Templo da Justiça de Gaia

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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Victor Montenegro em Sab Dez 09, 2017 11:56 pm

No caminho para o Templo, Victor fala aos dois Galliards de forma singela:

-Obrigado.

Acreditava que não eram necessarias mais palavras além daquela. Segue ao lado de Luke caminhando rumo ao julgamento e, logo antes de entrar no templo, da um tapa amigável no ombro do Alfa e se pronuncia brevemente:

- Vamo lá.

Dito isto, adentra o Templo e se posiciona a frente da Corte para o julgamento.
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral | Cólera-de-Balder - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Dom Dez 10, 2017 12:38 am

Ao entrarem no Templo da Justiça e chegarem á cripta de julgamentos, os Garous se deparam com uma enorme mesa de pedra onde ficava sentada a Juíza da Seita, Coração-da-Verdade. Sentadas, em bancos de pedra laterais que existiam para quem ia assistir aos julgamentos, estavam a Líder da Seita Estrela-da-Manhã, o líder dos Fiannas Bardo-Forjador e toda a tribo das Fúrias Negras à exceção de Fúria-Justa-de-Esteno. Alma-da-Bruxa acompanhava a matilha com o olhar de fúria. Condenava Luke pelo crime da morte de sua irmã e isso era nítido em suas expressões. Estrela-da-Manhã tinha uma postura austera, enquanto Bardo-Forjador parecia entediado.


Com todos já em frente à Juíza, a Philodox diz:


'- Eu, Mariza Fux, Coração-da-Verdade, Athro, Mulher, Philodox das Fúrias Negras, com os poderes a mim investidos pelo cargo de Juíza da Seita da Coroa de Gaia, declaro aberto o julgamento da matilha Olhos da Tempestade. Que o líder, o Juiz e aquele que irá apresentar a posição oficial da matilha dêem um passo à frente e os demais, se acomodem.'


A Fúria Negra olha para os que estavam assistindo e fala:


'- Que as testemunhas e aqueles que pretendem acusar a matilha se manifestem agora, apresentando as acusações.'


Alma-da-Bruxa ergue a mão e diz:


'- Dyanna Elmond, Alma-da-Bruxa, Forsten Mulher Theurge das Fúrias Negras se apresenta como testemunha.'


Guardião-Ancestral imediatamente ergue sua mão e diz:


'- Alef Campbell, Guardião-Ancestral, Forsten Hominídeo Galliard dos Presas de Prata pede para ser ouvido como Testemunha.'


O Presas de Prata lança um olhar cúmplice para Luke e Victor torcendo para que compreendessem sua movimentação.  Imediatamente, o Fenris ergue a mão e fala:




'- Eu, Siegfried Jarlsdottir, Cólera-de-Balder, Hominídeo, Cliath dos Crias de Fenris também me coloco como testemunha'




A líder da Seita se manifesta em seguida:


'- A Seita irá proceder a acusação através de seu Porta Voz, Bardo-Forjador e a tribo das Fúrias Negras me informou que a Galliard Júbilo-das-Górgonas irá proceder com as acusações. As acusações são abandono de território, violação da Litania, insubordinação e, especificamente para o Alfa da matilha, Legado-do-Trovão, uma acusação das Fúrias Negras de assassinato.'


A Juíza aguardava a manifestação da matilha para prosseguir. 






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Pantaneiro (glabro) - todoa

Mensagem por Yorick MacAlister em Dom Dez 10, 2017 1:23 am

Pantaneiro adentra ao templo da justiça com a matilha e nota a presença de todos. Passa uma olhada rápida cumprimentando somente com um aceno de cabeça e aguarda o desenrolar da situação. Era muitas coisas e todas elas já imaginava os motivos, porém o Fenris era uma surpresa.

Devia lá ter seus motivos e isso enquanto não falasse, não era problema seu. Não queria prejudicar ninguém da matilha, mas também não se prejudicaria por ninguém. Mantém-se quieto e não levanta a mão diante de nenhuma acusação ou posição.

Aguardava o desenrolar da situação e observava tudo atentamente.
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Victor Montenegro em Dom Dez 10, 2017 2:08 am

O julgamento se iniciava sem demora depois do posicionamento da matilha. A Juiza e a lider da seita se manifestam e Alef logo se põe como testemunha. O Juiz retribui o olhar cúmplice em compreensão e nada fala.

Em seguida, ao arrepio de toda lógica, o Fenris também manifesta sua voz se prontificando como testemunha.

***Em?!***




O Philodox, internamente perplexo, se controla para não demontrar qualquer grande surpresa ou estranhamento. Sendo assim, de forma natural e solene, da um passo a frente e diz:

- Eu; Victor Montenegro, Justiça do Predador, nascido entre os homens, Fostern, Philodox dos Senhores das Sombras, me apresento a esta corte enquanto Juiz.
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Legado do Trovão (Glabro) - Olhos da Tempestade

Mensagem por Luke Constantine em Dom Dez 10, 2017 2:50 am

* Luke retribui o gesto de apoio que Victor havia lhe passado na entrada do templo com um menear de cabeça e olhar concentrado: *

- Vamo.

* Supunha que o discurso de Will tivesse surtido efeito no Philodox tanto quanto em si próprio, porque sua postura havia mudado. Talvez a morte de um irmão houvesse gerado um vínculo poderoso e aquele era o momento de apresentar união. Adentra o templo com uma postura resoluta e introspectiva, observando os Garous presentes na sala. As Fúrias Negras estavam em peso ali, sem dúvida para acusa-lo de algo que não faziam a menor ideia de como se desenrolou. Fosse  como fosse, assume seu lugar a frente da matilha já sabendo que, na qualidade de lider e maior responsavel, teria que lidar com isso. O julgamento é aberto quase de imediato e, após as instruções iniciais, as testemunhas se apresentam, algumas esperadas e outras nem um pouco.  Mantém olhos fixos em Guardião-Ancestral, retribuindo seu olhar com confiança de que ele tinha algo em mente mas não fazia a menor ideia do que o novo Fenris da matilha pretendia. Pelo pouco contato até o momento só podia supor que ele não era o tipo que resolvia quaisquer problemas em tribunais, no entanto ali ele estava.  *

"Pelo trovão, que isso não signifique mais problemas do que os que já temos na mesa.."

* Permanece em silêncio e nao deixa seu semblante firme se alterar até que é chegada a hora de se apresentar. Olha para Coração-da-Tempestade antes de seguir adiante e indica com a cabeça que ele deveria acompanha-los: *

- Will..

* Da um passo a frente dos demais e se endereça a corte julgadora: *

- Luke Constantine, Legado-do-Trovão, nascido sobre duas patas, Ahroun Cliath dos Senhores das Sombras, me apresento perante esta corte na qualidade de Alfa da Olhos da Tempestade.


 
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral | Cólera-de-Balder - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Dom Dez 10, 2017 10:13 am

A Juíza ainda esperava a apresentação de William quando o Fenris pede a palavra. É natural haver expressões de espanto, apenas Alef e o Fenris não pareciam espantados com a atitude dele. O Presas de Prata, inclusive, tinha um semblante de confiança estampado em seu rosto. Com o pedido de Siegfried, a Juíza diz:

'- O que deseja, Cólera-de-Balder?'

O Ahroun se levanta, vai ao centro e diz:

'- Eu gostaria de me manifestar contra o julgamento do meu alfa por Assassinato. Quero questionar a acusação. Ou melhor, as intenções da acusadora.'

Estrela-da-Manhã olha com cara de Fúria para o Fenris que, debochadamente manda um beijinho para a líder do Caern. A Juíza troca olhares com a líder e, diz:

'- Muito bem, seja breve, pois temos um método a seguir. Ouviremos a apresentação da versão da matilha para a noite, em seguida as palavras da acusação, o depoimento das testemunhas, a palavra da defesa e abriremos, em seguida para o debate entre acusação e defesa.'

Apresenta o método para que todos já tomem ciência de como será o procedimento. O Fenris satisfeito apenas diz:

'- Serei breve.'

Ele caminha na direção de Alma-da-Bruxa e diz:

'- Essa mulher fraca não tem moral para acusar o líder da minha matilha, juíza. Sua acusação é fruto de histeria e descontrole, tudo causado pelo emocional fraco dessa fêmea mal amada. Eu vi meu alfa querendo honrar a Fúria Negra caída, eu vi a culpa no rosto do meu Alfa e essa vaca se comportou como uma mocréia feia pra caralho levando para o pessoal algo que não era, demonstrando que está se aproveitando do fato para fazer esse grande circo e punir um Garou por um crime que não cometeu. Todo esse circo é fruto do ego frágil de mulheres que fingem ser fortes e que tentam manipular fatos para atingir os homens que tanto odeiam. Ou fingem que odeiam, que a gente sabe muito bem que tudo isso na verdade é falta de piroca. Sendo assim, se é de rola que você precisa para se tornar uma Garou decente, a gente pode procurar algum parente corajoso que lhe dê um trato...'

Alef mantinha o olhar fixo em Alma-da-Bruxa e enquanto o Fenris falava, a Theurge parecia procurar algo ao seu redor começando a ficar descontrolada e quando o Fenris concluía sua fala insultosa, o objetivo de Siegfried e Alef é atingido... Alma-da-Bruxa sucumbe ao Frenesi tornando-se Crinos e saltando na direção do Ahroun que, sem mudar de forma, cai no chão mas segura com uma mão o pescoço da Garou evitando que ela o morda e diz:

'- Tá vendo, Juíza, essa descontrolada não tem condições de acusar ninguém. Está movida apenas pelo ódio...'

Irritada, a Juíza grita:

'- Ira-de-Ártemis, tire Alma-da-Bruxa do tribunal, o depoimento dela está suspenso.'

A Ahroun das Fúrias Negras assume a forma Crinos e sai arrastando a Theurge do templo. O Fenris, com várias marcas de garras pelo corpo se levanta com um sorriso no rosto. A Juíza, então diz:

'- Você agiu de forma enganosa, Cria de Fenris. Usou do desrespeito para com sua irmã dentro do templo da justiça. Desrespeitou todas as mulheres e precisará aprender a falar de forma honrada com uma. Eu lhe condeno a prestar sete trabalhos definidos pela tribo das Fúrias Negras para aprender a valorizar e respeitar as mulheres daqui em diante e ordeno que se retire imediatamente desse templo.'

O Ahroun, já sabendo que seria punido, faz uma reverência e diz:

'- Que assim seja.'

Ele passa pelo Alfa saindo do templo, dá um tapa no ombro dele e diz:

'- Agora é contigo.'

E sai caminhando e assobiando. Não parecia abalado com a punição. Na mente de Victor e de Luke, a voz de Alef ecoa dizendo:

'- Pronto, tiramos um dos problemas de cena...'

Estava claro para os dois quem fora o mentor da cena. A Juíza então diz:

'- Chega de truques, Olhos da Tempestade. Isso não irá lhes salvar. Procedam com o relato das ações da matilha nessa noite, vamos iniciar os trabalhos imediatamente.'
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Sussurros Solitários em Dom Dez 10, 2017 10:55 am

Forma atual: Lupino

O caminho para o Templo da Justiça foi tomado pela reflexão. As palavras do Galliard Fianna ainda ecoam em sua mente e as ações do Alfa também. Parecia que finalmente havia esperança de que aqueles garous se tornassem uma matilha e mesmo não conseguindo expressar ou sentir tudo exatamente como antes, o lobo fica feliz e decide fazer daquele momento o melhor possível.

O Julgamento que se segue é duro, mas o Uktena se sente mais confiante agora em enfrentá-lo por estar com seus irmãos.

O primeiro ato é uma provocação do Fenris para com a Alma-da-Bruxa até que ela entre em frenesi e não seja capaz de testemunhar. O lobo não gostaria que aquilo acontecesse, mas ainda assim foi o melhor pra matilha e a matilha vem em primeiro lugar.

Acompanha a retirada da garou do local com os olhos para ter certeza de que ela estaria bem. Ela o havia salvado naquela noite e ele não esqueceria daquilo nunca.

*Nos perdoe Alma-da-Bruxa...*

Pensando em como poderia ajudar a matilha naquele momento, uma vez que não era bom com palavras, o lobo começa a ter uma idéia que seria implementada no momento certo...

Por enquanto limita-se a ir para junto do Alfa e sussurrar para que apenas ele escute:

"- Sinto muito." Suas desculpas eram sinceras e ele gostaria de dar forças ao Alfa nesse momento, estava sinceramente arrependido do motim desta noite e não tinha a intenção de repetir aquele ato.

Junto de seu pedido de desculpas, o Uktena, lhe furta um olhar cúmplice.
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Skull-head (Hominídeo) - Matilha Olhos da Tempestade | Juri

Mensagem por Skullhead em Dom Dez 10, 2017 12:05 pm

Skull-head andava, ainda pesado pelo rito que haviam acabado de passar. Eles param rapidamente na frente do templo e de sua arquitetura mórbida e imponente. Era um lugar tenebroso, talvez fosse um ótimo local pra se fazer uma rave, não fosse a localização sagrada do mesmo. Os pensamentos do Andarilho são trazidos para lá com as palavras do Alpha. Ele unia-os, talvez em seus últimos momentos de liderança, e pedia que passassem por aquele momento como uma matilha. O lua crescente confirma com cabeça, olhando para os irmãos. A maioria ali estava ligada sob o mesmo laço, sob as leis do Elefante. Precisavam agir como uma verdadeira manada e esmagar todo tipo de adversidade que se colocasse pela frente.

Eles, enfim, entram no local e encaram o seu juri. A juíza da Seita se anuncia e pede que Alpha, juiz e o representante oficial da matilha se apresentem. Luke o faz primeiramente. As testemunhas também são chamadas, primeiro a Fúria Negra que havia restado da missão; depois Alef e, por último...

*O QUE ESSE MONTE DE MÚSCULO PENSA QUE VAI FAZER?*

Os olhos do Andarilho se direcionam do Cria para Victor, que já havia conhecido a peça. O que o filho de Ira-de-Thor estava tramando? A única coisa que Camilo poderia dizer é que tinha medo do que poderia acontecer com aquele testemunho. O filho da puta tinha acabado de chegar, o que diabos ele ia falar que seria importante?

Victor, como se despertasse para o mau agouro que os esperava com aquilo, se prontifica como Juiz da matilha. E a partir daí o caos se instala. É dada a palavra ao novato e ele debocha descaradamente da acusadora de Luke que, totalmente desacreditada, parte para cima do Cria em Crinos. Siegfried não precisa de ajuda, evidentemente, e segura a mulher descontrolada.

*Por isso eu realmente não esperava!*

A ideia havia ficado clara diante da execução. A Fúria Negra é retirada por uma irmã do Templo e o Cria é punido por sua falta de educação; uma pena branda que com certeza tinha ajudado a manter a cabeça do Alpha do local. O Andarilho estava curioso para ouvir o relato de Will e descobrir o que diabos tinha acontecido para Alma-da-Bruxa criar um ódio tão profundo por Luke. Certo, ele havia matado Flecha-Voraz, claramente, mas apenas uma pessoa sem cérebro acreditaria que ele haveria feito de livre vontade... Ok, ele era um Senhor das Sombras e eles não são tão confiáveis assim, mas por que motivos um recém-chegado mataria um outro Garou? Não fazia sentido!

Com aquilo, restava apenas o mestre de cerimônias se apresentar. Skull-head prefere não se colocar como testemunha. Aquela noite já havia lhe mostrado que o mau uso das palavras poderia ter consequências e ele prefere não arriscar e colocar toda a matilha em apuros por causa do seu mau uso das palavras. A auto estima do mesmo ainda estava baixa, havia tomados algumas decisões não muito acertadas aquela noite.
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por William McLeod em Dom Dez 10, 2017 4:54 pm

O garoto caminha ao lado de seus irmãos e responde à Victor, quando ele lhe agradece, de forma simples:

- Is we, porra. É nois.

E não fala mais nada além disso. Voltando a ficar silencioso como estava antes da cerimônia...Ele nunca estivera em um julgamento formal antes e não sabiam como as coisas eram feitas, mas nada o surpreende até o Cria de Fenris se pronunciar. Mas, pera aí, quem era ele mesmo?

Ele até olha ao redor, procurando alguém que lhe trocasse um olhar cumplice que explicasse quem caralhos era aquela pessoa que os seguira até ali e que iria testemunhar contra a matilha, mas então ele se lembra: Era o novo Ahroun que iria mijar na sua bota, ou que não iria. Ah tá...então tá bom. Tá bom?

- Mas o que ele quer testemunh...?

William começa a balbuciar e então ele começa a falar contra a Fúria Negra e o Fianna nem termina a frase e nem fecha a boca, ficando em choque na mesma posição, por uns 3 segundos até se recompor e fazer cara de paisagem como se tudo fizesse o maior sentido do mundo. Ele apenas pisca duro, mantendo toda sua incredulidade para si mesmo, durante o ataque que o Cria de Fenris estava sofrendo e depois a punição que ele recebe, que o faz acordar de volta para o que estava acontecendo.

- Mano do céu...

Ele não sabia se aquilo fora realmente necessário, mas ao seu ver era a melhor opção imediata para a matilha... aquela Fúria-Negra ajudara eles aquela noite mas ela parecia mesmo desequilibrada e fora de seu juízo pelo luto, era uma pena que tivesse sido assim, mas tempos urgentes pediam medidas urgentes. O Cria levara um tiro pela matilha e pelo alfa que nem conhecia e isso elevara a moral do cara com o Fianna. Quando Luke se apresenta depois de chama-lo, o Fianna já se prepara, indo para onde deveria ir e passando pelo alfa, apenas falando em voz baixa para o mesmo – de modo que apenas ele ouça:

- Pode deixar comigo chefe... se for pra bater, eu vou acelerar para todo mundo morrer junto. Vamos sair dessa ou não, como um.

E então ele se dirige à juíza e aos demais que estavam ouvindo, limpando a garganta e dizendo:

- Eu sou William Cumhaill Wallace McLeod, das Terras Altas da Escócia, Galliard Cliath dos Fiannas e Mestre de Cerimônias da Olhos-da-Tempestade. Me apresento como testemunha e relator dos fatos por mim presenciado esta noite, assim como apresento seus membros à esta corte, à quem quero defender das acusações que sob eles recaem. Falo em nome de nosso alfa, Legado-do-Trovão, Cliath Ahroun dos Senhores das Sombras, nosso Juíz, Justiça-do-Predador, Fostern Philodox dos Senhores das Sombras, Pantaneiro, Cliath Ahroun dos Fianna, Guardião-Ancestral, Fostern Galliard dos Presas-de-Prata, Nosso Mestre de Rituais, Sussurros-Solitários, Cliath Theurge nascido em quatro patas dos Uktena, SkullHead, Cliath Theurge dos Andarilhos do Asfalto e Cólera-de-Balder, Ahroun Cliath dos Crias de Fenris que vocês já conheceram...Somos abençoados pelo Elefante e corremos todos juntos, nesta formação, há apenas algumas horas se muito.

Ele faz uma pausa e depois já segue, começando a andar e movimentar as mãos em seu discurso.

- Esta noite eu fui enviado por meu pai, um Sem-Lua Ancião que defende um Caern em São Paulo, para trilhar meu próprio caminho após ter passado pelo Rito de Passagem e me tornado um Garou. Eu mal cheguei à esta cidade e fui recebido pela Olhos-da-Tempestade. Não tivemos muito tempo para nos conhecer pois tínhamos uma missão urgente para tratar e não havia tempo para perder... existia uma Garou caída com raízes estabelecidas em uma região do território da matilha e ela estava corrompendo a sociedade ao seu redor e nós tínhamos que fazer alguma coisa.

Novamente aquela tendência à se deixar inflamar, que ele logo corta para dar um ar de dramaticidade, baixando a voz no próximo momento:

- Nosso alfa nos dividiu em grupos: Legado-do-Trovão liderou o ataque principal, Guardião-Ancestral, Pacificador, Alma-da-Bruxa, Flecha-Voraz, Sussuros-Solitários e eu seguimos com ele atrás de Eva, a caída, até um parque de diversões macabro. Nosso então Ragabash, Spybot, foi investigar um espectro que ela controlava para corromper a vida dos humanos e Pantaneiro, Skullhead e Justiça-do-Predador foram proteger um humano que era alvo deste mesmo espectro. A partir do momento em que saímos do Caern, nada mais posso dizer sobre os outros grupos, pois nos separamos, mas eu posso dizer do que aconteceu com o que eu estava...

Ele para de andar, mas seus olhos ainda pareciam distantes, recriando o passado diante de si mesmo:

- Eu não entendia direito o que estava acontecendo, mas eu estava deixando o baile seguir e acompanhava a sequência... Foi no caminho para o parque que aconteceu o que vocês acusam de negligência, porque em algum momento, Guardião-Ancestral informou que haviam descoberto que, além do problema da Caída, haveria também um ataque no nosso território aquela noite e nosso alfa decidiu seguir com o ataque à Eva antes de voltar resolver pessoalmente a outra questão. 

A voz dele abaixa um tom, ficando mais emocional, mais sentimental, como se aquilo fosse mexesse com ele de forma pessoal:

- Todos sabemos o inferno que se desencadeou por causa desta decisão de Legado-do-Trovão. Eu estava no carro quando ele tomou esta decisão, eu vi acontecer mas...por Gaia, naquela hora não havia como saber. Porra! Não tinha como saber o que iria acontecer e seria uma hipocrisia do caralho, agora, depois que tudo passou, colocar as coisas em uma outra perspectiva para julgar qual decisão era a mais acertada: um ataque que aconteceria em algum momento da noite e que poderia ser contida ou uma infiltração corrompida que já afetava a vida dos humanos ao seu redor e já podia ser sentida na sociedade? Eu não sabia do que se tratava a decisão de Legado-do-Trovão naquele momento, mas se eu soubesse o que era, porra, se eu soubesse do que se tratava...eu teria feito a mesma escolha.

Ele para e olha diretamente para Estrela-da-Manhã, tomando fôlego depois de ter se deixado inflamar novamente.

- Qualquer Fianna teria feito a mesma escolha... Qualquer Garou deveria fazer a mesma escolha depois do que deixamos acontecer aos Uivadores Brancos.

Ele olha então para Luke, um olhar cúmplice...e então para Alef, um Presa de Prata...e finalmente para os outros, talvez eles não soubessem do que ele estava falando. Will fecha os olhos por um segundo, organizando a mente. Talvez ele estivesse indo longe demais, mas era as cartas que ele tinha e ele colocava seu coração em tudo que fazia, não recebera seu nome à toa. Ele reabre os olhos muito verdes e fita novamente Estrela da Manhã antes de se voltar à juíza.

- Quando os primeiros Uivadores começaram a se corromper e deixaram a Mácula se espalhar para os humanos nas terras ancestrais da nossa tribo, os Fiannas deram prioridade aos ataques que aconteciam em outros lugares e isso levou à destruição da tribo mais pura que a Nação Garou já teve e não existem canções suficientes para recontar toda a dor que os Fiannas sentem até hoje. Legado-do-Trovão, assim como eu, é um Cliath... talvez a decisão dele possa não ter trazido os melhores resultados, mas com certeza não foi a com menos sabedoria. Ao menos não é o que nossa história, a história da nossa Nação, do meu Povo, nos prova. 

E ele respira. Acusação de abandono, check.

- Chegamos no parque e entramos na casa dos espelhos aos pares, bem...quase aos pares, eu fiquei por último. Sussuros-Solitários entrou com Alma-da-Bruxa, Pacificador e Guardião-Ancestral, Flecha-Voraz e Legado-do-Trovão e por fim, eu sozinho. Mas por algum motivo, assim que entramos as coisas ficaram diferentes... alguma forma de magia sinistra estava operando no lugar. Nós nos separamos, os pares ficaram juntos. Tentamos uivar, mas ninguém se ouvia...eu só consegui ouvir Guardião-Ancestral, mas não conseguíamos chegar uns nos outros. E uns demônio de vidro começaram a aparecer e atacar, e tentei me livrar deles  correr até encontrar alguém, eu chamei o Mel Gibson para me ajudar a achar o caminho. O Mel Gibson é uma Quimera que é um grande amigo de infância, mas quando eu tentei chama-lo apareceu um Pesadelo no lugar... foi mais ou menos quando eu encontrei o Luke e o corpo da Flecha-Voraz já no chão, com os espíritos do Totem Elefante virados no capeta. Assim como o Mel Gibson, eles também estavam possuídos. Foi quando eu percebi que aquele lugar maldito fazia com que a gente visse nossos aliados como inimigos. A gente estava cercado, a Fúria Negra tinha morrido, eu estava em quase em pânico e o alfa estava aguentando sozinho quando tudo ficou escuro.

Ele já retornara a ficar enfático com as mãos, gesticulando o tempo todo.

- E eu falei: FODEU. Achei melhor sair dali o quanto antes, porque não tinha muito o que fazer além de, tipo, morrer. Aí eu falei pro alfa me seguir, peguei o corpo da Fúria-Negra e saí correndo pelo corredor. Mas o alfa falou: “Precisamos achar o fetiche dela!” (ele imita e muito bem a voz de Luke, ficando quase cômico) ou coisa assim e ficou para trás e eu só percebi quando encontrei os outros, que estava sozinho. Então eu deixei Flecha-Voraz e voltei para ajudar Legado-do-Trovão que estava sozinho, contra três inimigos, dei uma voadora neles e derrubei os quatro. Eu sei, foi realmente incrível. Aí a Alma-da-Bruxa comeu um elefante, eu não entendi muito bem...e a gente Purificou o outro. Acho que o Pacificador já não estava entre nós. Eles haviam descoberto que ela tinha filhas, se não me engano. Bom, aí a tal da Eva apareceu, trazendo uns cãos(sic) do inferno junto que a gente derrotou, mas parecia que tudo que a gente fazia voltava contra a gente por causa de um bastão que....PUTAQUEPARIUTANO CARRO! 

Ele coloca a mão na cabeça porque acaba de lembrar que deixara o fetiche corrompido no carro na volta para o Caern. Ele olha meio aturdido para a matilha, como se tivesse se desculpando:

- Poxa gente, deixei o fetiche dela no carro. Será que tem como alguém ir lá buscar depois?

Aí ele volta para a juíza, super encabulado:

- Desculpa, foi mal..eu, esqueci...o fetiche, era das trevas... eu tirei da mão dela para ela parar de matar a gente. Parecia um negócio muito poderoso, mas eu esqueci no porta-malas do carro. O carro nem era nosso! Eu queria entregar para vocês, já que ele precisa ser purificado ou sei lá, exorcizado... Bom, enfim... a gente matou a Eva no final...o lugar começou a cair. O Alef foi buscar o Pacificador e o Luke quis trazer a Flecha-Voraz, mas a Alma-da-Bruxa estava bolada com ele. Bom, ela tinha motivos para estar chateada, mas acho que ela queria vingança mais do que justiça.

Ele se encaminhava para o final do relato-testemunho:

- A gente saiu do lugar, roubamos um taxi velho e viemos para cá...foi só aí que vimos a dimensão do ataque que o território sofreu e que não tinha dado tempo de voltarmos. Claro que todo mundo ficou fodido com isso e a gente queria fazer alguma coisa, o Luke não deixou. Ele queria vir direto para o Caern, mas eu fiquei pilhando o pessoal com base no segundo verso da litania. O Luke defendendo um verso e eu defendendo o outro, estava todo mundo certo e estava todo mundo errado ali e por isso nos atrasamos um pouco.... o resto vocês sabem, nós enterramos nosso irmão de matilha e estamos aqui.
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral | Cólera-de-Balder - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Dom Dez 10, 2017 9:14 pm

William começa a formalidade apresentando a matilha. O Fianna podia sentir que tinha toda a atenção do Ragabash de sua tribo, Bardo-Forjador (que tinha a fama de ser um dos grandes Galliards da Nação). A atenção do Ragabash é apenas quebrada por um instante quando ele e Alef trocam olhares cúmplices. Nessa hora, Luke e Victor ouvem o Presas de Prata comenta:

'- Não me defendam das acusações do Adryan.'

Era um aviso que ecoava enquanto Will, com maestria, dominava a cena no Templo da Justiça. Ao final das palavras de William, a líder do Caern se manifesta dizendo:

'- És um Galliard com destino promissor, Coração-da-Tempestade. Consegue dar um aroma de rosas ao estrume.'

A Galliard Júblio-das-Górgonas após cochicar algo com Bardo-Forjador se encaminha para tomar a palavra. Ela assume o centro e diz, sendo visível que ainda estava nervosa pelas palavras do Fenris que haviam tirado do sério não apenas Alma-da-Bruxa, mas boa parte das Fúrias Negras:

'- Louise Grayson, Júbilo-das-Górgonas, Mulher Athro, Galliard das Fúrias Negras e acusadora nesse tribunal. Trago aqui, o relato de minha irmã, impedida de expor, para acusar Legado-do-Trovão de liderança fraca e de ser o responsável por um assassinato de outra Garou. Minha irmã tem em si uma poderosa ancestral que é capaz de enxergar para além de onde vão seus olhos, e ela me relatou que fora a Fúria de Legado-do-Trovão que lhe ceifara a vida. Vejam vocês aqui presentes, minha tribo fora insultada pela Olhos da Tempestade publicamente com os versos do Garou chamado como Pantaneiro e quando recebe o convite da matilha para correr ao nosso lado para dar fim à uma ameaça da Wyrm, são as garras do líder da matilha que tiram a vida de nossa Ahroun.'

A Galliard dá passos na direção de Luke e diz:

'- Tens coragem de dizer aqui que não é o culpado pela morte de Flecha-Voraz? Terá a dissimulação de não assumir seu crime e receber sua punição pelo seu erro, Senhor das Sombras?'

Ela ia se aproximando mais, mas Bardo-Forjador coloca a mão no ombro da Galliard e fala:

'- Deixe comigo, você não está em plenas condições para isso. A emoção está lhe prejudicando.'

Fala em tom calmo, mas a Fúria Negra ouve apenas ele dizer que ele daria um jeito naquilo e, então, a Galliard decide por sentar-se e deixar o show com o Ragabash que abre um sorriso e diz olhando para Will, Luke e Victor:

'- Agora é com a gente...'

O Fianna toma a posição e fala sempre olhando pra matilha:

'- Eu vou começar dizendo que eu acredito muito na Olhos da Tempestade. Fui eu quem propus à Estrela-da-Manhã a divisão desse enorme grupo de recém-chegado em duas matilhas e a primeira que montei foi a Olhos da Tempestade, baseado na biografia de vocês. Acho que vocês tem tudo para ser uma matilha de futuro, mas para tal é preciso ajustar alguns pontos que serão tocados aqui e, confio na sabedoria da nossa juíza para tal. A punição que irão receber, mais do que algo para lhes punir, é algo para que aprendam e evoluam, então encarem esse momento como tal.'

Vira-se para a Juíza e diz:

'- Começo dizendo à Juíza que são Cliaths. E peço que isso seja levado em consideração para o julgamento de todos eles que são desse posto.'

A juíza assente com a cabeça e o Fianna prossegue:

'- Fui incumbido de tecer algumas acusações pela liderança da Seita e, uma extra eu trago após denúncia que recebi de meu irmão de tribo Pantaneiro. Começarei pela denúncia de Pantaneiro que pode me corrigir se eu estiver errado e peço para que tanto ele, quanto o garou de nome Skullhead tragam a verdade de suas palavras ao público: vocês foram abandonados em missão pelo Juiz da matilha? Como isso aconteceu? Porque? E você, Justiça-do-Predador, é hábito seu agir de forma desonrada abandonando seus irmãos para trás?'

Olha fixamente para Victor, captando a expressão dele e prossegue:

'- Gostaria de elogiar todo o discurso de Coração-da-Tempestade. Como líder de sua tribo, estou orgulhoso de ti e mesmo sabendo que sua matilha merece um discurso mais pesado do que o que trouxe a nós, seu senso de matilha nos enche de orgulho irmão. Parabéns.'

Um olhar rápido para Will, para, então, prosseguir:

'- A Seita acusa a matilha Olhos da Tempestade de, em sua sede de glória, abandonar a defesa de seu território sabendo quem um grande ataque da Wyrm iria acontecer sobre ele. Eu compreendo a questão trazida por William sobre a história dos uivadores brancos, mas estamos falando de um processo que, segundo a estimativa dos Andarilhos do Asfalto, matou mais de 2000 humanos e que não pode ser ignorado. Destacaram três membros para cuidar de um humano à custa da vida de dois mil. Em algum momento, algum de vocês considerou acertada essa escolha? O Galliard fala que não havia como saber, mas a informação que nos chegou, partindo da sua matilha era a de um ataque dos maiores promovidos por Vampiros. Há contradição nisso. A matilha sabia sim. Sabia e optou por seguir na sua jornada por glória. Sabia e abandonou seu território. Perdão, Coração-da-Tempestade, mas essa parte do seu relato não tem fidelidade na verdade. Se havia alguma divisão aceitável nessa noite para sua matilha, ela tinha que levar em conta o ataque. Seu alfa fez o contrário. Mandou metade da matilha para fora da Zona Oeste quando a matilha sabia que mesma seria palco de um show de horrores da Wyrm. A Seita pede a punição por negligência e abandono de território para a matilha e pede uma punição extra para o líder, responsável pelas decisões erradas.'

Alef ergue a mão e Adryan para de falar. O Galliard diz:

'- Eu, Alef Campbell, Guardião-Ancestral, Galliard dos Presas de Prata Forsten nascido entre os homens, me inscrevi como testemunha para fazer essa declaração que aqui faço agora. Legado-do-Trovão não pode ser considerado pessoalmente culpado pela ordem. Fui eu quem, ao falar ao telefone com Coração-Valente, informei-o que seguiríamos mesmo antes de Legado-do-Trovão se manifestar. Eu, Galliard, com minha língua e minha persuasão, induzi a matilha ao erro e por isso, a punição específica ao Alfa deve ser dirigida à mim para que seja efetivamente justa.'

O Ragabash olha para Alef e comenta:

'- Isso apenas faz com que divida a culpa com ele, Guardião-Ancestral. Seus truques devem parar por aqui. És cúmplice e mentor do ataque à Fúria Negra e agora interrompe minha fala para tentar tirar seu alfa da linha da justiça. Seus atos são repudiáveis e eu peço sua punição pelo mau conselho dado à matilha e pela má postura dentro deste tribunal.'

O Galliard fica em silêncio enquanto o Fianna segue dizendo:

'- Por fim, existe a acusação de insubordinação, no entanto essa acusação eu tiro mediante os relatos de William, ela não faz mais sentido. Gostaria, no entanto, como acusação, solicitar a manifestação de Pantaneiro e Skullhead sobre o abandono em missão, a justificativa de Justiça-do-Predador para seu ato e uma palavra do Alfa desta matilha sobre tudo que aqui foi dito antes de tecer novas perguntas.'

Sorri para o trio. Era possível ver que Estrela-da-Manhã estava insatisfeita com o Ragabash. Ela sabia que ele não havia dado nem 25% de suas capacidades ali.
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Pantaneiro ( Glabro ) - Todos no julgamento

Mensagem por Yorick MacAlister em Seg Dez 11, 2017 1:30 pm

O julgamento começa e logo de cara a surpresa pelo que Siegfried faz. O Fenris havia feito uma manobra ousada tirando a Fúria Negra de cena e ainda revelando sua instabilidade emocional, porém à um custo alto, pois pagaria uma pena alta às mesmas. Se o Fenris queria conquistar amigos ou a matilha inteira, havia feito uma boa ação e tinha certeza que havia ganhado a consideração de todos. Aquilo ajudava a aliviar a barra do Luke da culpa de ter matado deliberadamente a Fúria. Outro ponto era que citaram seu versinho como agravante de culpa.

No entanto, o que deixa Pantaneiro mais atento é o relato de Will para com os acontecimentos da noite. O Ahroun nem sabia o que pensar, era tanta merda que já tava difícil discernir o que era justo do injusto. Preferiu focar nas palavras de Bardo-Forjador que ao levantar-se faz as acusações indagando também sobre o que havia falado de Victor.

Sem delongas, Pantaneiro arruma o chapéu, ergue a mão pedindo a palavra e dá um passo a frente dizendo inicialmente:

- Vou começar primeiramente dizendo o que houve e como aconteceu isso... Depois de todos os transtornos da missão, depois de nóis tê se estrupiado tudo, estávamos voltando pro Caern, só que as ruas estavam um caos e o motivo disso já sabemos, com polícia pra todo lado, inclusive justamente no local onde nóis tava. Devido a isso, tivemos que pegar um atalho pela Umbra e sair na rua debaixo um pouco distante dos olhos humanos. Havia um carro velho e era o único meio de voltarmos mais rápido pro Caern. A ideia era rouba-lo. Eu deduzi que por ser velho não tinha alarme e tomei a iniciativa de abrir a porta pra nóis prosseguir, mas estava errado e o carro disparou o alarme, o que por consequência também chamou a atenção da polícia. Foi nesse momento que Victor virou as costas dizendo 'Foda-se' e mostrando o dedo do meio pra gente sumindo nas próprias sombras, deixando eu e o Skull-Head no local onde fomos obrigados a arrumar meios de voltar e sair sem ser pego pela polícia.

Seu semblante era sério e mantinha as firmezas nas palavras.

- No entanto gostaria de dizer que me sinto culpado por essa situação, pois fui eu quem tomei a iniciativa e disparei o alarme desse maldito carro. Poderia ser qualquer um de nós três, mas fui eu o sortudo. Não é que eu não consigo me virar sozinho ou dependa do Victor para sobreviver, é que de onde eu venho, abandonar um irmão é pior que a morte. Devo ressaltar que Victor é um Garou com muitas qualidades, habilidades, é astuto, bom no que faz, porém minha indignação é somente essa. Acredito que ele não tenha feito por mal, que tenha sido uma atitude mal pensada do momento e o levou a agir dessa maneira, caso contrário, se fez pela maldade, que arque com as consequências.


Olhou para Victor e continuou deixando a honestidade transparecer.

- Não cabe a mim julgar ou punir. Esse não é o meu augúrio. Sei que um erro é um erro e para não ser repetido e aprendido, deve ser punido, assim como fui. Quando eu cheguei e encontrei Victor aqui no Caern disse duras verdades para ele. Talvez isso tenha bastado, talvez não, não tenho como saber, porém minha sugestão à juíza desde julgamento, e a todos presente, é que isso sirva como o ÚLTIMO alerta para ele de que é a ÚLTIMA vez que vira as costas para seus irmãos ou os deixa para trás diante do perigo, caso contrário sofrerá as consequência por aqueles capazes por Gaia de julgarem.
Tirou o chapéu levando em suas mãos e completou olhando diretamente para Victor.

- Como parte do meu testemunho e uma reflexão sobre o ocorrido, gostaria de dizer para você Victor, que ontem, quando me puniu, aceitei de forma honrosa e estou cumprindo esta punição com o intuito de melhorar e ser um Garou melhor e também não repetir os mesmos erros. Lembro-me como se fosse agora você dizendo em meu julgamento para confiar em algo além dos meus músculos, garras e presas, aprender a pensar, a medir e a, não só proteger, mas também confiar na minha matilha como proteção. E penso... como poderia confiar minha vida em um irmão de matilha que não sei se posso contar na hora do 'vamo-vê'? Enfim, se o seu objetivo com esse abandono era me pregar alguma lição ou fazer com que eu aprendesse algo, sugiro mudar seus meios de ensinamento, porque desse modo só mostrou para mim que isso é coisa de covardes e isso eu nunca vou ser.
Colocou o chapéu na cabeça enquanto completou...

- E vai me desculpando aí pela sinceridade em minhas palavras.


Tirou a atenção de Victor e olhando agora pras Fúrias Negras disse:

- E queria aproveitar esse momento na presença das Fúrias Negras, e de todos, para me desculpar publicamente com os versinhos de baixo calão que recitei ontem na clareira central. Eu estava com modos humanos ainda impregnados em mim e foi extremamente desonroso o que fiz. Não tive a intenção de ofende-las, mas sei que ainda assim fiz. Peço desculpas e garanto que isso não irá mais ocorrer. Se tiver que ser punido por isso, aceitarei quaisquer punição de bom grado.


Deu um passo atrás e finalizou quieto aguardando a voz do alto escalão daquele julgamento. Doa a quem doer, foi sincero como o que pensava e se Victor não gostasse do que havia dito, paciência. Infelizmente não tinha como ser desonesto consigo mesmo.
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Skull-head (Hominídeo) - Matilha Olhos da Tempestade | Júri

Mensagem por Skullhead em Seg Dez 11, 2017 5:35 pm

Will apresenta os seus representados e começa finalmente com a defesa. O Fianna mais uma vez não decepcionava sua matilha, mostrando-se um verdadeiro Mestre de Cerimônias. O relato dele conta a saga da matilha aquela noite, mais especificamente a parte do combate contra a filha da puta corrompida, a Eva. Era interessante ouvir o relato de algo que ele não havia participado e, apesar da ausência, as palavras do filho do Gamo exprimem muito bem o que eles provavelmente enfrentaram.
 
No meio de tantas palavras, Will justifica as atitudes do Alpha tentando apelar para o erro histórico de sua Tribo para com os Uivadores Brancos. Era a primeira vez que Skull-head escutava um pouco sobre essa parte da história; pra ele os Dançarinos da Espiral Negra eram cretinos filhos da puta que deveriam ser exterminados ao menor sinal de atividade. Eles eram nojentos e totalmente perigosos. Para além disso, ele havia escutado muita pouca coisa.

Com o fim do relato, Estrela-da-Manhã expõe sua opinião numa pequena frase que engrandecia as capacidades do Galliard ao mesmo tempo que minavam a Olhos da Tempestade como matilha. A mocreia realmente queria sair dali com ao menos uma cabeça arrancada e isso era perceptível.

*Se isso não for uma emboscada-do-caralho, que arranquem meu outro braço agora!*

A acusadora toma então o seu lugar, mas a mesma estava totalmente tomada pelo sentimentalismo. O Bardo toma o espaço e reinicia as acusações. O líder Fianna era totalmente imprevisível e a rápida conversa que Victor havia tecido com ele mostrava isso. Entretanto, ele parecia vir com a língua doce para o tribunal. Skull-head olha para ele e depois para a líder do Caern. O que estava acontecendo ali? 

Entretanto, a atenção de Skull-head se volta mais uma vez para o Ragabash quando o mesmo fala que Pantaneiro havia lhe falado sobre o tal abandono de missão de Victor.

*Qual foi a parte do "vamos resolver isso entre nós três" esse jeca caolho não entendeu?*

O Theurge não escuta as palavras que se seguem vindas do Ragabash pois sua mente fervilhava. O idiota havia se aproveitado de toda a situação e, mesmo após ter concordado em resolver aquilo ali internamente entre eles, o Fianna resolveu bostejar nos ouvidos de seu líder tribal que era ninguém menos que o Porta-Voz da Seita.

*Talvez esse jumento seja menos burro do que imaginávamos e esteja tramando alguma coisa!*

Skull-head imaginava como toda aquela confusão adicional poderia pesar no julgamento da matilha. Haviam acabado de sair de um momento que parecia os unir mais, para serem jogados dentro de um julgamento onde um dos membros resolvia chorar feito um bebê ao invés de cumprir os combinados. Ele não entendia que se Victor afundasse, ele poderia levá-los juntos?

Provavelmente não. O Fianna toma a palavra e começa a bostejar mais uma vez, como ele havia feito à noite toda. Ele se vitimizava, como se o mundo realmente fosse o centro do seu umbigo. Insistia em dizer que não precisava do Senhor das Sombras, quando era nítido que o Ahroun só havia sobrevivido aquelas duas noites graças a eficiência daquele que ele julgava. Skull-head pensava, pensava, pensava. Havia de ter um jeito de minimizar os danos das atitudes egocêntricas do lua cheia.

Pantaneiro termina seu discurso com um pedido de desculpas formal. Skull-head tinha finalmente a palavra.

*Que Gaia me defenda desse grande monte de mierda que nos metemos!*

Ele dá um passo à frente, olha para Pantaneiro sem expressões no rosto e logo depois para Victor, um pouco mais demorado. Ele entrelaça os dedos da mão esquerda, tentando repetir o processo na outra mão. Obviamente, isso não era mais possível, apesar de ainda sentir seus dedos vagamente em seu subconsciente. Ele finalmente olha para o júri e começa a falar:

"- Eu serei breve em responder o questionamento do Porta-Voz da Seita, prometo. Não há como dizer que fomos "abandonados em missão" pelo nosso colega Justiça-do-Predador pois a "nossa missão" já havia sido finalizada. Justiça-do-Predador me entregou o corpo desfalecido de Pantaneiro... ele tava numa situação bem mais feia do que agora, acreditem... Ele disse que finalizaria a missão e que nós deveríamos vir para o Caern imediatamente. Entretanto, nós tivemos mais problemas e, para tentar defender o Pantaneiro, eu acabei o acertando no olho acidentalmente... Ele entrou em frenesi e, como vocês podem ver, eu acabei perdendo um braço! O Philodox, pela graça de Gaia, nos encontrou e pediu o auxílio dos espíritos, que pararam Pantaneiro e nos curaram. O momento com o carro aconteceu depois, numa situação que já estávamos retornando para o Caern e não havia mais missão e nem perigo iminente."

Ele faz uma pausa e solta mais uma:

"-Ok, isso não foi breve, desculpa aí!"

Ele não olha pra mais ninguém naquele momento. Esperava que Victor pontuasse algo mais
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Seg Dez 11, 2017 7:25 pm

Pantaneiro se concentra em falar e as atenções se focam no Fianna. As primeiras palavras são recebidas com atenção e a autocrítica do Fianna arranca um sorriso sincero de satisfação de Estrela-da-Manhã que aprovava a maneira como o Lua Cheia se portava. Quando Pantaneiro comenta que de onde ele vem, abandonar um irmão é pior que a morte, Estrela-da-Manhã tece um comentário audível a todos:
 
‘- De onde eu venho também, é das maiores desonras que alguém pode cometer.’ – comenta a líder da Seita, roubando para si um pouco da atenção de todos.
 
É então que Pantaneiro comenta de sua atitude com Victor, ao mesmo tempo em que afirmava que não era ninguém para julgá-lo mas sugeria uma postura a ser tomada pela juíza. Coração-da-Verdade olha séria para o Ahroun e responde:
 
‘- Eu não preciso de macho nenhum me dizendo qual é a maneira mais adequada para exercer a minha função de augúrio para qual fui treinada e testada diversas vezes. O crime foi cometido, é de maior gravidade, e será julgado por mim que tomarei a postura condizente com os fatos.’ – Diz a Juíza com postura de autoridade.
 
Quando Pantaneiro se dirige diretamente a Victor, o coração do Philodox se enche de fúria. Pantaneiro após isso, se dirige às Fúrias Negras e a Juíza da Seita apenas responde ao Ahroun:
 
‘- Esse fato está superado e apenas não deve ser repetido. Aprenda com seus erros e com os erros dos seus irmãos. E nunca mais tente dizer a um Juiz a melhor forma dele exercer sua função.’
 
É então que o Andarilho faz todo seu relato sendo acompanhado pelo olhar com o Ragabash dos Fiannas que cumpria seu papel de acusador. Logo que Skullhead termina de falar, Bardo-Forjador ergue a mão e diz:

'- Eu gostaria de questionar o testemunho de Skullhead, nobre Juíza.'
 
A Juíza olha para Victor, que era quem teria a fala, olha novamente para o Ragabash que havia se manifestado e, então faz um gesto com a mão para que ele fale:
 
'- Eu aprecio uma matilha unida. Aprecio que tentem ajudar uns aos outros. Mas não aprecio que façam isso de uma maneira porca. Para começo de conversa, a narrativa de Pantaneiro, que diga-se de passagem foi melhor do que a de muitos Galliards apesar do erro apontado pela juíza.’ – O lua nova faz uma pausa, olha para William e comenta – ‘Mas não que a tua, garoto. Você foi do caralho.’- volta novamente a atenção ao todo prosseguindo – ‘Logo no começo do discurso de Pantaneiro ele informa que haviam passado por maus bocados na missão e regressavam ao Caern. Tentar relativizar o momento da falta, tirando o foco da falta, é algo que eu certamente faria, afinal, nasci na Lua Nova. Talvez até fizesse se tivesse nascido na Gibosa. Mas na luta da sabedoria e da espiritualidade? Por Gaia! O momento em que a falta ocorreu não muda a falta e essa tentativa de aliviar as coisas é uma tentativa de ludibriar o julgamento da Juíza Coração-da-Verdade. É algo que se ficar sem a devida repreensão e sem o devido horizonte pedagógico, servirá de mau exemplo para toda a seita. Peço, humildemente, a intervenção da Juíza diante do testemunho de Skullhead para que este aprenda a nunca mais tentar ludibriar um julgamento.’
 
Dando uma carga emocional mais forte ainda aos fatos, Bardo-Forjador e sua incrível atuação apelam aos presentes:
 
‘- Irmãos, nós vivemos em matilha porque um completa e cuida do outro. Vivemos por conta de nossa natureza de lobo e para cumprir os destinos que Luna e Gaia teceram para nós. Vivemos por uma causa, vivemos para defender acima de tudo a vida. A narrativa de Skullhead narra um frenesi, narra dois Garous saindo extremamente feridos e largados para trás pelo Juiz senhores... pelo Juiz da matilha! Deixados para trás, em situação de risco, ao contrário do que mentiu aqui o Theurge dos Andarilhos do Asfalto pois se a polícia vinha, como afirmou em seu relato Pantaneiro, podemos ter convicção de que se aproximavam humanos armados que lhes poderiam ser hostis. E foi nesse quadro, com os homens armados se aproximando que a dupla formada por um Garou que havia acabado de perder um olho e outro que havia acabado de perder um braço fora abandonada pelo Garou de posto mais alto, juntamente com alguns outros, da Olhos da Tempestade! Justiça-do-Predador não é um cliath, já é um Forsten e isso também deve pesar em seu julgamento.’
 
As feições de Estrela-da-Manhã parecem melhores do que no começo de julgamento. Se antes estava achando que Bardo-Forjador ainda não usava nem ¼ das suas capacidades, agora achava que ele se dedicava um pouco mais (não muito). Tendo encerrado seu protesto, o Fianna apenas olha para Victor e diz:
 
‘- Agora é contigo, boa sorte!’
 
 

Like a Star @ heaven Justiça-do-Predador ganhou +1 ponto de Fúria
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Victor Montenegro em Ter Dez 12, 2017 12:25 am

A voz de Alef ecoa na mente do Philodox que, inicialmente, franze levemente o cenho em estranhamento sem saber exatamente o que estava acontecendo. Ao reconhecer a voz do irmão de matilha retoma sua expressão Plácida.

O Fenris começa então a dar seu testemunho e... minha nossa senhora. A facilidade e a riqueza de vocabulário que aquela criatura tinha para ofender uma Fúria Negra deixaria a maioria dos Galliards com inveja. Não era à toa que o Cria era meio burro, uma porção considerável do cérebro dele com certeza era utilizada para manter aquela fluência e fluidez de insultos.

Mesmo diante da cena, Justiça do Predador se mantem impávido, movendo-se por reflexo apenas quando do ataque de Alma da Bruxa. O Fenris recebe uma punição severa pelos seus atos e é retirado da Corte junto à Furia. A voz de Alef mais uma vez ecoa em sua cabeça e ele compreende tudo o que havia se dado.

A matilha é repreendida pela ação do Ahroun, ao que Victor simplesmente assente e Coração-da-Tempestade começa seu relato. O Discurso do Fianna é belo e preciso. Diz o que podia e o que precisava dizer e mais uma vez desperta o espirito de unidade da matilha. Tão belo é o seu trabalho, que mesmo os acusadores ali presentes se permitem elogiá-lo. Elogios que duram pouco quando logo começam as acusações.

Estrela-da-Manhã, aquela que deve ser a anciã mais infantil e mesquinha a já atingir tal posto, faz um comentariozinho ácido ao que o Philodox retribui com um sorriso. Júbilo-das-Gorgonas assume a corte tecendo acusações de assassinato a Luke, ainda visivelmente abalada com o discurso do Fenris e é interrompida por Bardo Forjador que assume o protagonismo das acusações.

Victor, com semblante sereno, escuta toda a acusação e, nem mesmo a descoberta de que o Fianna, como sempre, correu para a saia da mamãe, o tira de fase. Ele a tudo escuta de forma serena e solene, não manifesta qualquer reação positiva ou negativa diante da tentativa de defesa de Alef, rapidamente percebida e rebatida por Bardo forjador e aguarda a manifestação dos abandonados.

O Primeiro a falar é Pantaneiro, que, por gaia, deveria ter protagonizado o filme Aos Treze, por que nem aquela menina do capeta conseguia se vitimizar tanto e jogar a culpa das próprias merdas no cu dos outros daquela forma. O mero som da voz do Fianna fazia a fúria do Philodox ferver. *Só se mata, cara...*. Mas, mesmo assim, mantém seu semblante plácido. Pensa em lançar um olhar cúmplice para Alef, mas aquela não era a hora.

Depois do monólogo meloso do Fianna, Estrela da Manhã se manifesta como uma mãe orgulhosa que concorda com as belas palavras de seu filho débil. Ao que Victor novamente retribui com um leve sorriso


*Tem que haver um parentesco. Não pode ser. Só assim pra justificar tanta incompetência junta*

A Juíza repreende o Ahroun e daí Camillo começa o seu relato. Camillo fala com toda a boa vontade de um irmão que quer ajudar outro e Victor é grato por aquilo. Não era sempre que vinham ao seu auxílio. Aquilo lhe traz um sentimento estranho de felicidade, sentimento este que nem mesmo Bardo Forjador com toda a sua performance acusatória consegue findar.

O Acusador era indubitavelmente habilidoso e sabia conduzir aquele tribunal, ao final de sua acusação passa a Palavra ao Philodox que faz um gesto de respeito e agradecimento ao Líder dos Fianna, dá um passo à frente, e, de forma bem mais branda que a de seus antecessor, começa seu discurso.

Victor não era performático ou expressivo como os Fiannas, não possuía a aura nobre de Alef ou a austeridade pura de Luke, mas sua postura em corte é impecável. Sua voz clara e suas palavras precisas. Ele olha para toda sua matilha, olha para a Juíza e diz:

-Com a permissão desta Corte eu gostaria de começar meus argumentos pela defesa das acusações lançadas à minha matilha e a meu Alfa para só então tratar da acusação que é feita a mim.

Sabia que não haveria objeção, mas pede esse consentimento protocolar visto que Bardo Forjador demonstrara interesse em ouvir logo a parte pessoal do relato. Sendo assim, o meia lua toma a frente da corte e começa:

Todos erramos esta noite. Todos falhamos de alguma forma com o nosso território, falhamos com os nossos protegidos, com nossos irmãos, com esta Seita e com Gaia.

Perdemos hoje não apenas um território de matilha, não apenas 2000 vidas, uma batalha, irmãos. Perdemos hoje a visão das nossas próprias capacidades e limitações. E, perdendo isso, vimos e sentimos o quão aterradora a força da Wyrm pode ser.


Acreditamos, em ledo engano, por hubris, inexperiência ou inocência pueril, que teríamos uma missão fácil pela frente e seguimos em busca da falsa eficiência. Erros tolos, de Garous jovens, que não deveriam ter acontecido e que jamais voltarão a se repetir. 


Esta Seita acusa a Matilha Olhos da Tempestade de, em sede de Glória, abandonar a defesa do seu território, mas isso não se faz verdade. Em que pesem todas as erradas decisões e malfadadas escolhas, todas as ações desta matilha hoje visavam a proteção do seu território. Eu e todos os meus irmãos lutamos sob o véu da ilusão de que conseguiríamos fazer tudo a tempo, mas não foi o que aconteceu e por isso pedimos perdão.



Victor faz uma breve pausa para que todos absorvam o que foi dito e dá seguimento:

Posso afirmar, sem qualquer dúvida em meu ser, que todos os meus irmãos aqui presentes, durante toda essa noite, tinham em si o desejo de proteger nossa terra. Fomos incapazes de fazê-lo, fizemos escolhas erradas, tomamos decisões torpes, mas não a abandonamos em busca da fácil glória.

Esta seita nos acusa de negligência, ao que esse Philodox, que vos fala, aceita a acusação em seus termos. Fomos sim negligentes, imprudentes e inábeis, e por isso devemos ser julgados e duramente punidos, mas a figura do Abandono deve vir acompanhada de intenção. E intenção não ouve. A acusação pode tecer comentários no sentido de que a estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções, mas eu gostaria de lembrar a todos os presentes nesta tribuna que são elas, também, que impelem os corações jovens a tentar, a cair, a errar, a aprender e a persistir. As intenções reais da matilha devem ser levadas, sim, em consideração no julgamento feito por essa corte. Sendo assim, se requer que a acusação  por Negligência e Abandono de Território seja convertida em um julgamento por Negligência, Imprudência e Imperícia na Defesa de Território.



Finalizando o Argumento inicial de defesa, Victor olha para Luke, então para a juíza e novamente inicia:

Sendo esta minha defesa inicial às acusações feitas à minha matilha, dou seguimento aos argumentos trazendo à Luz algumas considerações sobre a conduta de Legado do Trovão, Alfa da Matilha Olhos da Tempestade.

Em que pese o discurso da acusação é importante para esta corte saber que nunca foi a intenção da matilha ou das ordens do Alfa a proteção de um Humano em descaso a dois mil. A missão que nos fora passada pela liderança dessa seita nos colocou no rastro de uma Viúva Negra que havia realizado um ritual onde, por meio de um Espectro conjurado, assassinava pessoas e espalhava a mácula de corrupção da profanadora. Mácula esta de tal poder, que era capaz de corromper e modificar, em questão de segundos, todo espirito Gaiano que por ela passasse, transformando-os, dentre outras coisas, em alimento para esguios, que, se alimentando desses espíritos, possuíam humanos e geravam super fomorianos.

Tão poderosa era a corrupção deixada que era capaz de corromper e despertar objetos, domínios espirituais e profanar profundamente o espirito de Garous ao contato direto tornando-o um vetor de corrupção umbral por onde passasse. A missão que tínhamos visava a contenção de propagação desta mácula e a proteção da já delicada situação umbral, bem como da Ameaça das Viúvas Negras e de seu Espectro. A tentativa de reduzir a missão à mera tentativa de se proteger um humano não condiz com a realidade e deve ser desconsiderada por este tribunal.

Inobstante, a defesa compreende que, independentemente da importância real da missão que seguíamos, dada luz da descoberta do ataque que aconteceria, que tomou magnitude inimaginável e trouxe consequências insonháveis, esta deveria ter se tornado secundária. Sendo assim, a defesa concorda com a Punição Adicional ao Alfa por suas Decisões Erradas, mas pede mesura por todas as razões já expostas.

No que tange à acusação de Assassinato, por não ter conhecimento de fato do ocorrido, eu me reservo ao direito de me pronunciar em defesa de Legado do Trovão após as suas manifestações, caso haja necessidade.


*Agora vamos lá...*

Victor havia tecido seus argumentos iniciais e, dada a situação, acreditava ter feito um trabalho digno. Se mantivera racional e tecera argumentos de forma honrada, que não eram lá seus favoritos, mas agora ele deveria defender-se. Defender-se de uma acusação merecida? Sim. Se vinda de qualquer outro irmão de matilha. Pantaneiro... Pantaneiro não. 

Victor tinha munição para transformar Pantaneiro em piada e sinônimo de incompetência pelas próximas 5 gerações... mas não era o momento. Ali a situação era por demais delicada e a matilha deveria vir primeiro. Sendo assim, mantendo o mesmo semblante tranquilo e porte austero com que se conduzia até ali o Philodox diz:

-Alguns primam por não atacar os próprios irmãos, outros por não prejudicar a própria matilha, alguns primam por aqueles que compreendem e crescem com os próprios erros, muitos primam pela competência, mas não se pode culpar àqueles que primam pelo companheirismo e ao final desta noite, eu falhei enquanto companheiro.

Não apresento qualquer defesa à acusação a mim dirigida. Erros alheios, quantos infinitos estes forem, não justificam e nunca justificarão o meu. Agi de forma Desonrosa e deixei os meus companheiros de matilha. E aceito a punição que a mim for dirigida. 


As únicas considerações que faço aqui, em correção aos argumentos apresentado pela acusação, é que eu não os deixei feridos. Eu aguentei em Glabro todo o Frenesi de Pantaneiro e quando este se desvencilhou de mim e atacou Skullhead eu os separei e curei. Além disso, nobre juíza, peço que não trabalhemos nesta corte com conjecturas de “es” ou “ses”. “Se a polícia vinha”, “Poderiam estar armados”, “poderiam por em risco” são conjecturas inflamatórias e meramente probabilísticas, não servem a este julgamento ou a este tribunal. E, apenas para finalizar, eu me recuso a acreditar, que qualquer Garou aqui presente, digno de seu posto, estando acompanhado de um outro Garou, mesmo sem um braço ou um olho, independentemente do augúrio, consiga se considerar ou permita que alguém o considere em situação de risco por conta do som de uma sirene se aproximando há alguma distância. Eles foram deixados? Sim. Feridos e/ou em risco? Não.


O Philodox dá um passo para trás retomando o seu lugar e aguarda o seguimento.
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Legado do Trovão (Glabro) - Olhos da Tempestade

Mensagem por Luke Constantine em Ter Dez 12, 2017 2:55 am

* Luke estava bastante sério e assiste atento o início do julgamento com atenção, sabia que tudo que acontecesse naquele local selaria o destino da Olhos-da-Tempestade em definitivo. Assiste surpreso quando Siegfried ofende as Fúrias Negras a ponto de tirar Alma-da-Bruxa do sério, incitando-a ao Frenesi no processo. Tudo acontece bastante rápido e logo uma de suas acusadoras estava sendo arrastada para fora do templo. Não se solidariza com Alma-da-Bruxa, a mulher lhe apontara o dedo em todas as oportunidades possíveis e nem uma única vez se dignara a perguntar o que tinha acontecido, mesmo após suas tentativas reiteradas de honrar Flecha-Voraz. Fosse como fosse, ela já não daria seu testemunho em virtude de uma movimentação arriscada mas bastante eficaz, embora não sem um preço.. O Cria de Fenris é imediatamente punido pela corte julgadora mas deixa o julgamento como se nada tivesse acontecido, Luke não tinha alternativa senão admirar aquele tipo de intrepidez. Não reage ao comentário de Colera-de-Balder além de um olhar de reconhecimento do feito, em seu apropriado tempo agradeceria aquele Lua Cheia pelo voto de confiança que ele havia lhe dado e pela forma como se dispôs a arriscar a própria pele pela matilha que recém integrara. Logo era Guardião-Ancestral quem estava em sua mente anunciando ser o mandante de toda aquela cena, troca olhares cúmplices com ele a distância. *

“O cara é ligeiro”

* Sente a presença esguia do Lobo se aproximando e ouve seu pedido de desculpas. Apesar da tensão do momento o Senhor das Sombras tira um tempo para olhar o lobo nos olhos e lhe diz com confiança: *

- Depois de enterrarmos nosso irmão, isso pra mim já é passado.

* Esses gestos de apoio eram importantes nos momentos mais árduos e, pelo Trovão, aquele era um momento realmente árduo. Sabia em seu íntimo que o Uktena entenderia que estava deixando as picuinhas para trás e que era sincero em sua aceitação. Volta sua atenção para o julgamento mais uma vez e agora a coisa fica mais séria. Will faz um relato digno de um grande Galliard e Legado-do-Trovão reconhecia o quanto aquele moleque podia pender uma balança com sua voz. As palavras de Coração-da-Tempestade eram intensas e Luke permanecia solene enquanto acompanhava o que era dito, o que não era exatamente uma tarefa fácil porque havia acabado de se lembrar de quando o Fianna incorporou o Naruto e derrubou todo mundo numa voadora, também houve uma espécie de imitação bastante tragicômica que tencionava reproduzir o modo como o Lua Cheia falava, seguida pelo súbito reconhecimento de que havia perdido um fetiche das trevas. Todas as cenas eram totalmente inesperadas e todas elas eram totalmente inapropriadas, motivo pelo qual era complicado para o Senhor das Sombras reconhecer que..*

“É difícil não gostar do filho da puta..” (O que um carisma 5 não faz, né!?)

* Pigarreia para manter a concentração e ouve Alef em sua mente pedindo para não ser defendido, certeza que ele ia tentar um novo jogo. E antes que pudesse captar o que o Presas de Prata tencionava, ali estava a acusação preparada para arrombar com tudo. Bardo-Forjador era famoso por sua habilidade com as palavras e, mesmo após ressaltar que aquilo deveria ser encarado como um aprendizado, destrinchava a matilha conforme ia assumindo o controle da matéria julgada. Faz uma anotação mental dos pontos abordados para não deixar passar nada e começa a organizar suas palavras conforme ouve o que Pantaneiro tinha para relatar. Não iria interferir nesse assunto, embora não pudesse deixar de achar que Victor havia falhado com seus irmãos e que Pantaneiro havia se agarrado a isso de uma forma vingativa e infantil. Esperava muita coisa e Pantaneiro, muitas delas não tão boas, mas jamais esperaria que ele fosse escolher um julgamento público efetuado pela liderança da Seita como o momento adequado para despejar as merdas que deveriam ser tratadas em matilha. *

“Uma criança birrenta, não menos e nem mais do que isso.. Nem ao menos entende o quanto esse assunto mina nossas chances nessa corte.”

* SkullHead até tenta por panos quentes na situação, mas Bardo-Forjador aproveita as palavras de Yorick para estraçalhar tanto o Caveira quanto o Juiz. Se aquilo era um jogo orquestrado pela acusação para afundar a matilha de conluio com Pantaneiro, estava funcionando extremamente bem.. por Gaia, queria acreditar que o Ahroun não estava jogando esse jogo de forma consciente, era menos pior ter um irmão burro que era usado como peão do que um que promove sua vingança às custas da própria matilha. *

* Legado-do-trovão não sabia o que esperar quando Victor toma a palavra, ambos nutriam um antagonismo valeado desde o momento em que se encontraram. No entanto, ouvir o Philodox discursando em defesa da matilha lhe traz um certo orgulho de ter um Garou daquele nivel o contestando, o cara era brilhante quando pisava numa corte. Ouve com atenção cada ponto abordado e no fim entende a sabedoria e a motivação de seu irmão tribal. O encerramento lhe traz suspresa, era a primeira vez que via Justiça-do-Predador assumindo uma falha.. o diabo diria que não, mas Luke sabia o gosto amargo que ele estava sentindo na garganta. Acena positivamente para ele quando o vê retornar ao seu lugar, o Philodox havia feito o melhor que podia diante de um desafio avassalador e Luke sabia reconhecer a força que o Juiz empregara naquela defesa. *

“Isso é o que eu estive esperando de você, desgraçado competente”

* Independente do resultado daquela defesa, o que via o trazia esperança de que a Olhos da Tempestade estava aprofundando seus vinculos e tinha uma chance de crescer após a decepção. Com o caminho livre, decide deixar a condição de expectador e abordar sua defesa enquanto era tempo. Pede a palavra dando um passo a frente e diz em seu tom grave, ainda que dotado de perceptivel etiqueta: *

- Corte Julgadora e acusação, gostaria de me manifestar sobre os acontecimentos dessa noite. Peço licença para falar primeiro sobre a morte de Flecha-Voraz levando em consideração o respeito ao luto da Tribo das Fúrias Negras, que merecem saber o quanto antes como isso aconteceu.

* Fixa os olhos na juiza da seita por um instante, aguardando a autorização, e somente então inicia seu relato em seu tom austero: *

- Nosso Mestre de Cerimonias já relatou a forma como entramos na Casa dos Espelhos e que eu e Flecha-Voraz fomos separados do resto do grupo por alguma forma de magia da profanadora. Lá, eu e Flecha-Voraz lutamos lado a lado contra malditos feitos de espelho e iamos derrubando-os um a um, até que uma luz intensa ofuscou nossa visão a ponto de nada mais ser visivel. Aquele lugar amaldiçoado estava sendo controlado por forças que não compreendo e eu assumi que se tratava de uma distração da Wyrm quando na verdade era uma ilusão. Eu ainda mal podia enxergar quando fui atacado pelo que acreditei ser uma Viuva Negra, que eram exatamente o alvo da nossa caçada, e iniciamos um combate de morte. O tempo todo minha oponente fazia pressão, avançando em fúria por vezes seguidas, e eu ia recuando e contra-atacando quando tinha brechas. A Viuva Negra era extremamente hábil e atacava de maneira tão visceral e precisa que eu não tinha tempo para mais nada além de lutar com o máximo de minhas capacidades, e foi o que eu fiz até que por fim eu acabei por mata-la. Foi apenas quando a morte aconteceu que a ilusão se quebrou e eu pude ver que, na verdade, eu Flecha-Voraz lutamos um contra o outro até o fim.

* Luke não olhava mais para Bardo-Forjador, olhava diretamente para a Juiza da Seita e diz com sinceridade não lapidada: *

- Quando vi o corpo de Flecha-Voraz sem vida eu conheci a frustração e dor de ter sido enganado pela corruptora. Prometi vinga-la e matar as Viuvas Negras que cruzassem meu caminho, e o fiz, pois elas sim ocasionaram a perda dessa vida. Não foi um assassinato, como vocês ouviram dizer, foi um combate de morte ocasionado por uma ilusão da profanadora que fez ambos de alvo. Vocês conheciam o poder e a força da Flecha-Voraz, vocês sabem que ela era uma maquina de guerra.. eu não menosprezei meu inimigo, eu testemunhei o que aquela mulher era capaz de fazer e se eu tivesse hesitado por um instante sequer eu estaria morto. Minhas mãos foram o instrumento que ceifou a vida de Flecha-Voraz, não nego, mas eu não acreditei nem por um instante sequer que estava combatendo uma irmã.  

* Olha para Júbilo-das-Górgonas, que o acusara tão intensamente momentos atrás e prossegue, em tom mais pesaroso embora ainda austero: *

- Eu sou um Lua Cheia, eu conheço a dor e conheço a fúria.. posso imaginar o que você e sua tribo estão sentindo e não há meios de compensa-las com palavras. Infelizmente eu não posso voltar atrás e mudar o que aconteceu, mas depois de tudo o que houve eu lutei com todas as minhas forças pra manter o corpo de Flecha-Voraz e seu fetiche livre das garras da corruptora, mesmo quando isso provavelmente me levaria a perder também a vida. Isso não muda o que houve, sei que gera pouco consolo, e eu lamento que tenha ocorrido dessa forma. Eu não pude honra-la em vida e nem na morte, eu não era bem vindo, mas saiba que eu nunca desejei a morte daquela Garou.

* E olha novamente para Coração-da-Verdade para finalizar esse ponto: *

- E essa é a verdade.

* E deixa o silencio se apossar do templo para dar tempo aos ouvintes processarem o que fora dito. Quanto retoma, foca em Bardo-Forjador para seguir: *

- Quanto ao abandono de território, gostaria de expor que reconheço a sabedoria nas palavras de Justiça-do-Predador, Juíz da Olhos da Tempestade, e as faço minhas em sua plena extensão, reconhecendo seus pedidos como meus. Eu não pretendo argumentar aqui a minha inocencia, exponho apenas a motivação que levou à minha decisão de seguir adiante com a caçada para que essa corte tenha conhecimento de minhas intenções ao proferir a sentença.

* Luke agora apresentava uma feição dura e concentrada. Não tinha o carisma de um Galliard e nem tencionava fingir que era um, lhe restava apenas se ater ao que sabia como fato. Prossegue no mesmo tom: *

- Para isso, é importante levantar que, ao contrario do que foi exposto pela acusação, todo o nosso plano foi confeccionado muito antes de qualquer conhecimento sobre o ataque do Sabá e não depois. Quando eu soube dos famigerados “jogos”, o grupo de ataque liderado por mim já estava no parque onde caçariamos as Viuvas Negras e o grupo de sequestro do humano já deveria estar fora do território para fazer a extração. Some-se a isso a importância que dávamos ao exterminio do Espectro para preservarmos a Umbra, como Justiça-do-Predador já explicou, e o desconhecimento sobre o que eram de fato os “jogos do Sabá”. Eu tomei a decisão de seguir adiante acreditando que conseguiriamos exterminar nossos inimigos em tempo hábil para continuar a luta pelo território, e essa foi exatamente a mensagem que solicitei que fosse entregue a liderança dessa seita.
* Olha para Estrela-da-Manhã por um instante, sabendo que a mensagem na importava para ela, e então retoma seu foco na Juiza e no Porta-Voz da Seita: *

- Se eu pudesse rever essa decisão depois do que eu sei agora eu não hesitaria em faze-lo, mas eu a tomei acreditando estar escolhendo entre duas ameaças de igual proporção. Encontramos um inimigo poderoso que controlava a realidade ao seu bel prazer e isso consumiu nosso tempo muito além do esperado, um erro que sinto por ter cometido. Quando encerramos a caçada eu vi o território devassado pelas mãos da Wyrm e soube que falhei. Falhei com o território e com a confiança dessa Seita, mas o fiz acreditando que seguiamos um caminho acertado, por mais absurdo que isso possa parecer agora que o dano foi causado.

* Olha para cada um de seus irmãos da Olhos da Tempestade após dizer essas palavras. No fundo a decisão fora sua e aquela era sua forma de se desculpar por te-los colocado naquela situação. Encerra com um tom resignado e grave: *

- Desejavamos acertar e erramos, e nada pode mudar o que está feito, motivo pelo qual eu me submeto à sentença que me couber após as considerações que já foram feitas por mim, pelo Juiz e pelo Mestre de Cerimonias dessa matilha.

* E sem mais, recua para seu local de origem para finalmente conhecer seu veredicto. *



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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Ter Dez 12, 2017 4:00 am

A Fúria Negra retoma seu lugar. Júbilo-das-Górgonas aproveitou o desenrolar dos depoimentos para se recompor. E agora estava pronta. Ao lado de Bardo-Forjador cochicha algo no ouvido do Fianna que concorda com a cabeça. Tanto Victor quanto Luke conseguem exercer suas narrativas até o fim. E ao final, a mão de Bardo-Forjador mais uma vez pedia a palavra e recebia o direito da juíza da Seita:

'- Eu gosto de você, Justiça-do-Predador. De verdade. Acho-o ousado. Quem mais ousaria dar as costas para toda a seita num supremo ato de desrespeito a todos em sua primeira noite? Talvez eu mais novo fizesse isso. Com certeza já fiz pior. E é óbvio que sua escolha de ignorar alguns fatos não passaria sem ser notada por mim.'

Ele dá uma piscada para o Juiz e comenta:

'- Independente do Veredito de Coração-da-Verdade, eu queria tomar a liberdade de te dizer que você sai maior daqui do que entrou. Aliás, todos vocês, menos o Andarilho do Asfalto. Você se defendeu dentro dos limites da sua dignidade. E o fez muito bem. Mas infelizmente a aproximação da polícia, aqui já relatada, confere sim situação de risco. Infelizmente, para ti, um Garou recém-cego de um olho e com um braço recém-arrancado não é lá o que podemos dizer de perfeitas condições, não é mesmo? E nem vou entrar no mérito que você deixou um fucking super-tatuado e um jeca marombado caolho sozinhos para lidar com a polícia do Rio de Janeiro. Errou feio, errou rude garoto... não tenta passar perfume na merda que o cheiro só vai piorar.'

Dá alguns passos e para ao lado de Victor, se apoiando no ombro do Juiz e falando ao que todos ouvem:

'- E é completamente fantasiosa a fábula de que vocês não priorizaram a vida de um em detrimento de muitos. Saber de um ataque de grandes proporções como vocês relataram para esta seita implica em saber que muitas vidas seriam consumidas e houve manutenção da prioridade em uma única vida. Vocês comentam a incontrolabilidade da corrupção que um espectro estaria cometendo como argumento e ignoram toda corrupção que os malditos sanguessugas espalharam pelo seu território essa noite. Aliás, isso não foi relatado na narrativa de Coração-da-Tempestade... vocês pelo menos resolveram essa corrupção? Anularam o espectro? Porque se não, além de tudo não terão concluído a missão de vocês... e outra coisa: não sabiam que ia demorar ao ponto de não poder voltar, não sabiam que os eventos que vocês mesmos nos avisaram que seriam em níveis gravíssimos seriam em níveis gravíssimos... nos contem, o que é que vocês sabiam a final de contas?'

É então que Júbilo-das-Górgonas com uma voz imperiosa toma o lugar e diz de súbito:

'- Não! Não mataram. Alma-da-Bruxa inclusive comentou conosco que o legado da Viúva Negra ainda vive e que precisa ser detido. O argumento da corrupção é tão falso quanto as palavras que colocam como se fosse um fardo a preservação do corpo da vítima das imperícias de Legado-do-Trovão. O que é um assassinato? Os humanos os classificam em tipos. Para nós é matar. A conotação negativa da palavra assassino não existe entre nós. Assassino-das-Sombras é um Garou deste Caern e seu nome mostra que podem haver assassinatos virtuosos. O que você cometeu, Legado-do-Trovão, é um assassinato por fraqueza. Caíste num truque da Wyrm como nossa irmã caiu. Poderia ser ela a estar sendo julgada, ou talvez ela conseguisse ser forte e competente para sair do truque da profanadora antes. Você não foi. Você foi fraco, se deixou manipular pela Wyrm e manipulado pela profanadora assassinou uma de nossas irmãs. Por sua incapacidade e fraqueza, você precisa ser punido e eu peço à Juíza dessa seita que ouça os argumentos da acusação e garanta que Flecha-Voraz descansará sob o manto da justiça.'

Bardo-Forjador sai de perto de Victor e encerra falando:

'- O território foi abandonado. Eles sabiam de um ataque de grandes proporções e seguiram em sua sina. Se Guardião-Ancestral tomou a decisão pela matilha, Legado-do-Trovão foi um líder fraco e manipulável e por isso deve ser punido também. A pena do Presas de Prata no entanto deve ser ampliada por ser enganoso e pelo mau uso de sua língua ferina. A acusação clama à Juíza que compreenda a importância de uma punição exemplar a esses casos. O território fora abandonado e as causas são a imperícia e a imprudência da matilha na defesa do território a ela conferida pela liderança. Sendo assim, eu peço a condenação da Olhos da Tempestade por abandono de território, negligência, imperícia e imprudência em suas ações dessa noite. Por fim, peço também a punição de Legado-do-Trovão pela sua constante falta de honra desde que pisou nessa seita. Falta de honra que começou com uma demonstração de desrespeito público, passou por um teatro da pior qualidade na mini-assembleia passada e se conclui com uma covardia sem precedentes.'

O Fianna retorna a seu lugar. Se mais alguém quisesse falar algo antes do Veredicto, essa era a hora.
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Sussurros Solitários em Ter Dez 12, 2017 11:40 am

Forma atual: Lupino

Certa vez no Caern aos arredores de Manaus, Sussurros-Solitários conheceu uma das grandes invenções malditas dos macacos, o Circo. Ele observou das sombras enquanto os macacos riam de animais sendo presos e maltratados e riam as custas da humilhação uns dos outros.

Aquilo que acontecia em sua frente lhe remetia fortemente a esta memória... Acusações eram jogadas, seita contra a matilha e irmão contra irmão.

*Malditos macacos burros e linguarudos, tão preocupados em mentir e enganar... Todos servindo ao próprio interesse e sem se importar com o todo... Patético.*

O Galliard Fianna faz um belo discurso, que apesar de muito longo na opinião do lupino, foi um discurso bonito e o garou atrai a simpatia do lupino.

Depois vem as falas da Líder do Caern que interrompe mais de uma vez as falas dos outros e mostra um desdém que o lobo não compreende de onde vem. A Fúria Negra acusadora não tem condições de continuar a acusação e é Bardo-Forjador quem acusa a matilha, acusações pesadas que o lobo não entende do que são movidas.

*Ele é como uma cobra que vai se enrolando ao redor da vítima pronto para quebrar seus ossos lentamente e lhe dar o bote. Não devemos nos misturar com ele...*


Os relatos vão seguindo, o lobo não consegue acompanhar tudo pois os macacos gostam de usar palavras difíceis para se sentirem mais espertos. Os pontos que ficam na cabeça do lupino são:

1. Justiça-do-Predador realmente abandonou os irmãos em missão. Isso é errado, porém Pantaneiro diz uma coisa, Skullhead diz outra e Justiça-do-Predador assume o que fez, mas não revela o motivo. Precisaria conversar com os 3 para entender melhor o que houve e tirar as suas conclusões.

2. Pantaneiro está magoado com o Juiz da Matilha, e o lupino não entende o por que. De qualquer forma ele está no mínimo se igualando ao crime que ele acusa-o de cometer. Está obviamente tentado destruir o Senhor das Sombras em sua fala. Depois de tanta notoriedade do Garou na última noite, esta não parece uma boa idéia ao lobo. Cuidado com Pantaneiro.

3. Justiça-do-Predador faz um bom discurso o lobo concorda com que ele falou. Em momento algum houve intenção de errar. Mas erros foram cometidos e pagaremos por eles. Não entende boa parte do discurso do philodox que usa de palavras grande e expressões complicadas.

4. É reconfortante ouvir o perdão do Alfa, o lupino estava arrependido de tê-lo desobedecido e sente que nesse momento a matilha precisa permanecer unida e que o Alfa permaneça na liderança. O Lobo encosta na lateral de sua perna num rápido gesto de apoio  e fica em posição de guarda ao seu lado enquanto finalmente ouve a versão do Alfa sobre a morte de Flecha-Voraz e faz sentido. A Wyrm usa truques enganosos e dois Ahrouns Cliaths dificilmente conseguiriam discernir a verdade da mentira naquele momento. Essa acusação está seriamente desmedida.

5. Sobre as acusações finais de Bardo-Forjador e Júbilo-das-Górgonas o lobo não consegue entender exatamente o que eles estão dizendo e prefere acreditar nas palavras de sua matilha as palavras de estranhos, chegando mesmo a rosnar baixinho quando os acusadores estão falando mal da matilha.

Estava cansado de toda aquela falação, não via nenhum propósito naquilo tudo e achava tudo uma grande perda de tempo.

*A Juíza é uma Athro e agora que sabe todos os fatos deve logo passar sua sentença e só assim podemos lidar com isso com nossa honra intacta.*


*Malditos sejam esses macacos com suas línguas de cobra. Macacos burros que perdem tempo com esse jogo de palavras sem fim*
Pensa o lobo enquanto contempla um mundo sem macacos e como a vida seria mais simples.


Última edição por Sussurros Solitários em Ter Dez 12, 2017 12:14 pm, editado 1 vez(es)
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Ter Dez 12, 2017 12:01 pm

Era hora de quem quisesse se manifestar para enfrentar os argumentos da acusação se manifestar. Alef, se levanta e pede a palavra. A palavra lhe é concedida. O Galliard caminha até o centro, olha para Bardo-Forjador, olha para a Juíza, troca olhares com seus irmãos de matilha (menos Pantaneiro), respira fundo e diz:

'- Eu começo pedindo desculpas a minha matilha caso eu erre no que vou fazer aqui, mas eu sou cunhado de Bardo-Forjador. Eu o conheço. Sei de sua competência e sua sabedoria. Sei que cumpre o dever, especialmente o dever para com sua tribo e essa seita liderada pela mesma, mesmo quando discorda. Sei que ele é assim pois aprendi com ele que é melhor errar junto do que acertar separado. E nós erramos juntos essa noite, erramos por acreditar que daríamos conta de tudo. Erramos por fazer avaliações imprecisas sobre o que tínhamos pela frente. Mas erramos juntos e entramos nesse templo unidos pela memória do nosso irmão que partiu, como uma matilha. Você fala que sairemos maiores. Sim, Bardo-Forjador, sairemos. E nosso crescimento enquanto Garous e enquanto matilha veio embalado pelas belas palavras de Coração-da-Tempestade que desde a cerimônia do nosso irmão Pacificador conseguiu encontrar a alma dessa matilha e nos trazer esse sentimento que nos faz crescer e nos torna mais fortes.'

Alef faz uma pausa, olha para William e diz:

'- Obrigado irmão, eu vejo que a decisão mais sábia que tive foi abdicar em seu favor para Mestre de Cerimônias dessa matilha.'

Volta-se para a Juíza e indaga:

'- Mas como disse, eu conheço Bardo-Forjador e gostaria de solicitar que esse juízo, antes de seu Veredicto, perguntasse ao nobre Ragabash se ele realmente concorda com a realização desse julgamento, com o peso que ele está tendo e com o peso das acusações que recaem sobre a Olhos da Tempestade. Digo isso pois o conheço e sei que se ele quisesse nós não teríamos nenhuma chance e o vejo não dando o melhor de si. Vejo-o cumprindo o dever para sanar as vontades da líder da Seita e me pergunto, nobre Juíza, com todo respeito, até onde tú também está aqui por um capricho da nossa líder Estrela-da-Manhã. Nós somos culpados por muitas coisas, cometemos erros, falhamos, tivemos uma noite da qual jamais esqueceremos para que jamais repitamos, mas em momento algum agimos de má fé deliberada e todos nossos erros foram buscando acertar. Eu gostaria de pedir uma declaração sincera de nosso acusador, Bardo-Forjador, você acha, de verdade, que nós merecemos isso que acontece aqui nesse templo ou apenas cumpre seu papel de Porta-Voz dessa Seita, obedecendo às ordens da liderança de Estrela-da-Manhã.'

Estrela-da-Manhã se irrita bastante com o discurso de Alef e esbraveja:

'- Como ousa falar assim da liderança da Seita, Guardião-Ancestral? É essa a honra que os Presas de Prata ensinam aos seus jovens?'

O Galliard apenas responde:

'- Essa é a honra que aprendi observando vossas atitudes, nobre Líder.'

Coração-da-Verdade olha para a dupla com um olhar rígido e diz:

'- Aqui a autoridade sou eu, Estrela-da-Manhã. Comporte-se ou serei obrigada a exigir que se retire. E você, Guardião-Ancestral, mais respeito com a liderança da Seita. Lembro que sua honra também está em jogo nesse julgamento.'

A Fúria Negra olha para Bardo-Forjador e diz:

'- Diga-nos, Bardo-Forjador, Porta-Voz da Seita da Coroa de Gaia, considera justo que a Matilha Olhos da Tempestade responda com o mais alto rigor pelos crimes aos quais acusou a matilha?'

O Fianna, que em momento algum pareceu irritado com Alef, caminha até o Presas de Prata, dá um beijo na testa dele, seguido de dois tapinhas no rosto e comenta:

'- Esse é meu garoto. Essa matilha tá muito bem servida de Galliards.'

Sorrindo, o Fianna diz para a Juíza:

'- O Porta Voz da Seita acredita que uma punição rígida que sirva de exemplo para todo Caern deve ser aplicada; o líder dos Fiannas, Bardo-Forjador, acredita que o fato deles serem Cliaths e não terem agido deliberadamente de má fé deve ser levado em conta para uma reorientação pedagógica mais branda. Mas este Ragabash não é um juiz para ser capaz de medir com a devida sabedoria o peso de uma punição a esses jovens. Porém, acredito que as respostas às indagações que fiz há pouco podem ajudar a nobre juíza em vossa avaliação.'

A Juíza ouve com atenção. Estrela-da-Manhã lança um olhar de Fúria para Bardo-Forjador. Todos aguardavam para ver se mais alguém iria se manifestar. O Julgamento caminhava para seu fim. Alef retorna ao seu lugar.
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Victor Montenegro em Ter Dez 12, 2017 10:07 pm

Bardo-Forjador assume novamente o Centro para as Alegações Finais, tece alguns elogios simpáticos ao Philodox e passa a defender a tese da acusação, dessa vez com a participação inflamada de Jubilo das Górgonas, que atacava em todos os pontos o Relato de Legado do Trovão.

Ao fim do ato acusatório, antes que Victor pudesse pedir a palavra, Alef toma a frente e, em uma cartada brilhante e extremamente perigosa, com palavras precisas, consegue pender a balança para um lado um pouco mais favorável à matilha ao colocar em cheque a real intenção daquele julgamento estar sendo conduzido daquela forma.

A resposta que se segue, dada pelo Bardo, é suficiente para irritar Estrela da Manhã e isso, por si só, dá mais ânimo ao Philodox que troca um olhar cúmplice com William como quem diz “Voce sabe o que fazer depois de mim”.

Guardião-Ancestral toma novamente seu lugar e Justiça do Predador logo assume a defesa:

Como me reservei ao direito, iniciarei a minha defesa pelas acusações que são dirigidas a Legado do Trovão, alfa da Matilha Olhos da tempestade para só então tecer os argumentos finais em defesa da Matilha.

O Philodox olha para Jubilo das Gorgonas e então novamente para a Juíza.

A defesa reconhece e pede perdão por toda a dor causada por esta matilha à Tribo das Fúrias Negras, reconhece que Flecha Voraz merece, sim, ser enterrada sob o manto da Justiça e reconhece que uma punição justa deva ser dada. Pede, entretanto, compreensão e parcimônia com as palavras de Legado do Trovão.



O Relato do alfa da matilha denota muito mais arrependimento do que qualquer desejo de se eximir de culpa. Deve-se levar em consideração, guando da análise das palavras de Legado do Trovão, que este é nascido sob a Lua cheia e a ele não é cedido o direito nato da palavra, da empatia ou da expressão.

A forma como Legado do Trovão utiliza, emposta e mede seu discurso, se analisada estritamente, pode vir a incomodar aqueles já sensibilizados por uma grande perda, mas peço que esta juíza, que a própria acusadora e os demais membros aqui presente, se permitam escutar não a literalidade da letra, mas o real sentimento nelas imbuído.

Estamos falando de um Ahroun, detentor do mais puro dos sangues, acostumado a comandar e ser seguido sem segundos pensamentos. Este mesmo Ahroun, se prostra aqui perante essa corte, admite seu erro, elogia sua oponente enquanto uma das mais formidáveis guerreiras e conta seu relato, a seus modos.

Não existem bravatas nas palavras de Luke, não existe qualquer menção, implícita ou explícita, a fardo no ato de proteger ou carregar a companheira que por ele foi morta. Seu relato demonstra um garou que se sentiu traído por si, que sentiu fúria, pesar, dor e responsabilidade. Se ater à literalidade das palavras desse Ahroun, ignorando o sentimento que delas transborda é ignorar a nossa própria natureza de lobo.

Além disso, a lição sobre o termo assassinato é aqui desnecessária quando das palavras de legado do trovão fica claro que ele sabe que matou Flecha-Voraz, como também sei que ele sabe que merece ser punido independentemente de tê-lo feito sob encantos. Em um julgamento ocorrido mais cedo, na presença de toda matilha, a seguinte frase foi dita por mim:

Os dons da corruptora são capazes de confundir nossas mentes, corromper os nossos espíritos e conduzir nossos corpos a agir de formas que fogem ao nosso controle. As punições que recaem sobre nós quando isso acontece podem parecer injustas para muitos, principalmente para aqueles que não entendem o verdadeiro propósito de um julgamento e punição dentro da nossa sociedade, mas não o são. Enquanto guerreiros e defensores de Gaia é nosso dever sermos mais fortes do que as maldições que nos afligem e as punições servem para que lembremos de quando fomos fracos e sucumbimos e de quando erramos por falha própria. As punições nos lembram de nossas fraquezas e apontam aquilo que devemos melhorar, aprender e fortalecer.

E eu sei que ela não foi esquecida por meus irmãos e muito menos pelo nosso Alfa. Diante de tudo que foi dito, eu peço que Legado do Trovão seja, sim, julgado e Punido de forma a honrar e fazer justiça à vida por ele ceifada, mas peço que esta punição, com toda sua sabedoria, nobre juíza, não venha permeada unicamente do intuito de punir, mas sim com o escopo de fortalecer este jovem Cliath e ensina-lo para que isto não mais se repita.


Faz uma breve pausa, para que tudo fosse assimilado e dá continuidade:

Quanto às acusações e penas adicionais levantadas pelo porta-voz da Seita em desfavor de Legado do Trovão, no que tange a falta de honra por demonstração de desrespeito público, e teatro da pior qualidade na mini-assembléia passada, a defesa se manifesta pela intempestividade das acusações e pela impossibilidade de novas procedências.

A líder da seita, na dita mini-assembléia, claramente sinalizou para que Sombra da Justiça tomasse rédeas e repreendesse tanto a mim quanto a Luke Constantine. Sendo assim a liderança desta seita já outorgou esta responsabilidade a outro juiz atinente ao posto de Athro, que tomou as medidas que achou cabíveis, não cabendo a esta mesma liderança, agora, e sem a presença do primeiro juiz responsável, requerer penalização dupla para este Garou. Isso vai de encontro a toda e qualquer noção de justiça, honra ou sabedoria, e não deve ser, em qualquer hipótese acatado por esse juízo


Mais uma pausa breve e segue em seu tom sempre brando e austero:

Estando finalizada a defesa das acusações feitas ao Alfa desta matilha, passo às considerações finais:

Não existe qualquer fantasia ou fábula em nossas alegações. Nós, me utilizando das palavras do meu irmão, somos culpados por muitas coisas, cometemos erros, falhamos, tivemos uma noite da qual jamais esqueceremos para que jamais repitamos, mas em momento algum agimos de má fé ou com o sentimento ou intenção de priorizar a vida de um diante de muitos.

Também, novamente rebato a acusação de abandono diante da própria contradição existente nos relatos finais do Porta-Voz. Não se pode dizer que algo foi abandonado se ao mesmo tempo diz que as causas do abandono são a imperícia e a imprudência da matilha na defesa daquilo que se diz ter abandonado.

***Obrigado Bardo, te devo mil por essa***

Ademais, a defesa finaliza respondendo ao questionamento da acusação ao indagar o que sabemos. E a verdade é que sabemos muito pouco. Pouco sobre essa cidade, sobre essa seita e sobre nós mesmos. Somos uma matilha nova, formada majoritariamente por Cliaths, temos pouca experiência. Precisamos aprender e também estamos aqui para isso. E hoje, aqui, fazemos isso juntos. E é por este fato, também, que a defessa pede que o testemunho pessoal e direto de Adryan Marttel, Bardo forjador, Ragabash, homem, Athro e líder da tribo Fianna seja considerado em todos os seus termos pela juíza, em especial nos termos que corroboram com a súplica da defesa pelo abrandamento da pena e pela conversão da acusação de Abandono de Território, diante da inexistência de dolo, em pena de Negligencia, Imprudência e Imperícia NA defesa do território.


Finalizada a defesa, Victor olha mais uma vez para Will e dá um passo atrás retornando ao seu local de origem
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Skull-head (Hominídeo) - Matilha Olhos da Tempestade | Juri

Mensagem por Skullhead em Qua Dez 13, 2017 1:01 am

Skull-head tentou, tentou, tentou, mas era bem impossível ludibriar um dos melhores Ragabashs da Nação; ainda mais se ele não havia ido com a sua cara de primeira. Não era a primeira vez que o Theurge se colocava na frente de um tribunal; a primeira entre Garous, evidentemente, mas já havia sido colocado em frente a um júri de humanos uma vez e ele já conhecia a sensação de ser metralhado pelo acusação. Não era legal, nem regozijante, mas pelo menos estava sendo repreendido por tentar auxiliar um irmão. A pena que ele levaria com certeza não se equipararia ao que seu companheiro Philodox iria receber, mas ele precisava tentar. Se até o próprio Cria recém-chegado, que estava cheirando a leite fresco na matilha, havia se sacrificado pelo bem dos filhos do Elefante, porque ele, que havia corrido com todos aqueles ali e que havia tido a vida salva pelo Senhor das Sombras, não o faria também?

Ao término das palavras do Bardo, era a vez de Victor fazer as suas, como Juiz e como acusado. Nesse instante, Skull-head não tinha como não olhar para o meia lua e lhe lançar um olhar cúmplice e um menear de ombros, como se dissesse “eu tentei”.

O Juiz começa o seu discurso e, PUTA QUE PARIU, que discursozão da porra! Victor é acertivo nos seus argumentos para defender a matilha. Era mais que claro que o Philodox havia nascido realmente na lua certa. Ele faz todos os apontamentos devidos com maestria. Em sua defesa pessoal o Senhor das Sombras é mais ameno, apenas levantando algumas questões que haviam sido deixadas de lado pelo Porta da Voz da Seita. Obviamente, era meio difícil reverter a merda que havia sido jogada no ventilador.

Luke também pede a palavra em sua defesa. A sua versão deixava as coisas mais sinistras ainda, afinal a filha da puta da Viúva Negra tinha ludibriado dois Garous potentes e colocado um contra o outro. Ela realmente era uma inimiga poderosa.

*Qual foi o momento da noite que a gente dropou uns doces e realmente acreditou que essa filha da puta era um probleminha de nada mesmo?*

Após o término dessas palavras é a vez do Bardo mais uma vez fazer o seu papel. As primeiras palavras são ditas quanto a defesa do próprio Philodox a si mesmo. As relativizações continuam sendo feitas e o Theurge tem quase a certeza de que tinha sido chamado de inepto pelo Porta Voz da Seita, mas as palavras eram tão bem colocadas que ele permaneceu apenas nas impressões. O Fianna continua seus argumentos e ele era realmente muito bom no que fazia, colocava mais uma vez em xeque a competência da matilha para defender o território, terminar com seus inimigos e ainda chamavam o Alpha de desonrado! Eles realmente estavam sendo colocados à prova ali.

Com o final da tréplica, a mesa abria espaço para algumas considerações finais. E quem pede a palavra é Alef. Ele olha a todos e o Theurge agradece com um balançar de cabeça. O Galliard não é nada menos que incrível; ele tece algumas considerações positivas sobre os momentos de união que haviam acabado de acontecer e logo depois faz algo que leva os olhos de Skull-head se sobresaltarem das órbitas. Ele coloca Bardo-Forjador contra a  parede, questionando a opinião do mesmo quanto o rigor daquele tribunal, ofendendo diretamente a mocreia-rainha.

*Nossa, Alef! Se eu pudesse, eu te beijava, filho da puta!*

Estrela-da-Manhã se emputece com a afronta e desce do salto quase que literalmente, precisando a juíza repreendê-la por seu comportamento. A Fianna realmente não esperava por aquela reviravolta que estava acontecendo, principalmente depois da respostas do Ragabash, que visivelmente a deixou contrariada. Aquilo realmente pesaria muito na decisão final da Juíza da Seita, o que não tardaria muito.

Victor é o próximo a pedir a palavra. Mais uma vez, ele é certeiro, defendendo inicialmente o Alpha e depois fazendo suas considerações finais. Naquele momento, a vontade real era apontar o dedo na cara da líder de Seita e gritar um sonoro Chupa!” na cara dela. Obviamente, o juízo do Andarilho ainda estava intacto e ele se reserva a ficar em silêncio, esperando para ver se mais algum irmão falaria. Provavelmente Will, que era o Mestre de Cerimônias, mas não via o por quê de estender mais aquilo. A proficiência daqueles membros da matilha com certeza havia amenizado a situação e naquele momento o Theurge realmente sentia uma pontada de orgulho daqueles irmãos tão novos que ele havia ganhado, mas que já mostravam dos mais valorosos que ele poderia ter encontrado num momento como aquele.
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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por William McLeod em Qua Dez 13, 2017 1:08 am

William sorri meio encabulado diante de tantos elogios, especialmente porque vinha acompanhado de tanta crítica ao resto da matilha então ele não sabia como se sentir.  Ele fica em silêncio, prestando total atenção ao que acontecia ao seu redor...o que não era muita, uma vez que o jovem Galliard era distraído feito um filhote de labrador e logo até a ponta de seus pés chamam mais a atenção do que o tribunal em si, mas ele faz o possível para vez ou outra voltar a ouvir o que estava acontecendo.

As coisas não pareciam ir bem...não mesmo. Primeiro porque o Tribunal não parecia aceitar que eles não imaginavam o tamanho da merda que ia dar no ataque dos vampiros. Depois porque o Juiz da matilha havia abandonado seus irmãos para trás durante a missão e não só o outro Fianna era um chorão  quanto o Andarilho era um puxa saco que não imaginava o quanto se contradizer e tentar enrolar um Ragabash era difícil. Era muita coisa para absorver, muita coisa para pensar...muita coisa para se posicionar. Não sabia como se sentia com relação àquelas pessoas ainda e como se sentia sobre elas interferia na maneira que falava sobre elas, pois ele colocava seu coração em suas palavras. Ficara com pena do Pantaneiro, e meio desconfiado do Andarilho, mas o Senhor das Sombras o deixara primeiro puto...mas depois o encheu de respeito porque foi só começar o discurso de defesa que ele mostrou saber bem o que estava fazendo já que Will não entendera metade do que ele estava falando. Seu alfa é o próximo à falar e ele ouve, meneando a cabeça positivamente, tantas ideias vindo à sua mente que era difícil organizar. Mais gente da seita fala, mais gente o elogia, ele sorri e agradece em silêncio...Alef dá um tiro na líder da seita com o pedido que faz ao Porta Voz e ela fica putassa. Bardo-Forjador parece dar um beijo na testa deles e William até suspira, percebendo que mal estava respirando. Que situação tensa, William teria que ser inteligente agora. Eles estavam chegando perto do final e William podia sentir os ânimos exaltados, as expectativas... Ele e Victor trocam um olhar cúmplice, eles tinham as últimas responsabilidades ali, o juiz com a lógica e ele com a emoção.


“ Vai lá, fala mais um monte de coisa que eu não vou entender e depois é minha vez...”

E parece que o tempo passa de uma forma engraçada quando você está ansioso, porque parecia que Victor mal olhara para ele e era sua deixa para falar novamente ao tribunal. Como um lutchador, ele assume a posição de Victor e começa falando:

- Eu gostari...

Mas a sua voz desafina totalmente, ele limpa a garganta e diz:

- Desculpem, puberdade.

Mais uma vez, ele começa:

- Eu gostaria de agradecer, do fundo do meu coração, à todos os elogios que me foram feitos....Isso tudo é muito novo pra mim, e eu realmente agradeço a confiança e tudo, mas eu não consigo me sentir feliz de verdade se a minha nova família não está bem.

Ele olha para seus irmãos de matilha, um por um, antes de se voltar novamente à juíza e aos outros membros do tribunal.

- E ela não está nada bem... e eu acho que nem é pelos motivos que eles acham que estão. Eu não quero menosprezar ninguém e nem desqualificar nenhuma destas pessoas, porque não é sobre isso que eu estou falando. Mas quando eu olho para estes Garou, quando eu vejo o espírito deles, eu vejo que eles ainda estão meio perdidos. Eu vejo muito potencial também, como Bardo-Forjador disse, mas eu vejo que eles ainda estão buscando acertar a porta de entrada do caminho deles...

Ele se aproxima um pouco mais daqueles que os julgavam.

- Olha, eu fui abençoado pelo Cervo e recebi um presente que poucos tiveram a chance de receber... eu sou filho de um Garou e eu tive a chance de conhecer o meu pai. Mais do que isso, Gaia abençoou minha família com dois filhos Garou antes de mim. Um Ahroun, meu irmão mais velho, e um Philodox, que veio depois dele e se nada der errado, o meu irmão mais novo ainda vai ser o Theurge da matilha McLeod....e eu, eu estava esperando minha primeira transformação desde que eu tinha seis anos de idade! Ela só aconteceu uns 3 meses atrás, mas vocês podem imaginar que eu tive muito tempo para me preparar para o papel que eu iria cumprir para a Nação... Eu sempre soube que um dia eu iria acabar aqui. Bom, não exatamente aqui, mas “aqui”, entendem?

Ele abre um ligeiro sorriso, neste momento ele olha diretamente para a juíza Fúria-Negra.

- Minha mãe criou a gente praticamente sozinha e ela é a mulher mais forte que eu já conheci. Nenhum de nós seria nada sem ela... Tudo o que eu sei eu devo àquela baixinha maravilhosa que me ensinou todas as histórias da minha tribo, todos os costumes da nossa Nação. Ela que me ensinou o que família significa, o que significa responsabilidade, o que significa amor, justiça ou caridade. Ela que me ensinou os valores que eu acredito ser aquilo que os Garou precisam preservar e que valem a pena morrer por...ela nasceu sob a lua Gibosa e teria sido uma grande Galliard, mas Gaia escolheu ela para ser muito mais do que uma guerreira, escolheu ela para ser mãe e ela segurou todas as barras de criar 5 moleque safado porque meu pai quase nunca estava em casa e-e-e...

Ele engasga. Parecia comovido demais ao falar da mãe para continuar. Pausa um segundo, voltando a olhar para a matilha, não olha mais a juíza, pigarreia e diz:

- Bom, onde eu quero chegar é... Nem todo mundo teve a sorte que eu tive de ter uma mãe para ensinar o seu lugar.

Ele volta-se novamente para o tribunal.

- Eu vejo muita coisa quando olho para esta matilha. Vejo solidão na figura de um Garou despareado cuja matilha perdeu a confiança, vejo a confusão de um lupino que não entende os costumes dos que nascem entre os de duas pernas, vejo o desejo de dois Garou de defender seus irmãos acima de qualquer coisa, vejo arrependimento, eu vejo ambição, eu vejo o desejo desesperado de ter uma nova chance para tentar novamente, eu vejo minha própria tristeza em não ter tido mais tempo para unir esta matilha antes disso tudo e ter evitado todas aquelas mortes, eu vejo  TANTA coisa.... E eu sei, Juíza, que você também o vê.

Ele faz uma pausa, sua voz fica mais séria.

- Vocês sabem, no fundo de seus corações, que nós não tínhamos como saber a dimensão do ataque dos vampiros. Nenhum de nós jamais teria escolhido a vida de um humano ao invés de 2000. Qualquer Garou, qualquer criatura que aceitasse sequer a ideia disso, muito mais planejasse isso, estaria agindo sob a influência direta da Wyrm e há muitos entre nós que têm um dom capaz de sentir o cheiro à distância dos infectados por ela e que seria capaz de perceber que não somos lacaios da Profanadora...  A Olhos da Tempestade foi imprudente. Foi imbecil, como meninos geralmente são. Não foi negligência. Não fomos desleixados ou maliciosos... Guardião-Ancestral e Legado-do-Trovão não ignoraram o território, eles só foram idiotas. Muita gente pagou por isso e eu acho que eles nunca mais vão dormir direito na vida, pelo menos eu não vou. Mas em nenhum momento nós agimos de má fé ou ignoramos nosso território, só pensamos que conseguiríamos fazer tudo. Foi um erro  grave, mas não foi intencional...

E como se ele lembrasse de algo, ele se volta para a outra Fúria-Negra, a Galliard, e diz:

- E por falar em intencional, moça...se eu recebesse o corpo de um irmão meu, eu ia ficar pistola e provavelmente eu iria querer vingança. Mas vingança não é igual à justiça. Vingança é uma resposta emocional. O que a gente precisa é de punição para a morte de Flecha-Voraz e todo mundo aqui concordou com isso, inclusive Legado-do-Trovão... Mas se você continuar falando que não há diferença entre matar alguém sob a influência da Wyrm ou sem a influência da Wyrm, então tudo pelo qual estamos lutando não significa nada. A fúria é uma constante em nossos corações e precisamos aprender a controla-la, assim como também são os truques da Corruptora... Eu não vou fingir que conhecia Flecha-Voraz, mas não acho que ela não iria gostar que achassem que ela desconhecia estes perigos na vida de um Garou ou mesmo quando ela entrou na casa dos espelhos. Eu só a vi uma vez e ela parecia uma mulher muito forte, para ser sincero eu fiquei meio que com medo dela porque eu fiz uma piada idiota quando eu cheguei e...bom, deixa pra lá. Ela não merecia morrer, mas Gaia sabe mais do que nós sobre nosso destino.  

Ele mesmo se corta antes que ele começasse a divagar sobre ser o Terror das Novinhas. Faz uma pausa dramática, então desvia totalmente de foco. Ele defendera tudo o que poderia defender e passara o recado que poderia passar da forma mais sutil e inteligente que poderia fazer, agora era com a juíza.

- Eu não sei bem o que rolou entre a matilha e o Pantaneiro e porque todo mundo é cabreiro com ele, mas eu imagino a dor de ter sido abandonado na missão e saber disso me deixou decepcionado. Mas, e isso não é nada pessoal Justiça-do-Predador nem com você nem com sua tribo, não deveriam passar para um Senhor das Sombras o trabalho de um Fianna... Se houve alguma deturpação na educação do Pantaneiro, então eu quero ajudar ele a se tornar o Garou que ele pode ser, porque a falha de um Fianna é a falha do outro. E da mesma maneira que eu acho que Justiça-do-Predador foi um filho da puta largando a matilha dois irmãos para trás, eu percebo o quanto havia um buraco nesta matilha a ser preenchido... é aquele lance de estarem meio perdidos que eu vejo em todo mundo aqui.

Ele faz uma pausa, respira fundo e dá um passo a frente. Agora era o momento em que ele precisava chamar a responsa para ele. Ele olha de forma heroica, com todo o Carisma 6 que ele consegue reunir e toda a Raça Pura 5 que ele têm e diz:

- Eu sinto que estes Garou confiam em mim... Se em poucas horas eu consegui mostrar que nos unindo podemos conseguir achar nosso caminho, eu sei que posso mostrar para eles que somos muito mais do que fomos individualmente. Eu vou ensinar o que eu sei e aprender com eles o que eles sabem...Eles são os Olhos da Tempestade, mas eu sou o Coração, e eu daria a minha vida antes de falhar com Gaia, o Gamo ou a Nação.  Eu entendo a decepção desta seita com relação à esta matilha porque vocês viram todo o potencial destes Garou e viram isso se tornar o monstro que se tornou esta noite. Eu só consigo imaginar o quão amargo deve ser. Eu não vou ficar falando que a gente é jovem e por isso é mais imprudente nem vou usar nada disso para justificar nossas decisões, apesar de acreditar que os jovens tem uma tendência a querer provar seus valor que os mais velhos já aprenderam que não precisam. Vocês devem punir a gente e a gente sabe disso, ninguém veio aqui negar isso... a gente só veio aqui pedir mais uma chance de provar que vocês tinham razão em confiar na gente porque somos melhor do que isso.

Ele respira fundo. Era isso, não tinha mais o que dizer.

- Obrigado pela atenção de vocês.

E se permitirem, ele volta para sua posição para junto da matilha e aguarda.
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Estrela-da-Manhã | Bardo-Forjador | Fúrias Negras | Guardião-Ancestral - Matilha Olhos da Tempestade

Mensagem por NarraDiva em Qua Dez 13, 2017 2:47 pm

Um uivo é escutado por todos do Caern:

'- Coração-Valente, Ancião dos Presas de Prata retornando ao Caern pela Entrada Oeste e se apresentando às caçada punitiva anunciada por Estrela-da-Manhã.'

Era uma informação surpreendente. É impossível não notar que o sempre controlado em suas expressões e emoções Bardo-Forjador lança um olhar de indignação na direção da líder do Caern que, por sua vez, mantém sua posição austera. Ele olha para a Juíza da Seita e comenta:

'- A acusação mantém sua argumentação e considera que as palavras do Juiz não desmentem em nada os pedidos por nós feito. Considero que houve equívoco na interpretação do juiz dos Senhores das Sombras perante as palavras da Galliard das Fúrias Negras. É indiscutível que Legado-do-Trovão entrou para a galeria dos que assassinaram Garous, se sua intencionalidade é discutível, sua fraqueza não e caberá à Juíza decidir o melhor caminho a seguir para que ele possa aprender com esse erro irreparável. Lembro também que cuidar do corpo, protegê-lo, honrar a caída, tudo não passa de mera obrigação e é absurdo a maneira como tentam colocar isso como mérito. Peço que isso também entre e pese em seu julgamento, nobre Juíza, a noção de tratar como mérito mera obrigação leva a erros e a uma incompreensão do que somos em nossa essência.'

O Ragabash faz uma pausa e afirma:

'- Quero também repudiar a tentativa de manobra feita pelo juiz Justiça-do-Predador. Os fatos passados importam no presente e Estrela-da-Manhã não é juíza para efetuar julgamentos. A Juíza da Seita é soberana e, diante de uma nova série de desonras cometidas por Legado-do-Trovão, que vão desde a cena patética, até a falta à compromissos com outras lideranças, abandono de território e assassinato, tem que ser somadas na avaliação da nobre juíza para que seja traçado uma justa pena que reconduza o jovem cliath ao caminho da honra.'
Bardo-Forjador finaliza:

'- Acho muito curioso que você não entenda que a imperícia, a imprudência e a irresponsabilidade de vocês, não na proteção, mas no trato com o próprio território é o que os levou a abandoná-lo às vésperas de um ataque. Um ataque, que repito, todos que dizem que a matilha não sabia da gravidade, mentem. Foi a matilha que avisou a esta seita do ataque e de sua gravidade. É assustador que ainda exista o descaramento de se negar saber do tamanho do problema. Acredito, do fundo do coração, que ele era maior até do que vocês relataram, mas o relato em si já justifica o erro crasso de não retornar e o erro igualmente crasso de manter metade da matilha fora da Zona Oeste.'

A Juíza da Seita se levanta e diz:

'- Chega de alegações. Eu já ouvi o bastante. É hora de dar um veredicto, mas antes, já aviso que como ouviram, uma caçada contra Coração-Valente foi determinada por desobediência à Liderança da Seita e portanto todos devem se manter na clareira do Caern até que essa caçada comece. Estrela-da-Manhã me informou de um desafio em série para a matilha e iremos juntos, ao fim desse julgamento, à clareira central para fazê-lo antes da Caçada. Para caçar, a matilha precisará de um alfa e é bom que já seja quem a guiará daqui em diante.'

Mariza olha para todos os membros da Matilha e comenta:

'- É muito triste ver uma matilha tão jovem passar pelo que vocês estão passando por aqui. Eu não estou feliz em dar as punições que irei anunciar aqui, mas faço minhas as palavras de Bardo-Forjador quando ele diz que acredita no potencial de vocês. O desempenho de cada um de vocês aqui superou muito minha expectativa e eu tenho que parabenizá-los em como defenderam um ao outro. É bonito, mas quando não condiz com os fatos ou com as nossas leis, não é honrado.'

O olhar se dirige então na direção de Guardião-Ancestral:

'- Por ter agido com truques para proteger seus irmãos da justiça de Gaia, ter insultado à liderança da Seita e por ter passado por cima de seu alfa sendo diretamente responsável pelo erro do mesmo, eu lhe puno com o Ritual do Ostracismo. Não és uma companhia adequada aos Garous dessa matilha e seu exemplo pode ser um desvio para todos eles do caminho da Honra. Deves viver isolado de sua família, de sua matilha, de sua tribo e desta seita por seis meses. Nesse período ninguém deve procurá-lo, tecer com você qualquer tipo de relação e ajudar de qualquer forma. Não terás casa, não mexerá em seus bens. Viverás por seis meses apenas com suas capacidades, devendo se reapresentar à sua matilha ao fim desse ciclo.'

Os olhos de Alef vermelham pela vergonha mas o Galliard segura o choro e assente com a cabeça. Ele faz uma menção de ir cumprimentar Victor e Luke mas a Juíza o interrompe:

'- Sem despedidas. Parta. A partir do anúncio da punição ninguém neste Caern é seu irmão por 6 meses, Guardião-Ancestral.'

O Presas de Prata abaixa a cabeça e segue cabisbaixo para fora do Templo. Bardo-Forjador o acompanha com tristeza no olhar. Alef não veria a sua filha nascer e o Ragabash tinha plena noção do que isso significava para ele. A Juíza prossegue falando:

'- Os Garous Pantaneiro, Coração-da-Tempestade e Sussurros-Solitários são considerados isentes de culpa nos processos tratados esta noite. O Garou Skullhead no entanto tentou ludibriar essa Juíza com um jogo de palavras. É considerado culpado da tentativa de manipular a justiça de Gaia e...'

Coração-da-Verdade se aproxima de Skullhead e sopra nele uma espécie de areia que o faz tossir bastante enquanto sua voz se afina até o ponto de ficar aguda e insuportável:

'- Devido à tua tentativa de ser enganoso com uma Juíza de Gaia ter-se comparada à do chacal, proclamo que tu és cria legítima dele!'

A Voz do Chacal era a segunda punição da Juíza. Que segue em direção à Victor. Era a vez do Juiz e a Philodox estava próxima a ele quando do ecoar de suas palavras:

'- És um Philodox com futuro, mas eu vejo em ti um descontrole que não serve para nosso augúrio, Justiça-do-Predador. Primeiro, a vergonha na Assembleia, agora abandonar dois irmãos para trás? Isso não foi pensado. Não há como ter sido. E não é sábio e nem honrado que um juiz aja pelos instintos aflorados de um momento de tensão ou ira aguçada. Eu te condendo, por abandonar irmãos, à auxiliar a tribo dos Filhos de Gaia Orgulho-Renascido e Aedo-Campeão nos cuidados da Alcateia do Caern e a auxiliar o Roedor de Ossos Sem-Nome nos trabalhos com o orfanato dos Filhos do Rato. Terás que aprender a noção de companheirismo e cuidado com o próximo desses Garous para evoluir e servir gratuitamente como subordinado a eles nas funções que eles determinarem em assuntos ligados à alcateia e ao orfanato. Te condeno também a, na assembleia de amanhã, pedir desculpas públicas aos irmãos que abandonou, fazendo uma autocrítica do erro que cometeste e, por fim, mas não menos importante, lhe imponho penalidade dobrada nos renomes de Honra e Sabedoria até que o Cervo e a Barata lhe reconheçam como Honrado e Sábio.'

A Juíza segue até o Senhor das Sombras e fala:

'- Você é culpado pela morte de Flecha-Voraz, mas não teve intenção de matá-la. No entanto, o curriculum de sua honra está muito manchado, Legado-do-Trovão e isso é completamente inaceitável. Tuas decisões foram falhas na sabedoria. Somente tua glória é incontestável e, mesmo assim, com o vulto de morte que se ergueu às suas costas, ela fica tímida. Sua punição será a mesma de seu juiz no que tange ao Renome. Estarás com punição dobrada na Honra e na Sabedoria até que o Pégasus lhe reconheça como honrado e sábio. Deverás desculpas públicas à Mãe-da-Fúria por sua fraqueza na próxima assembleia. E espero que faça isso com a mesma qualidade com a qual se defendeu.'

Por fim, ela se afasta e diz:

'- A matilha é considerada culpada por abandono de território. Foram negligentes e isso foi fruto da imperícia e da imprudência com a qual lidaram com o território que a seita lhes deu. No entanto, a maioria de vocês ainda são cliaths e essa foi a primeira noite de vocês nessa cidade. O nascimento de um espírito de matilha, vivenciado nesse julgamento, é algo que quando canalizado dentro dos marcos da honra os levará longe. Os erros, no entanto, foram mais individuais do que coletivos e com o florescimento do coletivo diante dos olhos dessa juíza, decido apenas por uma advertência para que esse fato não se repita nunca mais. Agora, todos vocês, devem me acompanhar até a Clareira Central para que possamos fazer os desafios coletivos que elegerão o Alfa dessa nova Olhos da Tempestade que surge após esse julgamento.'

No final, antes de se retirar do Templo, a Juíza olha para William e fala:

'- Quero encerrar fazendo uma correção ao Galliard muito aqui elogiado. Mães podem ser guerreiras, inclusive a mãe da Garou morta pelo líder da sua matilha é uma das maiores guerreiras que essa juíza já viu.'

A Juíza segue em direção à Clareira Central e esperava que todos a seguissem. Bardo-Forjador e Estrela-da-Manhã saem por uma saída lateral, seguindo por outro caminho. As Fúrias Negras conversavam entre si no templo. Do lado de Fora, o Fenris novato se aproxima do Juiz da matilha e diz:

'- E aí? Como foi? Eu vi o almofadinha saindo com cara de choro, ele sequer falou comigo... o que rolou lá dentro?'

A juíza seguia para a clareira central, a matilha devia fazer o mesmo.



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Re: Templo da Justiça de Gaia

Mensagem por Victor Montenegro em Qua Dez 13, 2017 8:27 pm

O Julgamento estava encerrado e as punições haviam sido dadas. Eram pesadas, sem dúvida, mas assim também eram os crimes cometidos. A sabedoria da Furia Negra era inquestionável, mas, mesmo assim, a punição recebida por Alef pesa no coração do Philodox, ainda mais quando este tenta se despedir e Victor, em cumprimento à punição do ritual, fecha os olhos e vira as costas para o amigo.

*Que ironia.*


É só  então que Victor se da conta da mensagem trazida pelo uivo ha pouco escutado.

*Pelo Trovão, alguém para as loucuras dessa mulher.*


O Philodox nao dirige o olhar para a líder seita. Escuta as considerações finais da Juiza e segue com ela e a matilha.

Do lado de fora do Templo, Siegfried se aprixima e fala com o juiz, que responde tentando esconder o pesar:

-Foi tão bem quanto poderia ter sido, sabe como é o ditado: Matilha que é punida unida, permanece unida. - O Philodox ensaia um meio sorriso e continua. - Quanto a esse almofadinha, não sei de quem fala. Os únicos que saíram do julgamento fomos nós. - Responde na esperança que o Fenris compreendesse e vai seguindo com todos rumo a Clareira.


Última edição por Victor Montenegro em Qua Dez 13, 2017 9:44 pm, editado 1 vez(es)
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Cólera-de-Balder - Justiça-do-Predador

Mensagem por NarraDiva em Qua Dez 13, 2017 8:56 pm

Com cara de quem não entendeu absolutamente nada dito pelo Philodox, o Fenris apenas exclama sem deixar de seguir seu rumo:


'- Mas que porra é essa? Ficaram malucos, foi?'
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Pantaneiro ( Glabro ) - TODOS / Olhos da Tempestade

Mensagem por Yorick MacAlister em Qua Dez 13, 2017 9:41 pm

O primeiro a se manifesta era Skull-Head. O theurge tinha uma clara intenção de defender Victor e a um alto custo, porque claramente distorcia de forma enganosa os fatos para poder livrar Victor da punição. Não entendia muito o porque daquilo depois dele mesmo ter manifestado indignação para com a atitude do Philodox. Talvez fosse um falso ou talvez só quisesse o bem da matilha, no entanto Pantaneiro acreditava que um erro era um erro e assim para ser aprendido, deveria ser punido, como havia sido consigo. Apenas faz uma nota mental disso e deixa o julgamento seguir, onde acaba levando uma dura por ter feito uma sugestão de punição. A juíza tinha razão e nem deveria ter tentado nada. Por um outro lado, parecia que o atrito com as Fúrias Negras pelo versinho havia sido superado e aquilo já era um ponto positivo. Diante do seu pedido em nunca mais tentar dizer a um juiz o que fazer e do fato estar superado, acena positivamente com a cabeça concordando.


Eis que então uma sessão de chibatadas começa por parte de Bardo-Forjador. Victor se defende como pode, era habilidoso com as palavras, não concordava com algumas coisas, outras eram irrelevantes, outras simplesmente preferiria ignorar e outras tinha que concordar. Também conta sua versão e infelizmente para o Alpha, a coisa tava mais preta. Pantaneiro vai fazendo nota mental de tudo e se mantem quieto. Havia falado o que tinha pra falar e o restante não era função dos outros. Porém é quando Alef faz uma jogada ousada, mais uma vez, falando duras coisas que com certeza resultaria em algo mais severo, porém aquilo tinha um propósito maior. Pelo pouco que conhecia o Galliard, sabia que não dava ponto sem nó.


No frigir dos ovos Will, faz mais um discurso prezando a união da matilha e nele se propõe a assumir a tarefa de Victor. Bom, sendo um Fianna, era justo pensar daquela maneira. Ainda não havia tido tempo para explicar para o Galliard como as coisas haviam chegado naquele ponto, mas o seu modo de pensar onde era um Garou despareado cuja matilha havia perdido a confiança, era a mais pura verdade. Principalmente agora depois de ter feito a denúncia do erro de Victor, toda matilha parecia estar unida e Pantaneiro era o desunido.


“Bom, que pensem o que quiserem... fiz o que achei que era certa e só espero que isso tenha servido.”

E então um uivo é escutado. Um Ancião Presas de Prata, cujo nome era Coração-Valente, seria punido à caçada punitiva  por Estrela-da-Manhã por desobediência. Pantaneiro arregala um pouco os olhos. Nota a insatisfação de Bardo-Forjador e tenta calcular o tanto que aquilo poderia pegar mal para os Fiannas. Lembra das palavras de Adryan e aquilo faz um arrepio subir na espinha. A verdade era que se Estrela-da-Manhã seguisse naquele caminho, conquistando muitos inimigos, não duraria muito tempo no poder e isso seria trágico.


Nesse entremeio, o veredito é anunciado pela Juíza. Suas expectativas por parte da defesa havia sido superada e a matilha havia saído bem.
Isso era importante para a Olhos da Tempestade. Alef é o primeiro a ser punido, e por Gaia, que destino cruel. Sua punição era dura. Não desejava aquilo para nenhum Garou, porém foram suas escolhas que o colocaram  naquela situação. Era um excelente Galliard, guerreiro e irmão de matilha. Havia sacrificado uma parte de sua vida em prol dela e o preço que pagava era muito caro. Por um momento sentiu pena de Alef, acreditava que apesar da sua língua ferina e de seu jeito vingativo, ainda poderiam ser grandes amigos. Depois do último confronto onde quase o matou, aquele pareceu ter sido o ápice para um recomeço apesar das mágoas e agora, nenhum mais. Seis meses era muito tempo. Saiu sem partir, sem se despedir, e se pudesse se despedir, não despediria de Pantaneiro. Sabia que não. Sente a dor ao se colocar no lugar de Alef e prefere não pensar mais nela.


Depois a juíza anuncia que Will, o lobo e si mesmo, não seriam punidos. Por glória, como era bom escutar aquilo. Também era o justo. Chega dar uma alívio ao escutar aquilo porque estava procurando ser o mais ético possível. No entanto, Skull-Head, depois da sua leviandade com as palavras proferidas em defesa de Victor, foi punido por ser enganoso com a Juíza e com isso ganhou a Voz do Chacal.


“Bom, já dizia meu tio jaime, quem fala demais, dá bom dia pra cavalo...”

No popular Pantaneiro, havia tomado na tarraqueta por querer manipular a justiça de Gaia de forma enganosa. E então depois Victor. A Juíza era extremamente acertiva em suas palavras e Pantaneiro fica satisfeito com o que escuta. Infelizmente era a verdade. Sua punição era dura. Teria que passar por cima de seu orgulho e pedir desculpas em público pelos seus erros, fazer uma autocrítica e ter punição de renome dobrada. Tinha certeza que seria difícil para o Senhor das Sombras e justamente por esse motivo, pensaria duas, três, quatro, cinto ou vinte vezes antes de deixar alguém para trás novamente. Por qualquer que seja o motivo, amigo é amigo, irmão é irmão e filho da puta é filho da puta. Talvez tinha aprendido a lição.

“Sendo amigo do Alef, não dúvido que vai herdar a vontade de vingança mesmo que a culpa seja dela...não dúvido...”
Por último, Luke com uma punição similar. Pro tamanho do ferro que ele ia levar, todo aquele transtorno no julgamento havia saído barato demais para o Alpha. Por final estavam dispensados. Deviam seguir até a Clareira Central para fazer  o desafio coletivo, aquele que definiria seu futuro e depois partir para a caçada.

Pantaneiro assente positivamente com a cabeça para todos e se despede. Segue quieto. Na porta nota Siegfried interpelando Victor sobre o modo que Alef saiu e não diz nada. Fica quieto na sua somente observando. Victor  dá uma resposta que o Fenris responde de modo áspero visivelmente transtornado mostrando não entender nada do que havia acontecido. O Ahroun simplesmente ignora aquela conversa e segue com a matilha, ou dos que iam para a Clareira Central com a Juíza diante do desafio coletivo.
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Yorick MacAlister

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Re: Templo da Justiça de Gaia

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