aprender pela sabedoria, aprenda agora pela dor. O preço que paga por sua trajetória de estupidez, discórdia e covardia. Vergonha! 

Passa a pedra adiante, achando ter falado o suficiente para não ser punida por não participar. Reparara que Kiba, mais ousado, ou inconsequente, havia suavizado suas palavras.
Acompanha, descontente, o rito até o final, sentindo pena ao ver a falha tentativa de Pantaneiro em se levantar com o braço que lhe faltava. 

Como se para validar o que ela mesma havia explicado ao Presas de Prata, Garras do Trovão recomenda às Tribos à Constrição ao Totem. 
O líder da Seita mais uma vez agrada a Fianna ao derrotar definitivamente as intenções de Invocador-do-Abismo em obter informações sobre o Totem na Assembleia. A Galliard dá um sorriso triunfante a seus irmãos de Matilha.

Assim que Sangue dos Quatro Ventos é chamado para compor o corpo de juízes auxiliares, ela lhe dá um tapinha nas costas, encorajando-o. 
- Um grande, mas honrado fardo, do qual você se provou digno. As benção de Luna conduzam seus julgamentos. 

O julgamento começa, e era grande. As Tribos como um todo. Porém, para a supresa e admiração de Grace, os representantes haviam chegado a um acordo. Algo que poupava um grande desgaste esperado de um julgamento daquele porte. Tinha certeza que grande parte dessa brilhante solução se devia a sagacidade do líder Fianna. 
"Bardo Forjador, você é um gênio!"

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Mensagem por Sussurros Solitários em 23.04.18 23:59

Forma atual: Crinos

O Uktena observa a reunião de acusadores e defensores para o julgamento dos Presa de Prata. Para sua surpresa parece ter havido uma longa conversa entre todas as partes envolvidas. Eles pareciam ter feito um acordo, para estancar essa sangria, com Alto Conselho e tudo...

O Lobo aguarda a opinião do Wendigo Philodox.
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Mensagem por Convidado em 24.04.18 0:18

Sereno-trovão ouve as palavras proferidas, um grande acordo havia sido definido antes da Assembleia realmente acontecer.

Tal fato gera uma sensação paradoxal no Portador da luz, ao mesmo tempo que sente orgulho por tudo ter sido resolvido sem mais ofensas e agressões, pensava que ocorria uma tentativa de fuga da justiça do Caern.

O Theurge conhecia muito pouco sobre julgamentos e leis, mas compreendia sobre discurso e linguagem: "Toda vez que um acordo é feito, é porque a sentença verdadeira seria muito maior, muito mais prejudicial. Espero que isso seja o melhor para o Caern."

Sereno-trovão continua apreensivo esperando as novas falas sobre o assunto.

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Clareira Central - Página 21 Empty Sangue-dos-Quatro-Ventos (crinos) - Guardiões da Canção Ancestral

Mensagem por Deganawida "Degan" Oneida em 24.04.18 0:19

Tudo acontece muito rápido e Degan só consegue respirar fundo e lamentar mais pelo Boitatá, que mais uma vez era desrespeitado naquela Assembleia, quando Pantaneiro entra em frenesi e precisa ser controlado pela sua Matilha. 

Tsc. Desse jeito ele jamais vai se recuperar... 

Deganawida não tem o que lamentar por Pantaneiro. Ele era um cowboy descontrolado afinal. A Litania mandava se compadecer de Garou desequilibrados, e se havia necessidade de outras provas públicas do desequilíbrio daquele Fianna, elas ali estavam. O braço do Ahroun é arremessado no fogo e outro Andarilho do Asfalto quase morre, até que a Voz do Chacal e o Ritual Satírico são definidos como as punições de Pantaneiro. Deganawida respira fundo: Era uma punição acertada, semelhante àquela que havia proferido para Grito-de-Guerra. 

Pelo menos isso foi feito longe do Uirapuru.

Helenna comenta um monte de coisas com Grace, Degan escuta alguma coisa sobre as mulheres, os machos e decide que é melhor deixar para lá. A raiva que Helenna tinha dos machos, Degan tinha dos brancos, e ele confiava nela suficientemente para saber que ela não iria criar um caso dentro de sua Matilha por conta daquilo. 

Vendo que a Pedra do Escárnio passava de mão em mão, o Philodox a apanha e desenha o símbolo da desonra. E brada:

" - Você é uma pústula neste Caern, e esta pedra é a faca que vai arrancá-la. Suas ações demonstraram arrogância, em não aprender com seus erros, tolice, ao agir ofendendo aqueles à sua volta, e fraqueza, por não conseguir cumprir com seus deveres. Todas essas ações, no entanto, têm algo em comum: A desonra, que macula seu espírito e mostra quem você verdadeiramente é. Desonra para ti! Desonra para teu legado!"

Boa parte da fala de Degan poderia se aplicar a quase qualquer estrangeiro da Wyrm, mas ele tenta colocar em sua observação aquilo que havia observado em Pantaneiro. 

Os debates se reiniciam e é aberta a sessão de julgamentos no Caern. O Wendigo toma seu posto, agradecendo Grace antes de sair.

Ele se posiciona perto de Sopro-da-Justiça-de-Merlin, e se sente um verdadeiro peixe fora d'água, no meio dos brancos. Ele então escuta a explicação de Temido-como-Vulcões e fica impressionado como Temido-como-Vulcões pode ser ameaçador e didático ao mesmo tempo. 

Esse cara consegue ser tão ameaçador como o meu tio... E, depois, agir com a maior calma do mundo... Ele não é mesmo um Fenris normal...

Degan, que tinha boa impressão daquele Fenris desde o julgamento de Cordas-Trêmulas e Asa-Solitária, tem que dar o braço a torcer. Ele escuta o depoimento dos líderes e de Sombra-de-Loki e Mão-do-Rei, sobre um acordo pela punição das tribos.

É uma proposta interessante... Eu consigo concordar com ela. Mas acredito que ainda haja algo que possamos fazer. 

Deganawida respeitosamente saúda os anciões com uma leve reverência, pega o osso e toma a palavra:

" - Eu concordo com a proposta apresentada pelas tribos. Recomendo apenas que, para além das punições em renome, cada uma das tribos prepare uma oferenda ao Boitatá, seja em gnose, seja com algum ritual específico ou com um sacrifício de algum inimigo poderoso em sua honra, a critério de cada tribo, como forma dos líderes tribais estreitarem de novo seus laços com o totem da Seita. Faço essa sugestão pela necessidade exposta anteriormente pelo Mestre de Rituais, e a submeto aos demais juízes."

Garras-do-Trovão havia dito que pretendia dar um exemplo... Acredito que seja um bom momento para isso, de forma parecida com o que aconteceu com os juramentos ao novo líder do Caern.

O Wendigo se volta para Temido-como-Vulcões e indica que sua fala havia se encerrado.
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Mensagem por Alek em 24.04.18 2:05

Mesmo atento ao julgamento, o Presas percebeu de relance o olhar da Fianna. Igor tinha total consciência que suas palavras sobre Bardo-Forjador soariam como provocação à Grace, mas queria medir a reação dela. O tom professoral na resposta de Cordas Trêmulas certamente o teria irritado noutra ocasião, mas o lua crescente permaneceu impassível e, sem tirar os olhos do centro da Clareira, respondeu.

- Você é mesmo brilhante, Cordas Trêmulas.


É claro que havia uma sensível pitada de sarcasmo em sua resposta, mas a admiração por Grace não deixava de ser verdadeira. Talvez o stress da situação estivesse nublando o raciocínio da Fianna que, mesmo sendo tão habilidosa com as palavras, parecia não estar ligando os pontos sobre o discurso de seu líder tribal. Na vã tentativa de salvar o rabo de sua tribo que, até o momento, nadava a largas braçadas na merda, Bardo-Forjador acusara de forma direta três tribos pela situação da Seita, colocando como condição remissora de culpa a realização do Ritual de Contrição. Parecia um ato voluntário ou uma acusação, seguida de juízo e punição? Se Cordas Trêmulas não era capaz de enxergar a lógica mais superficial do discurso do athro dos Fianna, talvez não fosse tão esperta quando o Presas julgara à princípio.

O julgamento teve início e Igor esperava entender melhor o que acontecera na noite passada. Mas, para sua surpresa, as coisas se desenrolam de uma forma não convencional e até mesmo o discurso, pra não dizer o teatro, de Bardo-Forjador, parecia fazer muito mais sentido.

"Certo, os Fianna fizeram alguma merda e perderam o controle da situação. Então, as outras tribos intervieram pra tentar reparar, mas isso acabou virando um ato de rebelião. Como todo mundo se cagou, no fim das contas, e pra não perder espaço nas cadeiras de poder na Seita, preferiram assumir as baixas e fizeram um grande acordo intertribal, com os Fianna, com tudo, pra delimitar onde está. Mudaram o governo pra estancar a sangria."

Talvez o Presas estivesse assumindo coisas demais em princípio, mas ele fora capaz de pensar nisso, tinha certeza que algum dos anciões já teria feito essa leitura.

"Isso tá começando a ficar bem interessante." - pensou, enquanto observava se Luke e Grace manifestavam alguma reação.


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Clareira Central - Página 21 Empty Legado do Trovão (Crinos) - Guardiões da Canção Ancestral

Mensagem por Luke Constantine em 24.04.18 4:03

* Luke estava em silencio e acompanhava a desgraça de Pantaneiro pensando em quão profundamente o veneno da desonra infectaria a já desgastada imagem dos Fianna. Era engraçado pensar que a maior parte das tribos nutriam desconfianças para com os Filhos do Avô Trovão mas, no fim das contas, era Garras-do-Trovão, um Senhor das Sombras, quem vinha intercedendo em favor dos Filhos do Cervo mais assertivamente do que eles próprios.. uma pena que as coisas caminhavam no sentido de fazer todo aquele esforço ser em vão. *

"Se o boitata estava nervoso agora, imagina se chegarmos ao ponto em que a cabeça da Anciã Fianna se separa do corpo.." 

* Afasta esses pensamento apenas quando capta trechos de uma conversa totalmente misândrica que se estabelece entre Helenna e Grace. Elas não falavam sobre igualdade de direito ou qualquer coisa do tipo, elas falavam sobre uma tomada sexista ao poder. Luke arqueia uma sobrancelha pensando em como o discurso era idiota. Imaginava que Helenna o odiava e que seus discursos mais calorosos fossem movidos por esse mau sentimento, agora percebia que a questão era muito mais profunda mas a descoberta não o impressiona tanto por ser algo relativamente previsível vindo daquela tribo. No entanto, se surpreendia negativamente que Grace pudesse compartilhar de qualquer euforia sobre esse tema quando ela própria vinha de um curto, mas cheio de repercussões, romance com um macho que, tanto quanto sabia, em momento algum deixara de estar ao lado dela. *

"Esse é o tipo de merda que só gera desunião.. depois eu que sou o filho da puta"

* Prefere se manter silente ao invés de começar qualquer polemica durante assembleia, mas não consegue deixar de pensar que sua mãe estaria esboçando um semblante impecavelmente agradável para ocultar seu desdem ao ouvir aquela conversa. Eva Constantine era uma das grandes Garous da Nação e galgou cada degrau na escada do poder por si só, não a toa ela conduzia a segunda família de maior relevância dentre os Senhores das Sombras. Além de sua extrema capacidade, ela jamais favoreceria qualquer outra fêmea ou macho em virtude de qualquer coisa que não fosse a mais absoluta competência. A memória de Eva tranquiliza sua mente e Legado-do-Trovão se põe a observar as discussões que se seguem até que a pedra do escárnio começa a ser passada de mão em mão. Os insultos eram muitos, todos eles profundos e severos até que Kiba se manifesta jocosamente em meio ao ritual. Observa a cena com profundo repudio e, após as devidas reprimendas, aguarda sua vez. Toma a pedra em suas patas e nela desenha o glifo do fracasso, dizendo em seguida com olhos frios fixos em Pantaneiro: *

- És uma criatura débil. Sua incapacidade de compreender as próprias falhas, suas tentativas fúteis de vitimização, e o descontrole de sua mente frágil deixam por onde passa o rastro da desonra. Sua existência envergonha a criação da grande mãe e mancha não só a memória de teus ancestrais como daqueles que uma vez te chamaram de irmão. Serás lembrado por tua insignificância e por seus fracassos, e a marca de sua debilidade deverá, para sempre, manchar teu nome.

* Reassume seu lugar junto à matilha e permanece atento ao ritual até que por fim ele se encerra. Pantaneiro parecia destruído ao retornar cabisbaixo para os seus. Não sentia nenhum jubilo em vê-lo em situação tão deplorável mas, não havia como negar, o Fianna buscara aquilo para si mesmo. Via que fagulhas de provocações surgiam entre Grace e Igor e, não desejando que aquilo tomasse proporções desnecessárias, resolve usar aquele momento para encerrar o assunto de forma sutil, quase como uma divagação: *

- A Fortaleza de Gaia nos mostrou tudo o que não podemos permitir. O elo interno que se rompe trás mais perigo do que as garras do inimigo. 

* Não direciona o olhar à ninguém em especial e deixa suas palavras pairarem por ora, esperava que qualquer atitude mais enérgica não fosse necessária. A assembléia segue seu curso e os julgamentos se iniciavam. Após alguns discursos sobre a ressocialização das penas e alguns outros detalhes, acusação e defesa anunciam que haviam feito um acordo. Luke é pego de surpresa pela informação tanto quanto a maioria dos presentes, mas permanece com um semblante severo conforme observa o desenrolar da cena. *

"Tem muita coisa em jogo nesse julgamento. Era isso ou os ranços tão arraigados nessa seita se tornariam ainda mais profundos.."

* A solução estratégica encontrada vinha muito bem a calhar e o Senhor das Sombras não duvidava nem um pouco que aquilo tivesse sido engendrado por seus irmãos tribais. Não deixa de notar que coube à Bardo-Forjador, representando os Fiannas, declarar a iniciativa do acordo, provavelmente para mostrar a disposição dos Filhos do Cervo em superar as mágoas e demonstrar o desejo da tribo de se reerguer da lama em que se encontravam.. enquanto que o fim de discurso cabia à Sombras-da-Justiça, representando os Senhores das Sombras, que assim assumiam, não sem justiça, o papel de apaziguadores e grandes responsáveis pela reconstrução da Seita. Sabia bastante bem que Garras-do-Trovão precisava de condições de governabilidade se quisesse ganhar tempo para colocar sua agenda em pratica e, aparentemente, era isso que estavam lhe dando. Ouve Degan pedindo pela complementação da pena e, por fim, se limita a observar com olhos atentos a reação dos demais juízes. *
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Clareira Central - Página 21 Empty Skullhead (Crinos) - Matilha Olhos da Tempestade | Todos

Mensagem por Diogo'Papo-Reto' Moncorvo em 24.04.18 7:52

O rito de punição termina e eles dão prosseguimento a Assembleia com os outros julgamentos. Mais uma vez o Juiz da Seita chama Sopro-da-Justiça-de-Merlim e Sangue-dos-Quatro-Ventos para lhe auxiliar nos julgos. Eles tomam as posições e iniciam os procedimentos com o julgamento das três Tribos que se rebelaram na noite anterior. A acusação e defesa são chamados e, para surpresa da grande maioria - incluindo Camilo - ambas traziam uma proposta já pré-definida por elas. Era notório a tentativa de manter um clima teatralmente amistoso entre todos a fim de estabelecer a ordem mais uma vez. Era uma necessidade sem sombras de dúvida.

O Wendigo, então, toma a palavra e sugere que todas as Tribos envolvidas se comprometessem no sacrifício de grandes inimigos em honra ao Totem. Era uma pena morna, mas pelo andar da carruagem ela deveria ser aceitada. A intenção não era punir severamente os envolvidos, mas marcar esse momento como um marco de reunião entre as Tribos.

Skullhead não tinha nada a acrescentar, obviamente. Então fica calado. Ele dá uma rápida olhada no Senhor das Sombras. Que tipo de pena o Philodox daria naquela situação?
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Mensagem por Victor Montenegro em 24.04.18 8:24

O rito de punição termina e a palavra é dada ao caçador da verdade, que explica didaticamente como o julgamento iria proceder para seus auxiliares e para os demais.

O Primeiro julgamento seria o das tribos que agiram em desobediência e para a surpresa de todos, um acordo parecia ter sido delineado.

*Hmm... nunca vi isso acontecer, mas é uma proposta interessante. A 'mea culpa de todas as tribos envolvidas deve arrefecer boa parte das animosidades. Além disso, a divisão da culpa tira um pouco do fardo de Estrela da Manhã, enquanto a premiação em renome para as tribos desobedientes, mesmo após a punição em honra, lhes premia para que seus egos não sejam feridos. É uma proposta de fato interessante. *

Victor escuta a primeira ponderação do Wendigo e aguarda o veredito dos demais.
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Clareira Central - Página 21 Empty ASSEMBLEIA PARTE XXXII | Julgamentos | Traição das Tribos Crias de Fenris, Presas de Prata e Senhores das Sombras

Mensagem por NarraDiva em 24.04.18 9:32

Um grande acordo tribal, com Fenris, com tudo... definitivamente não! Temido-Como-Vulcões tinha cedido em um ponto ao líder do Caern para não ceder em mais nada e sua expressão de desgosto é nítida, especialmente quando um Fenris participa daquela cena atípica. Sangue-dos-Quatro-Ventos aumenta um pouco a pena e isso ganha um gesto de aprovação do Juiz. Sopro-da-Justiça-de-Merlin é mais brando:

'- Acredito que devemos valorizar o entendimento entre tribos que guerreavam e submeto ao Juiz a aceitação da proposta do acordo entre acusação e defesa.'

Temido-Como-Vulcões teria que decidir. E sua expressão não era de quem parecia concordar. O Fenris fala:

'- Então, os cinco acham que nós vamos começar um julgamento dessa importância na assembleia e um belo acordo vai deixar tudo bem pra todo mundo? Os cinco acham realmente que o Caçador da Verdade da Seita está aqui para referendar acordos ou julgar crimes? Isso é ridículo e totalmente desonrado...'

O Philodox começa a dar seu veredicto:

'- Agradeço aos meus dois auxiliares e compreendo a maneira como os dois se portaram. Usarei um pouco das ideias de Sangue-dos-Quatro-Ventos nesse veredicto final. Como Caçador da Verdade dessa Seita eu condeno a Tribo Fianna por ter colocado esse Caern em risco. Condeno a tribo por ter permitido que forças ocultas influenciassem sua liderança e se apossassem do Totem da Seita. Condeno por, através de suas ordens, terem colocado todo o Caern violando a Litania, deixando os Garous sem combater a Wyrm onde estiver e sempre que proliferar. Condeno por ter deixado em situação crítica as matilhas da Zona Oeste ao não enviar reforço diante do maior ataque vampírico da história. Condeno por nos levar a uma lamentável Guerra Civil onde 22 garous que serviam a esse Caern saíram mortos. A pena para a tribo Fianna, extensiva a todos os Fiannas que aqui estavam na noite passada, é a punição dobrada em Renome por Glória, Honra e Sabedoria nos próximos 6 meses. Quem já tiver modificador em seu renome irá acumular as punições. Condeno também, cada membro da tribo, nos próximos 6 meses, a executar uma constrição mensal ao Boitatá como forma de acalmar nosso Totem. Sob a tribo estará presente a mancha da desonra, a mancha de colocar o Caern sob risco e a mancha da covardia de não combater a Wyrm. Condeno também o líder da Tribo, Bardo-Forjador, a perder seu posto no Conselho de Líderes Tribais. Os Fiannas devem indicar um novo líder tribal e nos próximos 12 meses, Bardo-Forjador não poderá ser encaminhado novamente para a função.'

Bardo-Forjador parece incrédulo com a decisão do Cria de Fenris que olha para a Fúria Negra e fala:

'- Eu condeno a ti, Júbilo-das-Górgonas, por participar desse teatro que tenta burlar a Justiça-de-Gaia, com punição dobrada em tua honra nos próximos 6 meses. Que essa punição lhe ensine que não existem acordos extra-judiciais no mundo Garou e que não estamos aqui para fazer menos do que o que tem que ser feito doa a quem doer.'

O Juiz olha para Sombra-de-Loki e diz:

'- Condeno os Crias de Fenris por não respeitar o líder em tempos de guerra, por não respeitar o sagrado ritual realizado na noite passada, e por participar ativamente da rebelião que levou à morte de 22 membros dessa Seita. Assim como os Fiannas, por 6 meses os Crias de Fenris desse caern terão punição dobrada em sua Glória, Honra e Sabedoria. Sob os Fenris recairá o manto da desonra de não seguir seu líder e a mancha da insubordinação envergonhará o totem e toda tribo. Ao representante da tribo nesse julgamento, que agiu de forma enganosa e tentou criar um acordo para burlar a justiça de Gaia, eu puno com a punição em renome de forma quadruplicada. Todos os Crias de Fenris que aqui estavam na noite passada devem, também, nesses 6 meses, fazer constrições mensais ao Boitatá. Eu, Temido-Como-Vulcões, na qualidade de líder da tribo que foi uma das articuladoras da rebelião, me puno com a destituição de meu cargo de líder tribal e a impossibilidade de voltar ao mesmo no prazo de 12 meses e com uma punição quadruplicada nos renomes já citados. As punições são cumulativas com quaisquer punições já existentes.'

O Fenris desvia seu olhar para o Presas de Prata e fala:

'- Condeno os Presas de Prata por não respeitar o líder em tempos de Guerra, por não respeitar o sagrado ritual da noite passada e por participar ativamente da rebelião que levou à morte de mais de duas dezenas de Garous desse Caern. Sob a tribo recairá o manto da desonra e da insubordinação. Todos os Filhos de Falcão que aqui estavam na noite passada serão punidos com perda dobrada de renomes em Glória, Honra e Sabedoria nos próximos 6 meses. O líder tribal da tribo também está destituído e não pode retornar a seu posto nos próximos 12 meses. Todos os Presas de Prata presentes nesse Caern na noite passada devem fazer uma constrição mensal ao Boitatá nos próximos 6 meses como forma de acalmar o Totem. As punições são cumulativas com quaisquer punições já existentes.'

Por fim, Temido-Como-Vulcões olha para Sombra-da-Justiça que, a essa altura, já sabia o que viria pela frente. O Senhor das Sombras olhava sério para o Juiz dos Fenris e ouve sua punição:

'- Condeno os Senhores das Sombras por não respeitar a liderança da Seita em tempos de guerra, por não respeitar o sagrado ritual realizado na noite passada, e por participar ativamente da insubordinação desonrada que levou à morte de 22 membros dessa Seita. Os Filhos de Avô Trovão presentes nesse Caern na noite passada terão punição dobrada em sua Glória, Honra e Sabedoria. Sob os Senhores das Sombras recairá o manto da desonra de não seguir seu líder e a mancha da insubordinação. Todos os Senhores das Sombras que aqui estavam na noite passada devem, também, nesses 6 meses, fazer constrições mensais ao Boitatá. Destituo o líder de sua tribo como forma de punição e ele só poderá reassumir seu posto, caso a tribo assim deseje, após 1 ano afastado do cargo. Todos Senhores das Sombras presentes na noite passada também devem constrição mensal ao Boitatá nos próximos 6 meses para acalmar o Totem do Caern. As punições são cumulativas com quaisquer punições já existentes.'

Os cinco, desapontados, voltam ao seu lugar. Não havia acordo com aquele que carregava Temido em seu nome. O próximo julgamento começaria em breve, mas aquela punição mexia com grandes estruturas de poder na Seita.
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Clareira Central - Página 21 Empty Re: Clareira Central

Mensagem por Sussurros Solitários em 24.04.18 9:49

Forma atual: Crinos

O Uktena assiste incrédulo o julgamento de Temido-Como-Vulcões. Primeiro o Juiz pune severamente todos aqueles que tentaram fazer um acordo para deturpar a justiça do Caern e pune severamente todas as tribos envolvidas em seus renomes durante os próximos 6 meses e destitui vários líderes, incluindo ele mesmo. A incerteza mais uma vez se instaura no Caern e o Lua Crescente observa as reações de todos. Olhando dentre os Fianna não conseguir discernir quem poderia ser o próximo líder. 

Essa assembléia ficava cada vez mais agitada e um pensamento apenas ocupa a mente do Uktena que transparece um semblante preocupado:

*Ele realmente vai matar Estrela-da-Manhã e nós então estaremos todos fudidos.*
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Mensagem por Arauto-da-Morte em 24.04.18 10:25

Forma Atual - Crinos

Com a conclusão do ritual satírico, dá-se inicio aos grandes julgamentos, O Juiz da seita informa a ordem dos julgamentos, bem como convoca como auxiliares, um Presa de prata, e sangue-dos-quatro-ventos, garou que Hadrian via ganhar cada vez mais destaque dentro da Seita.

*Há, quem diria que numa seita assim, justamente os Puros iriam prosperar*

Após as manifestações de acusação e defesa, Hadrian se pega indeciso, aquilo era de fato uma acusação e defesa ou apenas uma reunião entre cavalheiros? A cordialidade com a qual o assunto é tratado causa estranheza ao Ragabash, mas, afinal, poderia ele esperar menos da "nata" da sociedade garou?

A manifestação dos Juízes auxiliares é novamente branda, com o Wendigo propondo uma contrição extra às penas apresentadas, e, o Presa de prata apenas concordando com o que já fora explicado pelos nobres cavalheiros, ops, pela acusação e defesa.

O Juiz então, visivelmente contrariado, toma a palavra e faz juz à seu nome.

O Martelo desce sobre os líderes tribais e sobre as tribos com força, as punições eram duras, longas e árduas, e, a destituição dos líderes tribais só mostra a rigidez daquele Juíz.

*Filho da puta, zero político, burro até certo ponto, mas firme como o mais antigo dos Olmos, gostei dele!*

O Ragabash observa as reações da assembleia afim de colher alguma informação que pudesse lhe ser útil.
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Clareira Central - Página 21 Empty Re: Clareira Central

Mensagem por Convidado em 24.04.18 10:40

Antonio Xavier assiste atônito ao veredito de Temido-como-vulcões. O Cria de fenris foi extremamente rígido e puniu até a si mesmo: "Ele realmente julgou os outros como julga a ele mesmo. Disso, ninguém pode falar."

O Portador da luz pensa que as atitudes do Juiz provavelmente irão fazer com que cada membro do caern pense duas vezes antes de querer ser julgado por algum erro.

O Cria de fenris torna seu nome literal, alguém que deve ser temido por todos.

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Clareira Central - Página 21 Empty Kiba Valentine (Crinos) - Fortaleza de Gaia

Mensagem por Kiba Valentine em 24.04.18 11:14

Kiba ainda procurava por Justiça Ancestral, mas ela não havia voltado a aparecer. O Ahroun tenta relaxar e olho a para Padme que certamente tinha falado algo com ele durante a visão, mas como a atenção da Portadora estava focada no julgamento ele decidiu fazer o mesmo.
 
Kiba assistia o Juiz Fenris condenar tudo e a todos pelos acontecimentos da noite passada. A perda de renome nem era o maior impacto, mas a queda dos representantes Tribais poderia mudar completamente o rumo da Seita dali pra frente.
 
O Roedor de Ossos não sabia se a mudança no renome o afetaria ou não, mas devido ao clima pesado do momento decidiu que se apresentaria ao Juiz da Seita posteriormente para garantir que a punição também estaria sendo aplicada a ele.
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Clareira Central - Página 21 Empty Re: Clareira Central

Mensagem por Victor Montenegro em 24.04.18 12:36

* Definitivamente não dá mais para virar as costas pra ninguém. * - Pensava Victor enquanto assistia sério o duro julgamento proferido por Temido Como Vulcões e contemplava sua bela punição QUÁDRUPLA nos renome de Honra e Sabedoria.

* Minha vida tava muito fácil mesmo... Mas essa mudança nas lideranças tribais pode ser muito problemática. David pode até ter abdicado do Campo dos Juízes do Destino, mas suas convicções permanecem as mesmas, sem Sombra da Justiça pra po-lo em constante cheque e fazer nas sombras o que precisa ser feito... Isso me preocupa. Também vai ser complicado BitCoin correndo livre nesse conselho. Sem Bardo Forjador e Sombra da Justiça para fazerem contra ponto, é bem capaz que o Andarilho acabe botando esse conselho no bolso...ou pior. Pode não conseguir fazer nada *

O Philodox ponderava suas preocupações, mas mantém um semblante inalterado. A justiça havia sido dura, mas não havia argumento para subverter. Aquele Philodox realmente não estava preocupado com política... ou estava com uma muito específica. Aquilo era uma corte marcial e não havia mais espaço para apelos ou emoções.
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Clareira Central - Página 21 Empty Re: Clareira Central

Mensagem por Elaijah Maickoson em 24.04.18 13:56

Nossa aquele Caern estava um pandemônio na visão de Elaijah... Como que poderia acontecer tanta coisa em uma noite só. Aqueles Garous não estavam contentes em ter a noite anterior virado um circo dos horrores até onde Elaijah tinha ouvido, a noite de agora também estava catastrófica.

Para melhorar ainda mais as coisas, o líder da Fortaleza de Gaia entra em frenesi e quase mata mais um membro de sua matilha. *Ainda bem que não pertenço a essa matilha.*

Mais um Garou é julgado em meios a discussões. Boitatá sedento por sacrifícios. Aquela seita parecia com os antigos UNOS. *Tinham que evoluir, ou iria ser erradicada por seus próprios integrantes.*

A pedra finalmente chega para Equilíbrio-da-Força.
-Primitivo. Sua selvageria toma conta do seu ser. Seus músculos tomam conta do seu cérebro. Deves aprender com isso, ou irá se tornar por completo o homem-das-Cavernas que está se tornando e será tratado por seus irmãos como um monstro que deve ser abatido.
Equilíbrio-da-Força faz um desenho primitivo na pedra.

Quando o ritual acaba e o julgamento da rebelião da noite começa, Elaijah pode ver que as coisas eram bem pior do que ele imaginava. Por Gaia, quanta desonra, falta de glória e sabedoria em uma noite. E mesmo assim ainda tentam minimizar as punições.

Ainda bem que Temido-como-Vulcões estava ali para ser justo. Elaijah fala baixo: -Ele deveria ser o juiz da Nação Garou.
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Clareira Central - Página 21 Empty Réquiem - Sangue Forte de Luna - Todos na Assembleia

Mensagem por Eve Ballmer em 24.04.18 14:50

Forma Atual: Crinos

O rito termina e Anda Com Espíritos comenta de um dom para controlar a fúria alheia. Não o conhecia, mas o aprendizado do dom seria muito bem vindo.

-Acho interessante que aprenda esse Dom, Anda com Espíritos. Se eu puder, também quero aprendê-lo.

Angelique cruza os braços diante da fala do líder do Caern sobre os julgamentos das tribos. Não entendia todas as nuances do que tinha ocorrido na noite anterior e seria uma ótima oportunidade para sabê-las. Adorou a resposta de Garras do Trovão sobre os totens dos quais Invocador do Abismo tinha questionado e as duas matilhas ficaram em silêncio.

A mesma surpresa que atinge Angelique parece atingir a maior parte dos garous da seita. Mas Temido Como Vulcões não aceitaria o tal acordo. O juiz Fenris tinha um senso de justiça enorme. Diante das punições dadas, ela pensa:

"Acharam que este julgamento seria o mesmo que os humanos usam?"

E para si mesma, que sua matilha poderia ouvir, ela diz:

-A honra de Temido Como Vulcões é impressionante.

Ouve o que o Postador da Luz diz e concorda com a cabeça. Temido Como Vulcões realmente era um Philodox impressionante. Com seu julgamento conseguia mostrar sua mão de ferro e abrir feridas profundas nas tribos ao destituir seus líderes. A pergunta agora era a seguinte: quem assumiria o lugar dos antigos líderes tribais?
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